20181222

Fé e comunhão, combinação explosiva! Jo 14:11-12. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 09/12/2018


“11 Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” Jo 14:11-12 

É interessante o paradoxo da igreja quando o assunto é união. Ao mesmo tempo em que temos uma Bíblia repleta de orientações para que nos amemos uns aos outros (Rm 12:10; 1Pe 1:22), o que vemos na  maior parte das relações é uma terrível crise de comunhão.

Ao falar conosco sobre união, comunhão ou unidade, Deus não nos propõe encontrar culpados para a grave crise que vivemos, mas a proposta de Deus é focar em resoluções, visto que, todos nós, como parte de um mesmo corpo, somos responsáveis pelo bom relacionamento, pela vida, pelo bem estar comum. Da mesma forma que um casamento que não da certo tem nos cônjuges a responsabilidade da separação, não havendo culpado, mas, culpados, na Igreja todos nós somos partes integrantes das soluções e dos problemas na área da comunhão.

Porque ainda vamos falar sobre isso?

Primeiro porque Jesus disse que a marca de um discípulo é o amor, e o que evidencia esse amor é a comunhão, a unidade. Em João 13:35, ele disse o seguinte:

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.

Segundo porque Jesus ensinou aos seus discípulos que a união entre eles testificaria da presença do próprio Cristo na Igreja:

“a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”. Jo 17:21

E em terceiro, por uma questão lógica: Uma Igreja desunida terá dificuldade de crescer, pois, não passará uma boa mensagem para os de fora. Sobre esse assunto, o escritor Loweel Bailey, em seu livro 25 segredos para derrotar a crise da comunhão, diz: ... a desunião e a falta de amor entre os cristãos podem levar os perdidos a duvida de que essa gente realmente esteja seguindo a Jesus. Pior ainda, por notar que os cristãos não se salvaram do seu egoísmo, eles podem duvidar que Jesus seja “verdadeiramente o salvador do mundo” (Jo 4:42)

O desejo de Deus é que o homem se relacione

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” Gn 2:18

Em Gênesis 1 e 2 até o verso 17 Deus cria todas as coisas e as sustenta pelo poder da Sua palavra. No processo de criação, por várias vezes, nós vemos Deus criando e dizendo que aquilo que Ele havia criado era bom. Porém, em Gênesis 2:18, Deus diz que algo não estava certo, Deus vê algo que não o agrada, e pela primeira vez Deus vê algo que não era bom. Não era bom que o homem vivesse solitário ou sozinho.
Deus não nos fez para vivermos isolados como ilhas, a vida que Ele nos deu precisa ser compartilhada.

Baseado no texto de Genesis 2:18, podemos dizer que fomos feitos para o outro. Deus viu que Adão não poderia estar sozinho porque ele foi criado para alguém. Eva também foi criada no mesmo propósito para o outro.

A comunhão é o nosso alvo!

1. O conceito de comunhão

“1 Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! 2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. 3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.” Sl 133:1-3

O que é comunhão para você? Um encontro para confraternização? Um cafezinho? Ou quem sabe um belo almoço de domingo? No senso comum, esses são os fatores definidores da comunhão, porém eles não refletem o sentido bíblico da palavra.

Comunhão é a tradução portuguesa mais comum para a palavra grega koinomia. Essa palavra traz a ideia de fraternidade, associação, participação conjunta, relação íntima.

Observe como o sentido é bem mais amplo do que parece.

De acordo com o Novo Testamento, a comunhão tem a ver com aquela relação pessoal que os cristãos gozam com Deus e uns com os outros, em virtude de serem unidos com Jesus Cristo. Quem estabeleceu essa relação foi o Espírito Santo, que habita em todo cristão, unindo-o a Cristo e a todos que são de Cristo. Essa associação pode ser percebida nos seguintes aspectos:

- Compartilhamento de bens e objetos;
- Cooperação na obra do Evangelho;
- Disposição para servir a todos;
- Manter a unidade e o amor entre os cristãos.

O texto de Atos 2:41-47 reflete bem a ideia bíblica de comunhão. Esse texto também nos ensina que a responsabilidade da comunhão na Igreja não é apenas dos líderes, mas de toda a Igreja, isto é, você é responsável por fazer a comunhão da sua Igreja dar certo.

“41 Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas. 42 Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. 43 Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. 44 Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. 45 Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. 46 Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, 47 louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.” At 2:41-47

2. A relação entre comunhão e mutualidade

A comunhão pode ser classificada como uma experiência subjetiva, ela precisa de um mecanismo prático para que seja percebida. Um exemplo do que estou falado se refere a comunhão dos crentes com Cristo. Existem laços que nos unem a Cristo, fazemos parte do seu corpo místico, entretanto, essa relação é invisível, não pode ser vista, somente percebida.

A mutualidade é o processo através do qual a comunhão se expressa. O termo se refere a expressões recíprocas. No Novo Testamento o processo de mutualidade aparece nas palavras uns aos outros (Rm 12:10; 2Co 13:12; Ef 4:2; Cl 3:13; 1Ts 4:18). A mutualidade faz da comunhão uma via de mão dupla. Um irmão se dispondo a fazer o bem a outro irmão, que por sua vez corresponde fazendo a mesma coisa. A relação é recíproca. Entretanto, a mutualidade não está limitada ao que eu faço de bom pelo outro, mas também o que eu deixo de fazer de prejudicial pelo outro. Nesse caso existem dois aspectos, um positivo (eu faço o bem) e outro negativo (eu deixo de fazer o que é ruim). Você ajuda a sua Igreja a ser mútua?  

3. A comunhão libera poder

“É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes.” Sl 133:2

O óleo precioso do Espírito de Deus desce da cabeça. Evidentemente somente aqueles que estão conectados à cabeça desfrutam do óleo fresco da unção.

O Espírito Santo é o poder de Deus e este poder está em você. O Espírito Santo é a unção de Deus sobre nós. Mas, quando estamos juntos em comunhão, essa unção é potencializada e este poder pode ser liberado de forma explosiva sobre nós (Gn 11:9).

O óleo representa a unção na Palavra de Deus. O azeite era um elemento muito versátil no mundo antigo, ele servia para virtualmente qualquer coisa e simboliza a provisão completa da unção do Espírito. O fato de o Salmo 133 nos dizer que a comunhão libera o óleo é algo muito precioso. Quando estamos unidos aos nossos irmãos, esse óleo desce da cabeça, que é Cristo, e alcança todos os membros trazendo provisão completa.

O uso do óleo entre o povo de Israel é um retrato claro da provisão completa da unção para o povo de Deus hoje. Todas essas coisas vêm sobre nós porque estamos unidos aos irmãos na agradável comunhão do Corpo de Cristo.

a. O óleo é Alimento

A primeira utilidade do azeite estava na preparação dos alimentos, sendo ele mesmo, na verdade, um alimento. No mesmo princípio, nós precisamos receber periodicamente uma porção da unção de azeite do céu como alimento. Quando deixamos de nos alimentar dessa unção, somos enfraquecidos e nos sentimos incapazes de fazer a vontade de Deus. A unção, portanto, é alimento.

Você sabia que a comunhão nos alimenta? Sim, a comunhão libera o óleo que nos nutre. Doutra sorte, a divisão, a separação nos adoece e pode matar. Veja o que Paulo diz a esse respeito quando escreveu aos coríntios.:

“Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” 1Co 11:30

Qual era a razão de muitos estarem doentes naquela igreja?
“17 Nisto, porém, que vos prescrevo, não vos louvo, porquanto vos ajuntais não para melhor, e sim para pior. 18 Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja; e eu, em parte, o creio.” 1Co 11:17-18

b. O óleo nos limpa

A segunda utilidade do azeite nos dias antigos estava na feitura de sabão. A unção do azeite também tem a função de limpar e purificar as nossas vidas. Quando digo purificar, não me refiro propriamente à purificação do pecado, mas à purificação da sujeira do mundo.

A morte do mundo nos contamina e nos faz ficar insensíveis a Deus. A unção, então, nos purifica da poeira da carne que nos contamina. Todos nós testificamos que, quando estamos na comunhão dos irmãos, nossos pés são lavados da poeira do mundo.

c. O óleo é combustível

As lamparinas do mundo bíblico eram mantidas acesas usando o azeite como combustível. No mesmo princípio, nossa luz somente pode brilhar diante do mundo se houver o azeite do céu em combustão dentro do espírito. E esse azeite vem sobre nós na comunhão dos irmãos. Cada vez que nos reunimos, devemos esperar uma medida do combustível celestial sobre nós.

d. O óleo é para uso sacerdotal

O azeite também era usado pelo sacerdote para ungir e consagrar pessoas e coisas a Deus, como também era usado pelo médico como remédio. A unção é também para consagração. O propósito de Deus somente pode ser cumprido por meio da unção. O suprimento de Deus para nossas vidas vem somente pela unção e todo jugo do pecado pode ser quebrado e destruído pelo poder da unção. Quando estamos em comunhão, os jugos do pecado e do diabo são quebrados e experimentamos o refrigério de Deus.

e. O óleo cura

Um aspecto importante da unção está em Tiago 5:14, em que o autor nos manda ungir os enfermos para serem curados. cura disponível para o povo de Deus na comunhão dos irmãos. O óleo da cura é liberado quando estamos juntos e ministramos uns aos outros. Sabemos que o óleo do Espírito é o suprimento completo de Deus, mas ele é liberado quando os irmãos vivem unidos em comunhão.

A comunhão é algo realmente poderoso. Como já mencionamos Paulo chega a dizer que a igreja de Corinto estava doente porque seus membros não entendiam a importância da comunhão.

Quando não temos discernimento do corpo experimentamos morte e enfermidade. Se a falta de comunhão traz doenças sabemos que a comunhão produz tudo o que já mencionamos: alimento, purificação, combustível, libertação e, principalmente, cura.


20181204

O poder explosivo de uma igreja unida. Jo 17:20-23. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 02/12/18


“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; 21 a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; 23 eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” Jo 17:20-23

Introdução

“Existem muitas coisas que explicam o sucesso e o crescimen­to de uma igreja, família ou empresa, mas certamente o fator principal é a unidade”.

Desde sempre, Lúcifer trabalhou para promover separação e divisão. Querendo usurpar o trono e governo de Deus, rompeu o relacionamento dele com O Todo Poderoso. Precipitado por terra, trabalhou para estragar o relacionamento do homem com Deus. E desde então, o diabo trabalha arduamente, diariamente para dividir casais, famílias, igrejas, empresas, etc.

Tudo o que o diabo faz visa destruir a unidade entre os homens. Os nossos inimigos sabem que se perdermos a unidade, a expressão da Igreja estará arruinada e não teremos impacto algum no mundo espiritual. O inimigo sabe que a única forma de prevalecer contra a igreja é produzindo divisão do corpo.

Por isso, Jesus deixou a seguinte palavra:

Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.Mt 12:25

O seu coração está dividido; por isso, serão culpados...” Os 10:2

Paulo ensina três Princípios de uma Igreja Unida. 1Co 1:10

"10 Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. 11 Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. 12 Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. 13 Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?" 1Co 1:10-13

Na igreja de Corinto havia muitos tipos de problemas. Essa igreja tinha problemas de carnalidade, prostituição, discussões doutrinárias, várias questões sobre casamento, questões sobre os dons, sobre comida consagrada a ídolos e outros tantos problemas.

Mas, de todos esses problemas, o que Paulo tratou em primeiro lugar foi o problema da divisão. Pois a ruína de uma igreja, família ou empresa, de um governo, começa quando surgem pensamentos divisivos.

Ao tratar dessa questão, Paulo colocou três princípios que precisamos guardar na vida de nossa igreja:

·         Devemos falar a mesma coisa (v. 10)
·         Devemos ter uma mesma disposição mental (v. 10)
·         Devemos ter um mesmo parecer (v. 10)

O princípio da unidade como fator de êxito em todo o empreendimento em Gênesis 11:6
No Livro de Gênesis, vemos um exemplo do poder da unidade. O povo, ímpio e rebelde para com Deus resolveu construir a torre de Babel. Eles eram malignos e estavam construindo algo para afrontar a Deus, mas ainda assim o Senhor disse que havia algo poderoso entre eles.
e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer.” Gn 11:6
O diabo e os demônios sabem do poder da unidade e por essa razão ele sempre trabalha para nos dividir.
Por isso em sua ultima oração, chamada “oração sacerdotal”, Jesus roga pela unidade de seus discípulos.

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; 21 a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; 23 eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” Jo 17:20-23

O êxito dos primórdios da fé cristã estava na perseverança unânime

Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” At 2:46-47
   
A Bíblia diz que a Igreja Primitiva perseverava unânime, que no original, pode significar uma paixão incomum. Segundo o dicionário, a palavra unânime quer dizer também harmonia. Os cristãos tinham as mesmas paixões e viviam em harmonia; eles perseveram no templo e de casa em casa, não tinham que fazer vários eventos para se encontrar, e tinham prazer dessa vida em comunidade.

Perseveravam no templo, nas casas, nas refeições, na alegria e coração sincero. Perseveravam no louvor. Assim, o povo se tornava simpático e eram atraídos para a igreja.

Eles também não reclamavam uns dos outros e nem de ter que se encontrar todos os dias. Às vezes, ouvimos que a Igreja em célula tem muitas reuniões, pois sempre tem que estar com o povo da Igreja; contudo, a Igreja de Atos se reunia ainda mais.

Quando estamos juntos em acordo, no mesmo espírito, o nosso poder na batalha espiritual aumenta exponencialmente.
“Cinco de vós perseguirão a um cem deles, e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vos.” Lv 26:8
O que acontece na unidade?

Desde o início da nossa caminhada cristã temos ouvido sobre a importância da unidade, sobre o quão importante é sermos um. Nós temos aprendido que a unidade é uma das principais marcas da igreja de Cristo.

Na unidade há crescimento. Jo 17

“... a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” Jo 17:23.

Há uma forte ligação entre a unidade o evangelismo exitoso.

“46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” At 2:46-47

Na unidade somos aperfeiçoados. Jo 17

“... a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade...” Jo 17:23

Teleio - tornar perfeito, completar. Teleiotes – perfeição, o estado do mais inteligente, perfeição moral e espiritual.

A indisposição para a unidade te faz estagnar e todas as áreas da vida.

Na unidade expressamos o poder de Deus. At 2

“1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.” At 2:1

Na unidade, alcançamos êxito nos nossos projetos! Gn 11:6

e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer.” Gn 11:6

No salmo 133, lemos a respeito do poder da comunhão no meio do povo de Deus.

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.” Sl 133:1-3

Faça a diferença! Mt 28:18-20. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 18/11/18


“16 E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. 17 E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. 19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” Mt 28:18-20

Você pode fazer a diferença, eu posso fazer a diferença, nós vamos fazer a diferença!

Mas como fazer a diferença?

Precisamos fazer a diferença contando boas novas. Isso é viver o evangelho.

A forma mais importante de você fazer a diferença é mudando o destino de alguém, uma mudança que afete toda a sua eternidade. (minha experiência de conversão e como a Sandrinha e Fábio me convidaram para a igreja. Isso fez toda a diferença).

Deus usa pessoas

Após a nossa conversão, eu e minha esposa, ficamos três meses sendo acompanhados por um grupo de irmãos que iam semanalmente em casa para nos discipular. Todas as semanas lá estava aquele grupo de irmãos para fazer a diferença nas nossas vidas. Eles nos ensinavam, oravam conosco, levavam-nos para a igreja todos os domingos.

Certamente você tem uma história de gente que fez a diferença na sua vida. Gente que orou por você, insistiu por você, pregou pra você, nos piores dias da sua vida estava com você.  

Cada um de nós nasceu para um propósito

Jesus disse algo a nosso respeito que reflete essa nossa missão.

“13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mt 5:13-16
Somos chamados de sal da terra e luz do mundo

Não a como negar a diferença que o sal propicia nos alimentos e em uma comida.

Ele da gosto, aguça o paladar, faz a diferença. O sal na época de Jesus tinha propriedades curativas. O sal também era usado no oriente médio para provocar sede. Quando naquelas regiões alguém empreendia uma longa viajem no clima árido e seco do oriente médio, levava-se um saquinho de sal e em pequenos intervalos de tempo, colocava-se um pouquinho de sal debaixo da língua para provocar sede. Assim os homens ficavam com sede e tomavam água para não desidratarem no calor escaldante.

A ideia básica na comparação dos homens com o sal também era e ainda é a preservação, a conserva. Antes que tivesse refrigeração ou outros métodos modernos para conservar os alimentos, empregavam muito o sal e as especiarias para conservação.

Foi por isso Jesus usou o sal como uma alegoria do que devemos ser. Os lugares e pessoas que tiverem contato conosco nunca mais serão os mesmos.

Mas quando o sal perde a sua serventia, Jesus disse que para nada mais serve a não ser para ser pisado pelos homens. Um cristão cuja vida perdeu a graça e o poder de Cristo, é alguém que não serve mais para nada no tocante ao propósito. Ser pisado por homens significa estar esmagado por sua natureza humana e caída apenas. Ainda mais, converte-se num verdadeiro prejuízo para a causa do reino de Deus, presta um desserviço para os interesses divinos.

Luz do mundo

Não a como negar a diferença que a luz pode fazer em um ambiente. A luz trás segurança porque nos dá visão. A luz mostra o caminho, livra-nos de surpresas. A luz nos coloca pra cima. A luz dissipa trevas. Em outras palavras, quando somos luz expulsamos e espantamos demônios.  

Dias sem sol podem causar depressão

Naturalmente falando, a luz é essencial para a existência e saúde do homem. Por isso a Luz veio primeiro. No processo de criação e restauração da terra, a luz foi a primeira coisa a ser criada. Tudo existe e subsiste a partir da luz.

“3 E disse Deus: Haja luz. E houve luz. 4 E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.” Gn 1:3-4

Na Finlândia é sempre oito ou oitenta: No verão não tem noite e no inverno quase não temos dia!

Bom, brincadeiras a parte este é um assunto sério e a falta de luz pode causar distúrbios neurológicos e físicos. O finlandês enfrenta todos os anos um longo período de escuridão entre meados de novembro até a metade de janeiro. As cidades mais ao norte do país tem 56min de luz. O sol raramente é visto entre meados de novembro e meados de janeiro. Nestes meses as pessoas começam a perder as forças físicas, sentindo-se cansadas e desanimadas e um processo de depressão pode iniciar-se muito facilmente, chegando a consequências desastrosas. Esse fenômeno é conhecido por aqui como a “noite polar”.

Quando acaba a agitação do Natal e Ano Novo o que resta é o frio e a escuridão. Quase um por cento dos finlandeses sofrem de depressão profunda do inverno ou depressão. Outras muitas pessoas são afetadas com outros tantos sintomas. É difícil acordar cedo, ter ânimo para fazer as coisas de sempre, é difícil manter a atenção e o foco e a sensação de cansaço é muito forte.
Todos os anos os finlandeses debatem muito como tratar estes sintomas e evitar que quadros mais graves de depressão apareçam neste período e evoluam para doenças psicológicas ou mesmo físicas. Dezembro é um mês que procura-se esquecer a escuridão adminrando-se as luzes e enfeites de natal e concentrando a atenção nas compras e festividades que estão por vir. Mas depois, acabam-se as festas e volta-se à rotina. Quando o sol não aparece mais, os dias são todos nublados e a única coisa que pode-se ver é uma luz difusa que confirma que tecnicamente, ainda é dia. Quem sai para trabalhar pela manhã e volta a tarde não vê a luz do sol a semana toda. Os finlandeses se transformam em homens morcegos neste período, só que sem o glamour do batman, ficam mais parecidos com vampiros.
É difícil ficar feliz quando o tempo é triste! Para isto muitas alternativas ajudam a suportar a escuridão: aumentar a dose de vitamina D, exercícios físicos, uso de uma lâmpada terapêutica de luz brilhante  e uma espécie de fone de ouvido que envia a mensagem de luz diretamente para o cérebro, procurando dar a sensação de equilíbrio que o organismo perdeu com a falta de luz e, consequentemente, agindo automaticamente fazendo com que o cérebro aumente as doses de dopamina que encontram-se baixas.
A depressão de Kaamos é muito mais séria do que a depressão comum porque ela mexe com o organismo, na medida que o seu relógio biológico fica afetado pela longa escuridão.

O sal e a luz faze a diferença!

Ao nos chamar de sal e luz, Jesus está dizendo que devemos viver para fazer a diferença por onde passarmos.

Nossa vida não pode ser insípida, sem um propósito, fútil.
Como luz deste mundo nós iluminamos o caminho para que as pessoas encontrem com Cristo e tenham um sentido para sua existência.

O sal não pode perder seu propósito e a luz não pode esconder-se. (agentes secretos).
O sal também era usado para curar, com propriedades curativas, estamos aqui para curar a outros e dar a eles uma luz de esperança.

Uma jovem que fez a diferença

Vamos ver a história de uma menina que decidiu fazer a diferença. Vamos ver quais são as características de alguém que fará a diferença nessa geração.
Você quer fazer a diferença!?

“1 Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o SENHOR dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso. 2 Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3 Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. 4 Então, foi Naamã e disse ao seu senhor: Assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel.” 2 Re 5:1-5
A história de Naamã é muito conhecida, ele era um famoso, condecorado e respeitado oficial do exército sírio, porém leproso. A lepra era a pior doença da época, incurável, quem a tinha sofria todo tipo de privações, preconceitos e limitações.

Naamã foi curado sobrenaturalmente depois de obedecer à palavra do profeta Eliseu e mergulhar sete vezes no Jordão. Mas não podemos esquecer de que tudo começou com uma menina que resolveu fazer a diferença.

“2 Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3 Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.” 2Re 5:2-3
Aquela menina sem nome foi o canal para Naamã ser curado e salvo. Pouco se fala a seu respeito, era uma escrava, mas resolveu ser sal e luz do mundo numa terra que nem era a sua. Ela fez a diferença!

E note que essa menina é apenas uma menina. É anônima. E isso é de propósito para que você dê o seu nome ao personagem.

Baseados na história dessa garota. Vamos ver quais são as características de quem faz a diferença.

Em primeiro lugar...

Quem faz a diferença é quem troca o vitimismo pela missão.

Se há algo importante a aprender é; não se faça de vítima em nenhuma circunstância ou ocasião.

O mundo tem um discurso vitimista (minorias X maioria; eles CONTRA nós; empregados VERSUS patrões).
Vivemos em uma época que está na moda ser vítima de alguém seja dos governantes, dos pais, da sociedade, da igreja, dos pastores, do sistema, da família, dos patrões e etc. O discurso é: seja vítima de alguém! (se é negro é vítima dos brancos, se é pobre é vítima dos ricos, se é desempregado é vitima dos exploradores etc.).

Mas que tipo de gente produz o “vitimismo”?

Gente “coitada”, complexada, inferiorizada, e revoltada com Deus. Normalmente as pessoas não tem coragem de dizer que estão magoadas com Deus, então apontam o dedo para quem veem a sua frente e dizem; “sou uma vítima porque esse pastor me explorou, sou vítima porque essa igreja exigiu de mim, sou vítima porque meu patrão abusa de mim, sou vítima porque meus pais querem que eu faça serviços domésticos, etc.”.

Você pode dizer; “é fácil falar assim sem saber a minha história”.

Então vamos lá; olhe para a menina do texto de 2Re 5, para a história dela.

Ela vai para a escola diariamente, estuda, brinca e se diverte com seus amigos. E logo quando chega em casa, tem um lar limpo, arrumado, não lhe falta comida, ela tem irmãos que juntos se divertem, seu pai está trabalhando, sua mãe cuidando das crianças. Eles são felizes. Ela é amada. Eles amam a Deus, são fiéis ao Senhor, aos sábados cultuam a Deus, entregam seus dízimos e fazem seus sacrifícios. Vivem uma vida fiel e honrada. Aquela menina é uma filha exemplar na escola e em casa.

Mas um dia, uma tragédia acontece, o exército sírio comandado por Naamã invade Israel, e a nação é derrotada. Famílias são dizimadas. Os pais da menina são assassinados. Sobra ela e seus irmãos que são levados para a Síria, separados, feitos escravos de guerra. A menina vai parar na casa de Naamã, vai ser escrava da sua esposa. Que tristeza!

No lugar dela o que você sentiria? Como você veria Naamã?

Eu e você questionaríamos e nos revoltaríamos com Deus, “porque Deus permitiu tudo isso, não vale a pena ser justo” “olhe só o que aconteceu com minha família”. O primeiro sentimento é revolta. “Eu quero é que Naamã morra de lepra, eu quero que ele agonize e sinta muita dor até não aguentar mais, quero que arranquem a cabeça dele no campo de batalha, que ele seja comido pelos urubus, miserável”.

Mas veja a atitude de quem faz a diferença! A menina vê Naamã leproso e faz uma escolha.

“Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.” 2Re 5:3
Você escolhe se passará sua existência revoltado, se vitimizando, acusando outros, ou se fará a diferença mudando destinos. A menina escolheu não alimentar o ódio, a amargura, a justiça própria. Ela decidiu que sua missão era fazer a diferença na vida do seu próximo.

Prêmio Nobel da Paz 2018

Dois ativistas Denis Mukwege e Nadia Murad que lutam contra violência sexual como arma de guerra ganharam o prêmio Nobel da paz. O médico Denis Mukwege tratou com sua equipe de cerca de 30 mil vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo. Já a ativista Nadia Murad é sobrevivente da escravidão sexual imposta pelo Estado Islâmico no Iraque.

Denis Mukwege e Nadia Murad assumiram a condição de fazerem a diferença na vida de outras pessoas.

A menina serva da esposa de Naamã, assumiu sua missão de ser sal e luz apesar de todas as circunstâncias negativas. E você?

Em segundo lugar quem faz a diferença:

São pessoas comuns.

A menina é tão comum, que não sabemos o seu nome. Tem alguém mais comum “com todo respeito” que uma empregada doméstica, que uma escrava. Deus usa gente improvável. Olhe para os personagens bíblicos que fizeram a diferença em sua geração, deixando um legado, são pessoas simples, limitadas, aflitas, pressionadas e tantas vezes atribuladas.

·         Davi, o filho esquecido de Jessé, tornou-se rei de Israel.
·         Gideão que malhava o trigo escondido com medo dos filisteus tornou-se um libertador de Israel.
·         Moisés o gago. Jeremias o chorão. Jesus o carpinteiro. Pedro o pescador.

Esses personagens são pessoas comuns que fizeram a diferença e escreveram uma história incomum.

O que nos atrapalha de cumprir nossa missão é a ideia que temos a nosso respeito, que somos incapazes e que não temos nenhuma habilidade. Veja o que Paulo diz:

“26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; 27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; 28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; 29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.” 1Co 1:26-29
Olhe ao seu redor. Olhe para as pessoas que Deus tem USADO ao longo da história. São pessoas loucas, fracas, humildes, são pessoas comuns, com lutas, dificuldades, problemas, mas que resolveram fazer a diferença.

Pare de acreditar que a missão não é para você, que você não tem preparo ou capacidade. A glória de Deus é usar gente fraca e incapaz para glorificar o seu nome.

Quem ganhou você para Jesus?

Foi um sábio, um doutor, um magistrado, um empresário? Acho que não! Deus faz isso para confundir os sábios, e para que toda glória seja d’Ele!

Imagine Naamã, o grande comandante tendo que ouvir sua escrava lhe apontar a solução para seu problema. Ele ficou envergonhado!

Em terceiro lugar quem faz a diferença...

São pessoas que não enterram o seu ÚNICO talento

Em vez de usar o talento, tem “servo que tá lento”. Esse é aquele que resolve enterrar aquilo que Deus lhe deu. Normalmente quem enterra seu talento o faz por comodismo, preguiça, por medo ou por pensar que já que recebeu tão pouco e nada pode fazer.

Qual o talento dessa menina?

A menina do texto tinha um talento que todos nós temos. O seu talento era falar. Por isso Jesus disse que todos nós somos suas testemunhas, devemos testemunhar. Contar o que Deus faz!! Simples não é?!

Deus usa gente simples com uma mensagem simples!

“3 Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.” 2Re 5:3
Ela não sabia direito nem falar sobre o “Deus de Israel”, ela não deu a Naamã uma aula de teologia, não apresentou o plano de salvação, não falou sobre a religião, ou sobre dízimos e ofertas. Ela nem falou sobre Deus!!!

Que TALENTO tão poderoso era esse?
Falar a necessidade das pessoas.
“Naamã você precisa de cura e tem um profeta na minha terra que vai orar e você ficará curado”.

Você sabe a necessidade das pessoas que convive; suas enfermidades, vícios, problemas conjugais e familiares, desemprego, depressão, suicídio, enfim suas mazelas.

O talento que ela usou foi falar da grandeza e do poder divino.

É isso que precisamos fazer nessa semana de encontro com Deus!

Você só precisa falar o que Deus tem feito e o que Ele pode e quer fazer na vida das pessoas.
Diga às pessoas que Ele é PODEROSO! Elas não querem discurso, elas querem ver o poder de Deus.

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder...”. 1 Co 2:4

Diga a quem está doente, vá ao culto e você será curado;
Diga a quem está aflito e desesperado, vamos a uma reunião e você receberá paz;
Diga a quem está destruído, venha receber uma oração na minha célula e sua vida será reconstruída.

Mas você precisa ter como aquela menina ousadia e fé.

Não só falar, mas como falar. Se você falar às pessoas que há uma solução para suas necessidades, e ainda de graça, elas ouvirão você. Fale daquilo que acredita e daquilo que tem experimentado. Fale com muita paixão e fé, seja convincente como a menina.

Todos nós temos o talento para reconciliar o perdido com Deus.

“18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.” 2Co 5:18-20
Aquela menina foi uma embaixatriz, estava em outra nação, mas ali representou sua pátria celestial.

Faça o mesmo nessa semana.

Em quarto e último lugar quem faz a diferença...

É quem tem amor e compaixão pelos perdidos.

Video Andressa

A menina foi motivada a falar da cura para Naamã ao perceber diariamente o seu sofrimento. Embora um homem respeitado e condecorado, quando chegava em casa e tirava sua farda, as feridas mal cheirosas ali estavam. A vergonha, a dor e a humilhação se faziam presentes.
Naamã não é diferente das pessoas que conhecemos, seja no trabalho, no prédio, na empresa, na escola, na faculdade, por trás de seus troféus, carros, IPhones de última geração,  diplomas, dinheiro, carreira, existe um real sofrimento, o vazio interior, o vazio existencial.

Muitas estão tristes e deprimidas, o dinheiro não resolve seus problemas existenciais, muitas estão pensando em suicídio.

Jesus olhou para as pessoas, enxergou seu sofrimento e compadeceu-se delas.

“35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. 36 Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. 37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” Mt 9:35-38
Jesus se movia pela compaixão, ele percebeu as pessoas aflitas e exaustas. Só poderemos fazer a diferença quando nosso coração encher-se de compaixão.
Compaixão é olhar para o sofrimento do outro, é tirar “um pouquinho” que seja os olhos de nós, olhar ao redor e ver quantas ovelhas perdidas caminhando para o inferno.
Compaixão é ter misericórdia, é ajudar quem está aflito e em busca de auxílio. É mover-se pelas entranhas, é sentir o que o perdido está sentido.
Jesus termina sua mensagem falando algo extremamente relevante; a seara é grande, mas faltam trabalhadores. A obra é grande, mas faltam trabalhadores.

Há milhares de pessoas para serem salvas, mas falta quem pregue a elas.
Há milhares de pessoas aflitas e sofrendo, mas falta quem delas se compadeça.
Há milhares de pessoas indo agora para o inferno, mas falta quem anuncie a salvação por meio de Cristo.
Há milhares e milhares para povoar o céu, encher nossas igrejas e células, mas falta quem as convide para o Encontro, para o culto, para a célula.
Há milhares por aí, mas falta quem faça a diferença.

“Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” Is 6:8

E você? Fará a diferença! Aquela menina fez a diferença na vida de Naamã e toda sua casa.

“14 Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo. 15 Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; veio, pôs-se diante dele e disse: Eis que, agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, senão em Israel...”. 2Re 5:14


Em quem está a sua esperança? Jr 17:5-6. Pr. Edenir Araújo - Culto On-line - 01/04/20

“5 Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! 6 Porque será...