20180613

Série de mensagens Uns aos Outros - Parte 8 - Ofensa retida, a pior de todas as armadilhas. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 10/06/18

Qualquer caçador que tenha preparado uma armadilha para capturar animais, sabe que uma armadilha precisa de duas coisas para ter êxito. Ela precisa estar escondida para que o animal tropece nela e seja apanhado. E também precisa precisa ter uma isca para atrair o animal para as suas garras mortais.

Satanás é o inimigo das nossas almas, é um caçador implacável dos homens. Ele sempre prepara sua armadilha para destruir os homens. Sua armadilha está escondida e sua isca preparada. Podemos dizer com certeza que existem muitas iscas para fazer o homem cair em pecado, porém uma das iscas mais destrutivas e malditas é a ofensa. A ofensa em sí não é mortal, no entanto,  quando ela entra e se aloja no coração do homem, um escândalo é provocado. OS frutos da ofensa são: Mágoa, tristeza, ira, ultraje, ciúme, inveja, ressentimento, discórdia, amargura e ódio.

Muitos cristãos estão presos pela ofensa retida e impedidos de experimentarem algo além da parte de Deus. Essas mesmas pessoas estão incapacitadas e impedidas de cumprirem o seu potencial.

Pessoas ofendidas ofendem outras pessoas.

Pessoas curadas curam pessoas, pessoas amadas amam pessoas, pessoas transformadas transformam pessoas, pessoas santificadas santificam pessoas, pessoas alegres alegram pessoas. Na contra-mão disso, podemos dizer que pessoas tristes entristecem pessoas, pessoas feridas ferem pessoas, pessoas amarguradas amarguram pessoas, pessoas ofendidas ofendem pessoas. Que eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.      

Deus é amor, e o amor não se ofende!

A ofensa é algo com o qual nós vamos ter que lidar durante toda a nossa vida até Jesus voltar. O próprio Jesus diz que: (RA)

“1 Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm! 2 Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos. 3 Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. 4 Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.” Lc17:1-4

Neste texto, o escândalo é provocado por uma ofensa. A expressão escândalos nas versões de língua inglesa aparece como offenses, palavra que pode ser traduzida como escândalo ou ofensa. Lucas 17 se refere a ofensas que alguém pode cometer contra nós, bem como ofensas em geral, as quais geram escândalos. Observe que nos versículos seguintes Jesus fala sobre a importância de perdoar nosso irmão, tenha ele pecado contra nós ou contra qualquer pessoa, gerando escândalos.

A ofensa é a mais poderosa isca de satanás para os cristãos

Mas se a pegarmos e ficamos ofendidos, então ela alimentará seu coração e você ficará escandalizado e ofendido. As pessoas que se sentem ofendidas sequer percebem que caíram em uma armadilha. Elas estão tão concentradas no mal que alguém lhe fez e nem percebem que isso mudou o seu coração.

Quanto a ofensa, Jesus ensina que tanto a pessoa que se deixa ofender como aquele que ofende, estão ambos agindo de maneira errada. O que se deixa ofender ficou amarrado pelo diabo, e aquele que ofende fez o papel do verdugo ou carrasco do diabo.

As ofensas constituem umas das poucas certezas na vida.

Alguém disse que a morte e os impostos são duas certezas na vida. Eu quero aumentar essa lista e dizer que, a morte, os impostos e as ofensas são certezas nesta vida. As ofensas fazem parte da vida de todo homem, e a questão não é se eu fui ofendido ou se não fui ofendido, se uns foram mais ou menos ofendidos que outros, a questão não está ai, a questão é: O que é que eu vou fazer numa situação dessas?

Lembrando o que disse Paul Jean Satre: “Mais importante do que o que acontece com você, é o que acontece em você”. O importante no dia da ofensa é como você reagirá.

É certo que todas as pessoas sem exceção sofrem algum tipo de ataque. Ninguém está isento de enfrentar mal entendidos. Encontrar pessoas com as emoções feridas é mais comum do que se pensa. Você mesmo, que agora me ouve, pode estar passando por uma crise emocional, ferido interiormente por alguma ofensa sofrida. Isso acontece com todas as pessoas, todavia a questão é: O que é que você vai fazer agora? Sua atitude fará a diferença entre a vitória e o fracasso, entre ficar amargurado ou ficar livre das ataduras de satanás, porque a ofensa é uma armadilha de satanás para nos amarrar.

Quando a ofensa alcança o nosso coração, as nossas emoções são feridas, e a ofensa é retida.

A locomotiva da desgraça e maldição

A ofensa retida é uma locomotiva que puxa os vagões da desgraça e da maldição. Quando ela se manifesta no coração do homem, traz consigo a sua trupe. Rancor, mágoa, tristeza, amargura, ressentimento e murmuração, estão sempre presentes no coração da pessoa que reteve a ofensa. Mas o pior destes sinais do inferno é a murmuração. Porque a pessoa ofendida não fica calada; a pessoa que retém a ofensa, perde o controle da sua língua e facilmente se tornará um instrumento útil para os desígnios das trevas.

Pessoas ofendidas não perdoaram e estão impedidas de experimentarem perdão.

A pessoa ofendida vencida pela amargurada, fica privada da graça de Deus; a pessoa ofendida fica impedida de receber de Deus e é neste lugar de derrota que o diabo a quer colocar. A pessoa ofendida geralmente é uma pessoa que ainda não perdoou. E se ainda não perdoou não está na condição de receber perdão, não está em posição de receber de Deus.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; 15 se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mt 6:14-15

Somos seres espirituais (Jo 3), e racionais (Rm 12), mas principalmente emocionais. Temos grande facilidade de reagir na região da alma e geralmente nos sentimos ofendidos e ficamos feridos quando somos tocados no nosso ego. Guarde essa verdade: Nos sentimos ofendidos quando somos confrontados no nosso ego. Existem muitas situações que nos ofendem ou nos fazem sentir ofendidos. Uma delas é quando somos exortados. Um exemplo disso é o que nos escreve o escritor aos Hebreus.

“Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza...” Hb 12:11ª

Outra situação é quando somos caluniados, difamados, perseguidos. Quanto a essas situações, Jesus disse que elas devem nos alegrar, pois nos servem para o nosso crescimento.

A falta de reconhecimento, também nos soa como ofensa. Às vezes pensamos: “Porque minha esposa não me comunicou sobre tal decisão?”, ou, “Como ele pode decidir sem falar nada comigo?”, “depois de tudo o que eu fiz...”. Independente das razões que você tenha, não é bom guardar a ofensa em seu coração. Ficar ofendido é pecado!

Cultura americana

Na cultura americana, é ensinado que é sempre melhor abrir mão da ofensa do que retê-la. Nos Estados Unidos é uma virtude muito grande perdoar e não ficar ofendido. No meio dos americanos ficar ofendido é uma atitude reprovada, e os que assim se comportam são vistos como pessoas imaturas. Aqui no Brasil parece que é ao contrário, as pessoas enxergam como uma virtude a ação de ficar ofendido. Os adeptos do “ofendismo” dizem: “Eu não posso aceitar isso!”, “Isso não vai ficar assim!”, “Não levo desaforo para casa!”.

Precisamos aprender que a cultura certa é a cultura Bíblica, e ela diz que DEVEMOS PERDOAR TODA OFENSA COMETIDA CONTRA NÓS!

Outras razões porque as pessoas se ofendem?

·   Por não serem ouvidas;
·   Por não serem reconhecidas;
·   Por não serem participadas;
·   Por se sentirem injustiçadas;
·   Por se sentirem humilhadas;
·   Por serem traídas;
·   Por não serem valorizadas;
·   Por não serem consultadas;

A ingratidão alimenta a ofensa

Diante de todas as razões para se ofenderem a principal causa da ofensa geralmente é a ingratidão. Deixe-me explicar melhor sobre isso. Se você for ofendido por um estranho, isso vai te deixar triste? Dificilmente. Quando alguém com quem você não tem relação, alguém desconhecido te calunia, você fica chateado? Claro que não. Agora veja que as pessoas que nos conseguem chatear e ofender são os mais íntimos, geralmente são as pessoas com quem convivemos em família ou caminhamos no ministério ou trabalho. Agora veja bem; quantas alegrias essa pessoa já te proporcionou? Quantos momentos felizes você já viveu com essa pessoa? É importante você considerar as boas experiências que teve com o seu ofensor, pois os praticantes do “ofendismo” são ingratos e apagam tudo de bom que já aconteceu.
 Apague as ofensas escrevendo-as na areia

Precisamos aprender com Jesus a lidar com a ofensa. A história a seguir pode ilustrar bem o que eu quero dizer.

Dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro. O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia: "Hoje, meu melhor amigo me deu uma bofetada no rosto." Seguiram adiante, e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado e ofendido começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu em uma pedra: "Hoje, meu melhor amigo salvou minha vida." Intrigado, o amigo perguntou: Por que, depois que te ofendi, escreveu na areia, e agora, que te salvei, escreve na pedra? Sorrindo, o amigo respondeu: Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de apagar. Quando nos acontece algo grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória do coração onde vento nenhum, em todo o mundo, poderá sequer borrá-lo. Onde você tem gravado as suas frases?

As agressões ou ofensas dos outros não devem ficar retidas em nosso coração. Toda ofensa retida faz se esvair o vigor e prazer na vida. Se estiver procurando ocasiões para ficar ofendido, você as encontrará a cada oportunidade. Este é o seu ego operando, convencendo-o de que o mundo não deveria ser assim. Como ensinou William Shakespeare: Quem alimenta a ofensa, come veneno esperando que o outro morra.

Ofensa retida é ira amanhecida, e contamina outros!

Quando nos sentimos ofendidos, é natural querer levar essa ofensa a mais alguém compartilhando a nossa dor e sofrimento. Fazemos isso na tentativa de buscar ajuda. Queremos que os outros sejam solidários com o nosso ponto de vista. Ainda que de maneira involuntária, procuramos agregar adeptos ao “ofendismo”, associados que nos defendam, que nos dêem as pancadinhas nas costas e digam: “Pois é, realmente o outro foi injusto, malvado... você é que tem razão..., você não merece isso!”. Preste bastante atenção: As pancadinhas nas costas e a concordância dos outros com a nossa ofensa não curam as nossas feridas!

É muito importante compartilhar suas dores para oração e cura, mas publicar isso com espírito de melindre a autocomiseração é uma grande armadilha. Leia com atenção o texto a seguir:
“O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.” Pv 17:9

Quem decide ficar ofendido, decide construir uma prisão para si mesmo.

Diz uma história que certo criador de pássaros tinha duas gaiolas. Em uma das gaiolas, ele tinha uma pássaro preso que cantava e ao lado um alçapão (gaiola menor que serve de armadilha para pegar outros pássaros). O pássaro preso estava sempre a cantar e os outros livres que estavam nas redondezas ouviam o canto deste e se aproximavam. Então, cantando o pássaro preso dizia: “Olha só o que fizeram comigo! Veja bem onde me colocaram! Todos querem o meu mal”. O pássaro que estava livre, então toma as dores e diz: “Espera ai que eu já vou te ajudar! Deixe chegar mais pertinho de você, deixe-me dar um ombro amigo”. Simpático a causa alheia, aproximava-se do alçapão para dar ouvidos ao pobrezinho do pássaro. Coitado do pássaro que ouviu os lamentos de seu semelhante preso, quando menos esperava, já estava ele também preso.

É assim também conosco quando paramos para ouvir e tomamos para nós os lamentos de pessoas ofendidas.

Não quero dizer com isso que devemos ignorar as pessoas ofendidas não lhes dando atenção. Não é isso! Devemos sim, ouvi-las e ampará-las em amor, porém, não devemos ser coniventes com o sentimento de melindre e autocomiseração. Devemos conduzir a pessoa pelo caminho do perdão e reconciliação. É isso que fomos chamados para fazer (Mt 5:9).


20180605

Série de mensagens Uns aos Outros - Parte 7 - Espírito Santo, o espírito da mutualidade. Jo 13:34-35. Pr.Edenir Araujo - Culto de Celebração - 03/06/18


“34 Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. 35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35

Durante quase dois meses nós estamos falando sobre os mandamentos da mutualidade, os mandamentos da reciprocidade, os mandamentos uns aos outros. Estamos dando muita ênfase nesse assunto porque Jesus, e os escritores do Novo Testamento trataram de maneira exaustiva sobre a importância da mutualidade cristã.

Mas afinal de contas, o que é mutualidade cristã?

Mutualidade é a relação de uns aos outros. São os mandamentos da mutualidade como regra de vida relacional horizontal. “Mutualidade cristã é Deus sendo amado no meu próximo.” Caio Fábio

Comunhão e mutualidade

Na semana passada nós falamos sobre a importância da comunhão na igreja. Sl 133. Aprendemos que não pode haver comunhão legítima sem mutualidade. Eu não sei dizer se comunhão produz mutualidade ou mutualidade produz comunhão. O que sei dizer é que a relação entre comunhão e mutualidade é uma relação de causa e efeito. Onde existe a comunhão, existe mutualidade; onde existe mutualidade a comunhão é evidenciada, existe mover uns aos outros. A comunhão só pode ser manifestada por meio da mutualidade.

Uma igreja, congregação, comunidade ou grupo de relacionamento que não está manifestando a mutualidade ou reciprocidade, precisa examinar a si mesma, para verificar se ela está ou não, em íntima comunhão com o Senhor Jesus. A mutualidade constitui um aspecto tão importante na vida da igreja, que ela não deve ser deixada ao acaso.

Como e quando poderemos alcançar esse nível de mutualidade, de amor uns aos outros? A resposta é que isso não será fácil.

Primeiro, por que Jesus ensinou que a mutualidade é uma questão de renúncia. Mateus 16:24. Em segundo lugar, por que esse processo é paulatino e custoso. Por ser uma questão relacional, isso vai requerer disposição para o aprendizado. Necessitaremos de muita perseverança para formar o hábito do amor uns aos outros como Cristo nos amou.

“A mutualidade não é uma erva que cresce rápido, mas um carvalho que cresce devagar, e cresce principalmente por conta dos ventos fortes e contrários.” Edenir Araujo

Alguns irmãos estão tendo dificuldades para viver os mandamentos da mutualidade.

É justamente por conta dessa dificuldade, que alguns irmãos depois de me ouvirem pregando e ensinando sobre os mandamentos da mutualidade por quase dois meses, estão dizendo: “Eu não consigo dar conta de praticar os mandamentos da mutualidade. Eu jamais vou conseguir amar como Cristo amou, afinal de contas Ele é Deus. Eu não tenho forças para isso...”. Quanto a isso, eu preciso dizer que nós não conseguiremos por nós mesmos viver os mandamentos da mutualidade, e creio que os discípulos pensaram a mesma coisa quando ouviram Jesus dizendo "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Eu creio que os discípulos pensaram e até questionaram: “Como poderemos nós fazer isso?”.

Veja bem, é importante dizer que Jesus deu esse novo mandamento em João 13, e logo em seguida, no capítulo 14, ele promete o Espírito Santo.

“16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, 17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. 18 Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. 19 Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis.” Jo 14:16-19
“Isto vos tenho dito, estando ainda convosco; 26 mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Jo 14:25-26
“Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim; 27 e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio.” Jo 15:26-27

O Espírito Santo é o nosso Ajudador. Ele é quem nos ensina e fortalece para expressarmos o desejo e vontade de Deus uns para com os outros.

Espírito Santo, o espírito da mutualidade!

O Espírito Santo deve ser para nós cristãos, a primeira pessoa motivadora que nos fortalecerá nas nossas relações, e principalmente nas nossas crises relacionais. Devemos considerar como primeira regra da vida cristã, o fato de que, quanto mais tempo passarmos com o Espírito Santo, mais glorificaremos o nome de Jesus, e mais preparados estaremos para conviver com o nosso próximo.

Quando Deus nos pede algo, ele mesmo prove os recursos para cumprirmos a Sua vontade. O Espírito Santo é a nossa força, é o nosso ajudador, é aquele que nos capacita a amar, perdoar, suportar, sujeitar, edificar, ensinar, carregar os fardos uns dos outros, orar uns pelos outros.
“Sem o Espírito de Deus habitando em nós, e agindo por meio de nós, não poderemos fazer nada, a não ser acrescentar pecado sobre pecado”. John Wesley

Obedecer a vontade de Deus e cumprir as ordenanças de Jesus, será impossível sem a capacitação do Espírito. Paulo, escreveu aos Coríntios dizendo: “Ninguém pode chamar Jesus de Senhor se não for pelo Espírito.” 1Co 12:3

“Quando confiamos na organização, obtemos o que a organização pode fazer. Quando confiamos na educação, obtemos o que a educação pode realizar. Quando confiamos na eloqüência, obtemos o que a eloqüência pode conseguir. Mas quando confiamos no Espírito Santo, obtemos o que só Deus pode proporcionar.” - A. C. Dixon

O fruto do Espírito

O Espírito Santo é uma pessoa perfeita habitando em nós. Devemos aprender com ele como nos relacionar com nosso próximo.

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. 24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” Gl 5:22-24

Veja que a palavra diz “Fruto do Espírito”. O que é o fruto? O fruto é um produto de uma semente que germinou, brotou, cresceu, tornou-se uma árvore, e somente após esse processo frutificou. Antes de manifestarmos o fruto do Espírito Santo, precisamos nascer de novo e seguir o caminho do crescimento e amadurecimento. Isso só pode ser possível se decidirmos relacionar diariamente com o Espírito santo.

Precisamos relacionar com o Espírito Santo, ter comunhão com Ele.

O Espírito Santo é o Espírito da mutualidade. O Espírito Santo deve ser para nós cristãos, como um professor (e Ele vos ensinará...) a primeira pessoa motivadora que nos fortalecerá nas crises relacionais. Ele é quem nos levará pelos caminhos do amor e perdão incondicionais, da mutualidade. Antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou seu Espírito para a igreja. Essa ordem deve ser seguida; antes de me relacionar com os homens, devo me relacionar com o Espírito Santo. O Espírito Santo torna a fé dinâmica e nos dá compreensão exata da vontade de Deus.

Bênção Apostólica

Atentemos para a bênção apostólica tão anunciada em nossas congregações:

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” 2Co 13:13

A graça, o amor e a comunhão, são promessas para todos os cristãos. É fato que já experimentamos o amor de Deus quando fomos atraídos e perdoados por Ele. A sua graça nos alcançou, e diariamente somos garantidos para a eternidade por seu sacrifício. Minha pergunta é: Temos também experimentado comunhão diária com o Espírito Santo? Não podemos rejeitar absolutamente nada que venha do alto. Cada uma das três pessoas da trindade tem seu meio de agir. Deus Pai nos amou, Deus Filho nos deu sua graça e o Deus Espírito nos oferece comunhão. Desfrute diariamente da doce e maravilhosa comunhão do Espírito Santo, isso fará toda a diferença em sua vida.

Seja cheio do Espírito, cheio de amor, cheio de entusiasmo. Viva feliz e faça o seu próximo feliz!

·         O Espírito Santo nos capacita a chamar Jesus de Senhor. 1Co 12:3
·         O Espírito Santo nos capacita a experimentar o poder sobrenatural dos dons. 1Co 12:4-11
·         O Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Jo 16:8
·         O Espírito Santo e a noiva dizem vem. Ap 22:17 


Antes da igreja ir para o mundo, o Espírito santo deveria vir sobre a igreja.

Antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou seu Espírito para a igreja. Essa ordem deve ser seguida; antes de me relacionar com os homens, devo me relacionar com Deus através do Espírito Santo. A igreja ficou reunida durante 10 dias buscando o cumprimento da promessa de Jesus. Quando o Espírito foi derramado, a igreja se encheu com o poder do Espírito e só a partir disso, os discípulos deram um testemunho poderoso para o seu povo e para as nações.

Enchei-vos, a ordenança chave para vencermos em todas as áreas.

“18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, 19 falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais...” Ef 5:18-19

No texto citado, o apóstolo Paulo faz um contraste entre uma pessoa que é cheia de vinho com uma pessoa que é cheia do Espírito Santo. Há uma semelhança nessas duas situações. Alguém cheio de bebida é controlado pelo álcool. As emoções, a fala, as ações e reações e escolhas da pessoa passam a ser controladas pelo vinho. Há pessoas que até se esquecem do que fazem enquanto se embriagam. Assim deve ser em relação ao Espírito Santo. Paulo quis dizer exatamente isso. Você é controlado pelo que você está cheio. Se você está cheio de rancor, isso é o que te controla. Se você está cheio de sensualidade, isso é o que te controla. Se você está cheio de avareza, isso é o que te controla. Se você está cheio de adultério, isso é o que te controla. Se você está cheio de rivalidade, isso é o que te controla. Se você está cheio de ofensa, isso é o que te controla. Se você está cheio de medo, isso é o que te controla. Agora, Se você está cheio do Espírito Santo, Ele é quem te controla.

O Espírito Santo é o próprio Deus. Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio do próprio Deus. Só poderemos desfrutar de um tempo mutualidade e reciprocidade quando formos aquecidos pelo calor do Espírito.

Segredo para ser feliz com Deus e com o seu próximo andando nos caminhos dele, é sermos cheios do Espírito Santo constantemente. No texto, o verbo “enchei” nos dá um sentido de abundância e de constância, como um copo totalmente cheio, preenchido até o topo. Portanto não devemos ser cheios uma vez apenas, ou de vez em quando em uma conferência ou em algum evento especial. Devemos ser cheios sempre!

Que tal ser cheio do Espírito Santo agora?

20180531

Série de mensagens Uns aos Outros - Parte 6 - Não é bom que você viva só! Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 27/05/18


Deus fez você para o outro

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” Gn 2:18

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” 1 Jo 1:7

Introdução

É interessante o paradoxo da Igreja quando o assunto é união. Ao mesmo tempo em que temos uma Bíblia repleta de orientações para que nos amemos uns aos outros (Rm 12.10; 1Pe 1.22), o que vemos na  maior parte das relações é uma terrível crise de comunhão.

Ao ministrar exaustivamente sobre relacionamentos ou sobre os mandamentos da mutualidade, Deus não nos propõe encontrar culpados para crise de comunhão, mas a proposta de Deus é focar em resoluções, visto que, todos nós, como parte de um mesmo corpo, somos responsáveis pelo bom relacionamento, pela vida, pelo bem estar comum.  Da mesma forma que um casamento que não da certo tem nos cônjuges a responsabilidade da separação, não havendo culpado, mas, culpados, na Igreja todos nós somos partes integrantes das soluções e dos problemas na área da comunhão.

Porque ainda vamos falar sobre isso?

Primeiro porque Jesus disse que a marca de um discípulo é o amor (a base da comunhão). Em João 13:35, ele disse o seguinte: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.

Segundo por que Jesus ensinou aos seus discípulos que a união entre eles testificaria da presença do próprio Cristo na Igreja: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”. Jo 17:21

E em terceiro, por uma questão lógica: Uma Igreja desunida terá dificuldade de crescer, pois, não passará uma boa mensagem para os de fora. Sobre esse assunto, o escritor Loweel Bailey, em seu livro 25 segredos para derrotar a crise da comunhão, diz: ... a desunião e a falta de amor entre os cristãos podem levar os perdidos a duvida de que essa gente realmente esteja seguindo a Jesus. Pior ainda, por notar que os cristãos não se salvaram do seu egoísmo, eles podem duvidar que Jesus seja “verdadeiramente o salvador do mundo” (Jo 4:42)

O desejo de Deus é que o homem se relacione

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” Gn 2:18

Em Gênesis 1 e 2 até o verso 17 Deus cria todas as coisas e as sustenta pelo poder da Sua palavra. No processo de criação, por várias vezes, nós vemos Deus criando e dizendo que aquilo que Ele havia criado era bom. Porém, em Gênesis 2:18, Deus diz que algo não estava certo, Deus vê algo que não o agrada, e pela primeira vez Deus vê algo que não era bom. Não era bom que o homem vivesse solitário ou sozinho.  
Deus não nos fez para vivermos isolados como ilhas, a vida que Ele nos deu precisa ser compartilhada.

Baseado no texto de Genesis 2:18, podemos dizer que fomos feitos para o outro. Deus viu que Adão não poderia estar sozinho porque ele foi criado para alguém. Eva também foi criada no mesmo propósito para o outro.

A comunhão é o nosso alvo!

1. O conceito de comunhão

“1 Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! 2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. 3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.” Sl 133:1-3

O que é comunhão para você? Um encontro para confraternização? Um cafezinho? Ou quem sabe um belo almoço de domingo? No senso comum, esses são os fatores definidores da comunhão, porém eles não refletem o sentido bíblico da palavra.

Comunhão é a tradução portuguesa mais comum para a palavra grega koinomia. Essa palavra traz a ideia de fraternidade, associação, participação conjunta, relação íntima.

Observe como o sentido é bem mais amplo do que parece.

De acordo com o Novo Testamento, a comunhão tem a ver com aquela relação pessoal que os cristãos gozam com Deus e uns com os outros, em virtude de serem unidos com Jesus Cristo.

Quem estabeleceu essa relação foi o Espírito Santo, que habita em todo cristão, unindo-o a Cristo e a todos que são de Cristo. Essa associação pode ser percebida nos seguintes aspectos:

- Compartilhamento de bens e objetos
- Cooperação na obra do Evangelho
- Disposição para servir a todos
- Manter a unidade e o amor entre os cristãos

O texto de Atos 2:41-47 reflete bem a ideia bíblica de comunhão. Esse texto também nos ensina que a responsabilidade da comunhão na Igreja não é apenas dos líderes, mas de toda a Igreja, isto é, você é responsável por fazer a comunhão da sua Igreja dar certo.

“41 Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas. 42 Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. 43 Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. 44 Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. 45 Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. 46 Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, 47 louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.” At 2:41-47

2. A relação entre comunhão e mutualidade

A comunhão pode ser classificada como uma experiência subjetiva, ela precisa de um mecanismo prático para que seja percebida. Um exemplo do que estou falado se refere a comunhão dos crentes com Cristo. Existem laços que nos unem a Cristo, fazemos parte do seu corpo místico, entretanto, essa relação é invisível, não pode ser vista, somente percebida.

A mutualidade é o processo através do qual a comunhão se expressa. O termo se refere a expressões recíprocas. No Novo Testamento o processo de mutualidade aparece nas palavras uns aos outros (Rm 12:10; 2Co 13:12; Ef 4:2; Cl 3:13; 1Ts 4:18).

A mutualidade faz da comunhão uma via de mão dupla. Um irmão se dispondo a fazer o bem a outro irmão, que por sua vez corresponde fazendo a mesma coisa. A relação é recíproca.

Entretanto, a mutualidade não está limitada ao que eu faço de bom pelo outro, mas também o que eu deixo de fazer de prejudicial pelo outro. Nesse caso existem dois aspectos, um positivo (eu faço o bem) e outro negativo (eu deixo de fazer o que é ruim).
Você ajuda a sua Igreja a ser mútua? 6

3. A comunhão libera poder

“É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes.” Sl 133:2

O óleo precioso do Espírito de Deus desce da cabeça. Evidentemente somente aqueles que estão conectados à cabeça desfrutam do óleo fresco da unção. Nestes dias de jejum, queremos experimentar esse óleo juntos, em comunhão.

O Espírito Santo é o poder de Deus e este poder está em você. O Espírito Santo é a unção de Deus sobre nós. Mas, quando estamos juntos em comunhão, essa unção é potencializada e este poder pode ser liberado de forma explosiva sobre nós. Gn 11:9

O óleo representa a unção na Palavra de Deus. O azeite era um elemento muito versátil no mundo antigo, ele servia para virtualmente qualquer coisa e simboliza a provisão completa da unção do Espírito. O fato de o Salmo 133 nos dizer que a comunhão libera o óleo é algo muito precioso. Quando estamos unidos aos nossos irmãos, esse óleo desce da cabeça, que é Cristo, e alcança todos os membros.

O uso do óleo entre o povo de Israel é um retrato claro da provisão completa da unção para o povo de Deus hoje. Todas essas coisas vêm sobre nós porque estamos unidos aos irmãos na agradável comunhão do Corpo de Cristo.

a. O óleo é Alimento

A primeira utilidade do azeite estava na preparação dos alimentos, sendo ele mesmo, na verdade, um alimento. No mesmo princípio, nós precisamos receber periodicamente uma porção da unção de azeite do céu como alimento. Quando deixamos de nos alimentar dessa unção, somos enfraquecidos e nos sentimos incapazes de fazer a vontade de Deus. A unção, portanto, é alimento.

Você sabia que a comunhão nos alimenta? Sim, a comunhão libera o óleo que nos nutre.

b. O óleo nos limpa

A segunda utilidade do azeite nos dias antigos estava na feitura de sabão. A unção do azeite também tem a função de limpar e purificar as nossas vidas. Quando digo purificar, não me refiro propriamente à purificação do pecado, mas à purificação da sujeira do mundo. A morte do mundo nos contamina e nos faz ficar insensíveis a Deus. A unção, então, nos purifica da poeira da carne que nos contamina. Todos nós testificamos que, quando estamos na comunhão dos irmãos, nossos pés são lavados da poeira do mundo.

c. O óleo é combustível

As lamparinas do mundo bíblico eram mantidas acesas usando o azeite como combustível. No mesmo princípio, nossa luz somente pode brilhar diante do mundo se houver o azeite do céu em combustão dentro do espírito. E esse azeite vem sobre nós na comunhão dos irmãos. Cada vez que nos reunimos, devemos esperar uma medida do combustível celestial sobre nós.

d. O óleo é para uso sacerdotal

O azeite também era usado pelo sacerdote para ungir e consagrar pessoas e coisas a Deus, como também era usado pelo médico como remédio. A unção é também para consagração. O propósito de Deus somente pode ser cumprido por meio da unção. O suprimento de Deus para nossas vidas vem somente pela unção e todo jugo do pecado pode ser quebrado e destruído pelo poder da unção. Quando estamos em comunhão, os jugos do pecado e do diabo são quebrados e experimentamos o refrigério de Deus.

e. O óleo cura

Um aspecto importante da unção está em Tiago 5:14, em que o autor nos manda ungir os enfermos para serem curados. cura disponível para o povo de Deus na comunhão dos irmãos. O óleo da cura é liberado quando estamos juntos e ministramos uns aos outros. Sabemos que o óleo do Espírito é o suprimento completo de Deus, mas ele é liberado quando os irmãos vivem unidos em comunhão.
A comunhão é algo realmente poderoso. Paulo chega a dizer que a igreja de Corinto estava doente porque seus membros não entendiam a comunhão:

“Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por queentre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” 1Co  11:29-30

Quando não temos discernimento do corpo experimentamos morte e enfermidade. Se a falta de comunhão traz doenças sabemos que a comunhão produz tudo o que mencionamos: alimento, purificação, combustível, libertação e, principalmente, cura.