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20150128

Não há competição santa. João 4:1-3. Sup. Paulo Cesar - Culto de Celebração - 25/01/15

Introdução

Tornou-se comum nas igrejas células o que as pessoas chama de competição santa. Dizem que a competição é santa porque acontece no meio dos santos e o seu objetivo é supostamente motivar os crentes ao trabalho. Mas a verdade é que não existe competição santa.
A competição pode ser uma forma válida de interação no mundo, mas não dentro da igreja. Competição não é um meio que Deus usa para edificar a sua igreja. Creio que essa é a causa de muitos problemas no ministério, pois é a competição que leva pastores a verem outros ministros como adversários e competidores. Não há competição do reino de Deus.
Se eu puder, eu quero dar espaço para que o meu irmão cresça. Muitos pastores não permitem que outros obreiros cresçam, pois temem perder o seu  lugar. Vivem numa eterna competição para serem sempre considerados os melhores. Isso tem distruido a igreja do Senhor. Você não tem que ser melhor que ninguém, você tem que ser o que Deus chamou para ser.

Jesus teve de fugir do espírito da competição

 o Senhor Jesus fugiu da competição e não permitiu que os fariseus
o comparassem com João Batista. Os fariseus adoravam a competição, então começaram discutir para saber quem fazia mais discípulos, quem batizava mais, a quem o povo queria seguir; João Batista ou Jesus? Quando o Senhor percebeu aquele espírito de competição ele se retirou e foi pregar na Galiléia.
Quando, pois, o Senhor veio  saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João, deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia. Jo. 4:1-3

João Batista teve a mesma atitude de Jesus, não aceitou o espírito de competição

João Batista também não aceitou nenhum espírito de competição.
E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua. Jo. 3:26-30

Tudo que temos pertence a Deus

Em João 3.27, ele disse: “O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada.” Tudo que você tem foi Deus que lhe deu. Quem é competidor pensa que tudo provém da sua capacidade e força própria. Se um ministério conseguiu crescer e se tornar uma multidão, ele nunca vêem isso como sendo obra de Deus. Presumem que tudo é fruto da capacidade humana.
trabalhamos do mesmo lado, lutamos contra o mesmo inimigo, edificamos o mesmo reino, o Reino de Deus. Há também aqueles que estão competido dentro da mesma igreja, líderes de células chateados com outros que supostamente estão “roubando” membros de suas células, membros que perguntam a qual rede tal pessoa pertence, pois estão dispostos a ajudar somente se for da mesma rede que ele. Isso é pecado. Não há competição santa. Por causa desse espírito de competição, as redes de células se transformam em times, uma competindo com a outra para ver quem fecha o encontro primeiro, quem batiza mais ou quem multiplica mais células

Jesus e João Batista estavam desenvolvendo ministérios ao mesmo tempo. Mas ambos tinham a postura correta no coração. A respeito de Jesus, João Batista disse: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo. 3:30). Por sua vez Jesus testemunhou a respeito de João Batista: “entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João” (Lc. 7:29). Jesus era nascido de mulher e ele disse que João era maior do que ele mesmo. Ele considerou João como superior a si mesmo. Esse é o espírito de Cristo.

Jesus disse que não havia profeta maior que João, e João desejou que Jesus crescesse. Não temos visto muitos líderes de célula com essa mesma postura, que têm a disposição de enviar membros para  fortalecer uma outra célula

Um exemplo de líder que competiu

 Saul é um exemplo de alguém que se deixou levar pelo espírito de competição e o resultado é que um espírito maligno entrou nele, conforme o relato de I Samuel 18.7-10. 
As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares. Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino? Daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos. No dia seguinte, um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul, que teve uma crise de raiva em casa. I Sm. 18:7-10
Com qual escala você mede a liderança? Como você chegou a essa conclusão? Quando fazemos isso não incentivamos a edificação, mas apenas estimulamos o ego, o desejo carnal de ser melhor que o outro.
O que levou Saul a aquele  estado de opressão? O diabo usou aquelas mulheres ara instigar nele o espírito de competição. Nenhum líder está aqui para ser melhor que o outro, ter uma célula maior que a do outro.
Os fariseus sempre competiam com Jesus. E no final das contas eles mataram a Jesus justamente por causa dessa competição.

O resultado da competição
Você deve se perguntar: “Qual o problema de permitir o espírito de competição dentro da igreja? O importante não são resultados?” Isso quem diz é o diabo. Para Deus, a maneira como alcançamos algo é tão importante quanto os resultados. Precisamos alcançar o alvo da maneira de Deus e não da nossa maneira.
  
Então qual é o problema da competição?


1-É que ela faz surgir a inveja

porque o seu alvo é descobrir quem é o melhor Toda competição gera inveja, pois estou sempre invejando o outro que tem algo que e eu não tenho, que consegue realizar algo que eu não consigo. A inveja produz todo tipo de pecado. O diabo estimula a inveja, o Espírito Santo estimula a admiração e o respeito. A admiração e a inveja estão muito perto uma da outra, mas estão separadas por um mundo de diferença. Na admiração eu fico motivado e contente pelo sucesso do outro, mas na inveja o sucesso do outro me irrita, ao ponto de não conseguimos nem ouvir falar daquele assunto, pois não é admiração, é apenas inveja. No lugar de inveja, gere admiração na sua vida.

2- Toda competição produz  sectarismo

 ou seja, ela separa os irmãos em vez de uni-los. Tiago diz que onde há inveja e sentimento faccioso, nesse lugar surgirá todo tipo de obra maligna.
Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. Tg. 3:16

3- Competição produz o orgulho
                                          
competição produz o orgulho de se achar melhor. Sempre haverá um grupo que se acha melhor que os demais e evidência que eles possuem são os resultados superiores. Não se espera que os que vencem uma competição sejam humildes. Eles se vangloriam em suas próprias habilidades. No meio de uma competição não se vê generosidade ou bondade, mas cada um deve buscar intensamente seus próprios objetivos.
 O espírito de competição não produz os frutos do espírito (Gl 5.22). Na verdade, os frutos do espírito são incompatíveis com a competição, pois toda competição produz provocação, difamações, suspeitas malignas dos irmãos, dolo, engano e contendas. No meio da competição não dá para ser paciente e longânimo com o irmão. Como não se vangloriar depois de ser considerado o melhor? Competidores não são bondosos e nem generosos com o adversário na competição. Já viu alguém servir o adversário ou o competidor? Competição não combina com o espírito de servo, Não podemos trazer isso para dentro da igreja. Não vamos transformar nossas redes em times para competirem entre si para descobrir qual é a melhor
                                                                    
Dentro disso, o fruto da carne podem dividi em três grupo (Gal 5-18-21)

Grupo (1) desejo sexuais, , que são prostituição, impureza e lascívia.

Grupo (2) o grupo da glutonaria, desejos de comer e beber, que são bebedices e glutonaria

Grupo (3) há o grupo maior, dos pecados de relacionamento: idoalatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes,iras, discordia, dissensões, facções e invejas
 Esse grupo está ligado à relacionamentos. Observe como esses últimos estão intimamente associados com qualquer competição. Sem eles, uma competição fica sem graça, porque sem carne não há competição. 
O primeiro pecado aqui relacionado é a idolatria. Nós competimos para descobrir quem é o ídolo, quem é o melhor, o campeão
Toda inimizade está ligada à competição. O meu competidor é meu adversário e até inimigo. Não teremos como desenvolver uma amizade genuina e nem ter uma comunhão verdadeira

O último fruto da carne são as facções. Mas as facções são os times, as nossas redes podem se tornar grupos facciosos. Não podemos deixar de servir os irmãos porque  não estão debaixo da liderança da nossa rede. Temos que servir a todos irmãos, independentemente da célula, discipulado ou rede a que pertencem. Esse é o espírito de Cristo. 
Conta-se que nos Estados Unidos  estava acontecendo uma corrida de crianças com necessidades especiais. Na verdade, eram adolescentes, mas que tinham um comportamento infantil. Foi dada então a largada, e quando estavam na corrida um deles tropeçou e caiu, o outro que estava na frente voltou atrás para pegar ele, os demais que estavam à frente também voltaram para socorrê-lo, pegaram e sua mão enquanto as pessoas reprovavam a atitude daqueles competidores, eles o puxaram até a linha de chegada. Isso nos mostra que aqueles deficientes estão muito mais perto do céu que nós. Para eles, a graça era de chegarem juntos, não havia prazer em chegarem, se aquele colega não pudesse chegar com eles.

Conclusão:

Motivação encorajadora
Nossa motivação não pode ser a de querer ser o melhor entre os irmãos. Não existe problemas em elogiar e em receber elogios, mas quando consideramos um como o melhor de todos, estabelecemos um ranking. Há muitos irmãos que querem ter a melhor célula, ser o melhor líder, o melhor discipulador, o melhor pastor, ter a melhor rede. Quando desejam isso, é porque estão movidos pelo espírito de competição. Esse espírito pode até motivar por um momento, mas não resultará em uma edificação genuína, porque esse não é o espírito de Cristo. Nesse espírito temos sempre a intensão de ceder, e não de reter para nós mesmos.
Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo... Fp. 2:3-7
Paulo motivava elogiando e testemunhando, como vemos em II Coríntios 8 e 9. Há aqueles que não motivam, apenas pressionam. Ao invés de encorajar, colocam um fardo nas costas dos irmãos. Isso não é motivar. Ganhar almas não pode ser um fardo; multiplicar células não pode ser fardo. Alvos de crescimento não existem para ser fardo. Devemos fazer tudo isso com alegria.
 (Rm 8.28-29). O propósito não é apenas gerar filhos, mas trabalhar para que todos os filhos sejam colocados na forma que é Jesus. Deus deseja muitos filhos semelhantes a Jesus.

Alguns se motivam pela competição comparando-se com outros e exaltando a si mesmo um em detrimento do outro. Não use seus liderados como trampolim para o seu sucesso motivando-os pelo espírito de competição. Que a sia motivação seja ver seus filhos serem aprovados por Deus. Tenha intimidade com o Senhor e você gerará muitos frutos (2Co13.6-10).

20150125

O novo nome de Deus. Jo 17:6. Pr. Edenir Araújo. Culto de Celebração - 25/01/15 - GAIV Indaiatuba

O novo nome de Deus. Jo 17:6

“Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.” Jo 17:6

Introdução

Qual foi esse nome?

Certamente não foi Elohim (Deus ou Deuses), não foi El Shadai (Deus Todo Poderoso) ou Yavé (Eu sou o que Sou). Não foi Adonai (Senhor) ou um nome redentivo do tipo: Jeova Jiré (O Senhor que provê), Jeová Rafa (O Deus que cura), Jeova Nissi, (O Senhor é a nossa bandeira) Jeová Tsidquenu (O Senhor é nossa justiça), esses são alguns nomes redentivos, mas certamente nenhum desses nomes é o novo nome de Deus.

Qual é o novo nome de Deus?

Antes de responder, eu preciso dizer que nos evangelhos você não encontra Jesus se referindo a Deus por esses nomes do Velho Testamento. Mas Jesus vem trazer um novo nome para Deus, por isso Ele disse: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo”.

Na oração modelo Jesus revela o novo nome de Deus. Ele começa a oração dizendo: “Pai nosso...”. Pai é o novo nome de Deus! Dentre todas as maneiras de Jesus se referir a Deus, a principal delas é como Pai. Aproximadamente 180 vezes Jesus se refere a Deus com Pai nos evangelhos. Jesus não só se refere a Deus como Pai em seu ensinamento geral, mas usa essa designação com frequência em suas orações.

Jesus chamou Deus de Pai porque Ele sabia de sua filiação. Quantos de nós temos revelação sobre nossa filiação? Quantos de nós temos revelação sobre a correta imagem de Deus? É muito importante você saber sobre a imagem de Deus, pois na imagem correta de Deus somos transformados.

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 2Co 3:18

Somos transformados quando nos encontramos com a gloria de Deus. Se não tivermos a imagem certa de Deus não seremos transformados pelo Senhor. Devemos então compreender que Deus é o nosso Pai certos de que somos seus filhos, para que sejamos plenamente abençoados.

“11 Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. 12 Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” Jo 17:11-12

Conhecer a Deus pelo seu nome nestes dias é libertador e conclusivo para sermos tremendamente abençoados.

Como podemos compreeender  melhor a figura de Deus como Pai?

Lendo o texto que conhecemos como a parábola do filho pródigo, podemos ter revelação sobre Deus como Pai.

“11 Continuou: Certo homem tinha dois filhos; 12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. 13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. 16 Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! 18 Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. 20 E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. 21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23 trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar- se. 25 Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar- se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. 27 E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. 28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; 30 vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. 31 Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. 32 Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. Lc 15:11-32

Esse é o texto conhecido como a parábola do filho pródigo, mas essa parábola deveria ser intitulado de “Parábola do Pai amoroso”, pois a ideia de Jesus no texto foi revelar o Pai e não o filho. O alvo do Senhor não foi revelar o caráter débil do filho pródigo, ou do irmão do filho pródigo, mas o caráter santo e amoroso do Pai. O texto então consiste na seguinte história: O pai divide a herança com seus dois filhos (15:12), porque segundo o costume da época não seria possível ao pai em vida entregar sua herança somente para um filho tendo mais herdeiros. Na cultura judaica o filho mais velho tinha direito a 66% da herança, uma porção dobrada em relação ao irmão mais novo. Mesmo tendo uma herança tão grande o filho mais velho nunca desfrutou dela.

O fato do filho mais novo pedir a herança com o pai ainda vivo foi uma forma de desejar a morte do pai. Todavia, o pai amoroso e compassivo graciosamente dividiu com eles a herança.
O mais novo saiu pelo mundo e gastou todo o seu dinheiro em orgias e bebedices. Quando não tinha mais dinheiro, os seus amigos o abandonaram e ele se tornou um cuidador de porcos, diga-se de passagem, a profissão mais indigna para um judeu.

Num dia ele caiu em si e disse:

“Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai” (15:17-20).

Fica claro que, em nenhum momento ele se importou por ter partido o coração do seu pai. Não se arrependeu de fato, ele apenas teve fome. Em hora alguma ele se preocupou com o pai, mas apenas consigo mesmo. Ele voltou porque tinha de forrar o estômago e não porque estava arrependido. Sua barriga vazia o levou de volta para casa.

Mas mesmo assim o pai ansiava pelo filho perdido. E nesse momento temos o retrato, ou a imagem que devemos ter do nosso Pai.

“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Lc. 15:20-21
Quem supostamente poderia estar irado e desapontado era o pai, mas em vez disso ele estava cheio de compaixão e perdão. No entanto o irmão mais velho ficou irado de fora da festa. Ele viveu toda a sua vida tentando merecer o amor do pai, mas tudo já era dele, contudo ele nunca desfrutou de nada. Nunca saiu da casa do pai, mas ainda assim não conhecia o amor do seu pai. O alerta para nós é: Não olhe para a sua performance, não queira fazer para merecer, olhe para a graça do Pai.

O Pai da parábola agiu de acordo coma sua natureza, e não de acordo com o que o filho merecia.

O pai da parábola que representa Deus, estava em todo tempo preocupado com seu filho. E mesmo que aquele jovem não merecesse, seu pai estava disposto a abençoá-lo. O pai não estava fazendo algo por causa da atitude de seu filho, mas por seu caráter paterno cheio de amor e compaixão.

Ex: A esmola de Alexandre o grande

Conta-se que Alexandre o Grande certa vez foi abordado por um mendigo pedindo esmolas. Imediatamente ele lhe deu duas moedas de ouro. O seu escudeiro vendo aquilo lhe questionou: “por que dar duas moedas de ouro se duas moedas comuns satisfariam a necessidade do mendigo? Alexandre então respondeu: “duas moedas comuns são apropriadas para a necessidade do mendigo, mas duas moedas de ouro são apropriadas para a grandeza de Alexandre. Eu o favoreci não pelo que ele merece, mas pela minha grandeza e poder.”

Deus nos supre segundo a sua riqueza em glória

Deus nunca nos prometeu suprir-nos de acordo com a nossa necessidade, mas ele prometeu nos suprir de acordo com a sua riqueza em glória (Fp 4:19).

“19 E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. 20 Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” Fl 4:19-20

Deus não nos perdoa de acordo com os limites de nosso arrependimento ou confissão, mas ele nos perdoa de acordo com a riqueza de sua graça. Ef 1:7

“6 para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado; 7 em quem temos a redenção pelo seu sangue, a redenção dos nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça, 8 que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência, 9 fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs 10 para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.”

Vejamos o caráter santo e amoroso do pai da parábola

1. O pai se compadeceu

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. Lc 15:20

A primeira coisa que o Senhor diz é que o pai se compadeceu. Ele estava sentindo as dores ou sofrendo com seu filho. O pai estava sempre olhando no horizonte e esperando por seu filho. Esse pai perdeu uma grande quantidade de dinheiro por causa do filho, mas mesmo assim o seu coração estava cheio de compaixão e esperançoso pela volta de seus filho. Hoje é dia de voltar para a casa e para os caminhos do Senhor. Independente dos erros que cometemos, nosso Pai não está cheio de ira e condenação, mas está pleno de compaixão.

Eu sei que pensamos muitas vezes que não somos como o filho pródigo, mas talvez sejamos como o irmão do filho pródigo. Mesmo aqueles que nunca saíram de casa, nunca se “desviaram” talvez precisem descobrir esse amor. Muitos crentes nunca tiveram uma experiência profunda com o amor do pai porque estão apenas fazendo coisas.

Essa parábola deveria ser chamada de a parábola do pai pródigo, pois ele não se importou com os seus bens, mas estava disposto a dar tudo novamente para o seu filho, mesmo que ele nada merecesse. Nosso pai é extravagante em sua generosidade.

2. O Pai correu

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” Lc 15:20

A segunda coisa que o Pai fez foi correr. No grego existem duas palavras para correr, uma é andar depressa, a outra é disparar e correr como um velocista numa largada explosiva.

Qual das duas você acha que Jesus usou aqui? Foi como um atleta numa largada explosiva correndo em direção ao seu filho. Ele correu no ritmo do seu próprio coração cheio de amor.

O pai se expôs ao ridículo, pois a roupa que usava não era apropriada pra correr. O pai viu o filho vindo ainda longe e então correu em sua direção. Naqueles dias pessoas idosas não corriam, pois era considerado indigno, mas o pai ergueu sua roupa e correu em direção ao seu filho. Ele abriu mão de sua glória como pai.

Este é o único lugar na Bíblia que se diz que Deus correu!
Quando fazemos menção de nos voltarmos para Ele, o pai imediatamente corre em nossa direção.
3. O pai o abraçou

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” Lc 15:20

A terceira coisa que o pai fez foi abraçar seu filho. É preciso lembrar que seu filho ainda estava fedendo a porcos. Mas isso não o impediu de envolver seu filho.

Essa palavra abraçar no grego é epipipto

1) cair, vir ou fazer pressão sobre
1a) deitar sobre alguém
1b) cair nos braços de alguém
1c) cair de costas sobre
2) metáf.
2a) cair sobre alguém i.e. apoderar-se, tomar posse de
2a1) do Santo Espírito, em sua inspiração e impulso
2a2) de repreensões que lança-se sobre alguém

“Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.” Atos 10:44

Um pastor conta que sua filha entrou num estado grave bulimia e anorexia na adolescência. Ela estava morrendo de desnutrição. Num dia ele orou a Deus desesperadamente por sua filha e então sentiu um forte impulso para abraçá-la. Ela se debateu no começo, mas ele a abraço com força. Depois de alguns minutos ela começou a chorar convulsivamente e ele apenas repetia que a amava. Ela chorou por horas, mas depois disso ela passou a comer e foi totalmente curada.

Hoje o Pai corre em sua direção cheio de compaixão para envolvê-lo num abraço amoroso.

4. O pai o beijou

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” Lc 15:20

Mas isso não é tudo. O texto diz que o pai também o beijou. O interessante é que a palavra grega usada aqui não significa um simples beijo, mas significa beijar muitas vezes, repetidas vezes de forma terna e afetuosa. Lembre-se que o garoto ainda cheirava a chiqueiro de porcos, mas isso não impediu o pai de beijá-lo muitas vezes. Esse é o nosso Pai. Essa parábola é para nos revelar o Pai.



20150120

A Familiaridade com o mover de Deus. 2Sm 6:1-11. Sup. André Queiróz - Culto de Celebração - 18/01/15


Em II Samuel 6 temos a descrição de como Davi resolveu trazer a Arca da Aliança para Jerusalém. A Arca simboliza a presença de Deus no meio do seu povo, então o que temos aqui é um relato do mover de Deus.
A vontade de Deus é habitar no meio do seu povo e ser o seu conteúdo e satisfação. Mas no meio desse mover a nossa atitude determina se desfrutaremos a bênção de Deus ou não.
Nesse relato temos pelo menos quatro personagens: Uzá, Obede-Edom, Mical e Davi. Cada um deles tocou no mover de Deus de uma forma ou de outra.

II Samuel 6: 1-11
Tornou Davi a ajuntar todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil. Dispôs-se e, com todo o povo quetinha consigo, partiu para Baalá de Judá, para levarem de lá para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca oNome, o nome do SENHOR dos Exércitos, que se assenta acima dos querubins. Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavamo carro novo. Levaram-no com a arca de Deus, da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; e Aiô ia adiante da arca. Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o SENHOR, com toda sorte de instrumentos de pau de faia, com harpas, com saltérios, com tamboris, com pandeiros e com címbalos.
Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus. Desgostou-se Davi, porque o SENHOR irrompera contra Uzá; e chamou aquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. Temeu Davi ao SENHOR, naquele dia, e disse: Como virá a mim a arca do SENHOR? Não quis Davi retirar para junto de si a arca do SENHOR, para a Cidade de Davi; mas a fez levar à casa de Obede-Edom, ogeteu. Ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa. 

Neste texto falamos a respeito de um dia marcante, o dia em que Davi resolve trazer a arca do Senhor para o seu reinado, onde temos diversos personagens Davi, Mical, e entre outros temos Uzá, personagem que hoje falaremos a respeito.

Mas a Arca de Deus simboliza o próprio Cristo, que era feita de Madeira revestida de Ouro, que na bíblia madeira representa a natureza humana e o ouro à natureza divina, logo entendemos que a arca da aliança se revela como plenamente homem e plenamente Deus, plenamente madeira e plenamente ouro.

A Arca da Aliança ficava no santo dos santos e tinha 2 anjos voltados um de frente ao outro e Deus falava de cima da Arca que era conhecido como Propiciatório onde o sangue de um animal era aspergido, este dia é conhecido como “dia do Perdão nacional” “yom kippur”
Levítico 23:27 "Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao SENHOR."
Davi decide por sua vez trazer a arca de Deus para Jerusalém, ele decidiu ter a presença de Deus. A coisa mais dura que presenciamos nos dias de hoje são reuniões sem sua presença.


A arca da aliança simboliza a presença manifesta de Deus. Uma coisa é a presença imanente de Deus, mas outras é a sua presença manifesta. As escrituras mostram queDeus é onipresente, Ele está em todo lugar. O salmista disse que se eu subir aos céus ele lá estará, se fizer a minha cama no mais profundo abismo lá estará também. Se tomar as asas da alvorada e me detiver nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a sua mão e a sua destra me susterá. Ele diz que se eu andar pelo vale da sombra da morte eu não precisarei temer coisa alguma porque ele está comigo. O nosso Deus é onipresente, Ele esta em todo lugar, mas existe um outro aspecto da sua presença, eo que chamo de presença manifesta. 
Na manifestação de sua presença percebemos a sua glória. Nossos coração são cheios da sua vida e transbordamos do rio de sua graça. A arca simboliza esta presença, a presença manifesta de Deus. Hoje à semelhança de Davi, nós estamos com um grande clamor no nosso coração. Queremos trazer a manifestação da presença de Deus em nosso meio. Que esse lugar possa tremer quando começarmos a orar. Como podemos trazer a Arca de Deus? Quantos podem dizer que possuem um clamor pela arca em seu coração?
Davi desejava profundamente a presença manifesta de Deus. Então ele reuniu todo o povo para trazer a arca. Aquele foi um dia especial, foi um grande mover de Deus. Mas na descrição desse mover Uzá é  mencionado. Uzá certamente nos fala de quatro tipos diferentes de atitudes que temos em relação ao mover de Deus. O que esse personagens têm a ver comigo e com você? Tem muito, porque a presença de Deus sendo a mesma pode ter efeitos diferentes em cada um de nós. Assim como o sol é o mesmo, mas quando bate na cera a faz derreter, e quando bate no barro o faz endurecer. O problema não está no sol, mas na natureza do material. Se você é cera cada vez que osol da justiça vier, você vai se derreter na presença dele. Mas se você é apenas um barro quando o sol vier você vai se endurecer. A presença é a mesma, mas produz resultados distintos dependendo da atitude de cada um.



Uzá
A palavra do Senhor diz que Davi, querendo trazer a arca, mandou buscá-la na casa de Abinadade. Mas como a arca foi parar ali? Ela não deveria estar no Tabernáculo?
Nos dias de Eli, antes de Saul tornar-se rei, o povo de Israel foi à guerra contra os filisteus. Eles resolveram levar a arca para a frente da batalha como se ela fosse um amuleto, todavia o resultado foi que eles foram derrotados e arca foi levada pelos filisteus. Os filisteus, por sua vez, a colocaram no templo do seu deus chamado Dagon  1 Samuel 5- No outro dia quando eles entraram no templo encontraram Dagon caído diante da arca. Eles colocaram Dagon de pé, mas no outro dia Dagon estava caído com os braços e as pernas quebrados. Isso era um símbolo que diante da presença de Deus todo poder do inferno é quebrado. Mas para piorar as coisas Deus mandou uma praga no meio deles. Apareceram-lhes úlceras (Que na verdade eram hemorroidas). Eles não sabiam se aquilo vinha de Deus ou não, então eles decidiram fazer um teste. Fizeram um carro de boi que não tinha sido usado e colocaram duas vacas que ainda tinham bezerro para guiá-lo. O teste era simples, as vacas com bezerro não se apartam de sua cria de jeito nenhum, mas se aquelas vacas saíssem com o carro em direção a Israel eles saberiam que aquilo era de Deus.
E foi exatamente isso o que aconteceu. As vacas foram caminhando mugindo para Israel. Quando o povo viu a Arca em cima do carro eles pegaram a Arca e a colocaram na casa de Abinadabe. Muitos anos depois Davi quis trazer a Arca para Jerusalém, então ele precisou buscá-la na Casa de Abinadabe.


Então vieram os homens de Quiriate-Jearim, e levaram a arca do SENHOR, e a trouxeram à casa de Abinadabe, no outeiro; e consagraram a Eleazar, seu filho, para que guardasse a arca do SENHOR.
E sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram que até chegaram vinte anos, e lamentava toda a casa de Israel pelo Senhor.

1 Samuel 7:1-2

Davi sabia que nos dias de Saul ninguém tinha se importado com a arca, porque poucos se importavam com a presença de Deus. Davi, porém queria trazer a presença de Deus para o centro do seu reino.
O problema é que Davi não tinha conhecimento de como carregar a arca, por isso resolveu usar do mesmo artifício dos filisteus. Fez um carro de boi para transportar a Arca. Mas ele estava errado. A Bíblia diz que somente os levitas podiam carregar a arca.
Nesse momento entra em cena o primeiro personagem desse mover de Deus, Uzá. Naquele grande dia, quando se reuniram para trazer unção, glória, vida, poder e presença de Deus, a primeira pessoa que se destacou foi Uzá. Mas para a surpresa de todos ele não teve uma experiência muito agradável. Ele não caiu no poder, não sentiu nenhum calafrio, não riu e nem chorou, mas diz a escritura que Uzá tocou na Arca e caiu morto. O que era para ser glória, resultou em morte. O que era para ser poder, resultou em destruição. Porque isso aconteceu? O que Uzá fez para não desfrutar da bênção? Pelo menos quatro coisas podemos perceber na sua atitude.



1. Cuidado com a familiaridade com as coisas espirituais
Uzá era filho de Abinadabe. A Arca havia ficado 20 anos na casa de Abinadabe (I Sm. 7:1-2). Uzá com certeza tinha crescido com a presença da Arca em sua casa. A Arca era um dos muitos móveis presentes ali. Esta familiaridade foi fatal. Ele não via a Arca como algo sagrado, mas como uma peça de mobília.
Uzá cresceu e se tornou um soldado no exército de Davi. Quando chegou o dia que orei quis trazer a Arca certamente pareceu a coisa mais apropriada pedir a alguém quejá estava acostumado com ela para ajudar a trazê-la. Durante o trajeto os boi quepuxavam o carro tropeçaram e arca estava quase caindo quando Uzá resolveu segurá-la para que não caísse. Por causa disso caiu morto diante do Senhor. Uzá não podia tocar na Arca, pois apenas os levitas poderiam transportá-la.
Uzá nos fala daqueles que estão acostumados, familiarizados com a arca. Já tem tantos anos que eu participo da igreja e já vi tantas coisas que nada mais me impressiona. Hoje o Senhor está curando! “Eu já vi isso muitas vezes! Diz Uzá.  Apesar de estar perto da arca, de ter sido criado num ambiente da presença da arca, infelizmente ele estava cheio de indiferença. Isso acontece freqüentemente com filhos de crentes. São criados na vida da Igreja e por isso se tornam demasiadamente familiarizados com ela. Eles já conhecem tudo, já viram de tudo e pensam já ter experimentado também de todo o mover de Deus. 
Coitado do Uzá, tão acostumado com tudo sem perceber que perdeu o fluir da vida de Deus. Uma das coisas mais serias da vida é se acostumar com as coisas espirituais. 
Dizem os entendidos que aqueles homens que trabalham com alta tensão não podem trabalhar no mesmo lugar mais de dois ou três meses. Eles precisam fazer um rodízio constante, porque o lugar onde trabalham exige atenção constante, eles devem seguir todos os rituais técnicos e usar todo equipamento de segurança. Mas quando oprofissional vai se acostumando ele inadvertidamente pode tocar em algo e morrer.
Esse foi o caso de Uzá, morreu porque estava familiarizado com tudo. Você nãoreceberá nada de Deus se a sua postura for a de Uzá, acostumado com as coisas do céu. Quem está familiarizado assume atitudes críticas porque não consegue entender porque ao seu lado tem alguém se derramando na unção, e um outro nem consegue ficar de pé enquanto ele não sente coisa alguma. A conclusão equivocada é que devem estar encenando. Mas a verdade é que o seu coração, de tão acostumado, tornou-se frio e indiferente. 
Se esse é o seu caso humilhe-se diante de Deus e seja reverente diante das coisas do mover de Deus. Comece uma nova história hoje. Renova aquilo que parecia antigo. Saia da religião e venha para a vida.

2. O mover de Deus não tolera a religiosidade
O que matou Uzá foi algo chamado religiosidade. Foi isso que realmente matou aquele homem, religiosidade, pois só a religiosidade pode causar comodismo; banalização, imprudência e irreverência.
Uzá simboliza o crente religioso. O religioso é aquele que está acostumado com o queé sagrado. É aquele que vive acomodado e por isso mesmo se torna irreverente. Há muitos em nosso meio que não ligam em sair pulando as pessoas que estão cheias do Espírito caídas no chão em nossas reuniões. Não ligam para a ação do Espírito, pois já se acostumaram. Gostam de imitar as pessoas falando em línguas e até profetizando. Banalizaram a glória de Deus. 
Com o passar do tempo qualquer um de nós pode se tornar um religioso. Se nada mais lhe toca, nada mais o comove, se coisa alguma o impressiona, então você se tornou um Uzá. Volte para o mover de Deus.

3. Não tente segurar aquilo que precisa cair
Davi estava usando carros de boi para carregar a Arca, o que era algo contrário ao ensino da escritura. Tudo o que está fora do padrão de Deus precisa ser demolido. Apenas os levitas podiam levar a Arca e mesmo assim sustentada por varais sobre os ombros (Ex. 25:13-15). Antes de edificar, Deus primeiro precisa demolir.
O problema acontece quando Deus está demolindo algo e então tentamos preservar aquilo a todo custo. Quantos estão edificando a casa de Deus fora do padrão, mas ainda assim tentando segurar o que está caindo. Foi Deus quem fez os bois tropeçarem. Os filisteus puderam fazer daquela forma porque não conheciam a palavra de Deus, mas o seu povo é indesculpável. Deus não pode abençoar o que nãoestá em linha com a sua perfeita vontade.
Certas obras precisam ruir, não tente segurá-las. Se você tentar preservar o que oSenhor quer derrubar você pode experimentar morte em vez de vida. Mas a Arca não é de Deus? Certamente sim. Há coisas que são de Deus, mas que precisam ruir para obem do seu povo.
Esse é o caso de todo tipo de obra religiosa no meio da igreja. O religioso é aquele quesustenta algo sem se preocupar em saber se é ou não segundo a vontade de Deus. Quando a igreja do Senhor resolve levar a arca em cima de carros de boi o resultado é trágico. Mas se você tem visto carros de bois levando a arca e parece que vai tudo bem, então talvez sejam apenas filisteus tentando se livrar de alguma praga.
Uzá estava tentando segurar algo que tinha que cair. Infelizmente alguns estãotentando segurar o que Deus determinou que tem que cair. Para o bem de Davi a arca tinha que cair. Davi é sincero, mas está fazendo a coisa da maneira errada. Para Deus é importante o que você faz, mas é igualmente importante o como se faz. Davi tem omotivo certo, quer fazer a coisa certa, mas está equivocado, não se carrega a arca num carro de boi. Carro de boi nos fala de habilidade humana, nos fala de estratégia filistéia, é um símbolo da carne tentando produzir fruto do espírito. Qualquer igreja, qualquer obra ou qualquer célula que esteja tentando trazer a arca usando uma estratégia da carne tem que cair para o seu próprio bem. 
Quando algo religioso está caindo e você tenta segurá-lo o resultado é que a morte nos é transmitida. Quanto mais você tenta manter pior vai se sentir. Não tente trazer a arca no braço. Deus não precisa da sua ajuda para levar a arca.

4. Deus quer pessoas que obedeçam às Suas ordens e não que O ajudem em Sua obra
O voluntário age segundo o seu próprio entendimento. Presume que a sua boa intenção seja a vontade Deus. Ele não faz por obediência a uma palavra de Deus, mas porque quer ajudar. Por detrás dessa atitude, há uma grande soberba. Quem disse queDeus precisa de ajuda? E quem disse que a pessoa está apta para ajudá-lo?
Uzá é um grande exemplo de voluntário na Bíblia. Você não pensa que a disposição de Uzá de amparar a Arca para que ela não caísse é uma postura até louvável? Talvez devêssemos até agradecê-lo por esse ato voluntário, afinal o que ele fez não foi uma grande obra? Por que, então Deus, se irou com ele? O motivo é que Deus quer pessoasque obedeçam às Suas ordens, mais do que O ajudem em Sua obra. Deus não precisade ajudantes, Ele busca servos que O obedeçam.
Qualquer um, que como Uzá, faz alguma coisa sem a ordem de Deus está sujeito à morte. Esse é o problema de ser voluntário na obra de Deus, estamos sujeitos à morte.
O voluntário pensa que o trabalho seja o mais importante, mas Deus diz que a obediência é o mais importante. Nosso trabalho para Deus deve ser fruto de nossa obediência ao seu chamado.
Deus não precisa de ajuda, mas de obediência. Ainda que ele nos chame de cooperadores e servos, ele não precisa de ninguém para segurar a sua obra, ele precisade homens e mulheres que obedeçam. Uzá não tem que fazer o que ele acha melhor, nem tem que fazer o que ele acha mais apropriado. Uzá tem que fazer aquilo que Deus determinou que ele faça. Ele tem apenas que obedecer. Nosso trabalho para Deus deve ser fruto de nossa obediência ao seu chamado.

20150103

No lugar certo e na hora certa. Ec 9:11-12. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 28/12/14


“Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso. Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles.” Ec 9:11-12

Introdução

Esta é uma afirmação realmente extraordinária: não é do mais rápido o prêmio e nem do mais forte a vitória, mas tudo depende do tempo e da oportunidade. Talvez o homem mais rápido do mundo não seja Usain Bolt que corre 100 metros em 9,98 segundos, talvez seja alguém que não teve a oportunidade de treinar ou que no dia do teste para ser admitido na escola sofreu um acidente ou tenha ficado doente. Ele era o mais rápido, mas nunca vai pegar o prêmio pois não teve ou não aproveitou a oportunidade.

Salomão disse que o prêmio não é do mais rápido (até consigo ouvir o aleluia dos irmãos lentos). Nem a riqueza é do mais prudente (agora você pode agradecer a Deus). Nem ainda o favor é do mais inteligente. Salomão afirma que tudo depende de estar no lugar certo na hora certa. Somente Deus pode colocar você no lugar certo na hora certa. Você pode treinar e se tornar mais rápido, pode melhorar estudando mais, trabalhar duro e estabelecer uma rede de relacionamentos, mas no final somente Deus pode colocá-lo no lugar do sucesso. Mas Salomão também diz que existem aqueles que se acham no lugar errado na hora errada. Eles são pegos no laço do passarinheiro. Aquele que não é abençoado é como o peixe apanhado na rede do pescador.

Portanto o segredo não é ser o mais inteligente, o mais rápido ou o mais prudente, o segredo é estar no lugar certo e na hora certa. Isso nada mais é que ser abençoado por Deus. Somente Deus pode coordenar as circunstâncias a nosso favor, somente o Senhor pode fazer arranjos e promover ocasiões que nos favoreçam. No nosso meio chamamos isso de Jesuscidência. Muitos planejam cuidadosamente seu dia, seu tempo, finanças e carreira, mas infelizmente o imponderável pode acontecer. Pode cair um temporal bem na hora de ir para um concurso, a companhia aérea pode cancelar o vôo justamente quando você iria fechar aquele grande negócio em outra cidade e assim por diante. Deus não está por detrás desses incidentes, apenas aconteceu de você estar no lugar errado na hora errada.

Por outro lado tenho visto irmãos que ficam desempregados e quando saem para passear no shopping encontram um antigo colega de escola que está precisando justamente de alguém para preencher uma vaga em sua empresa. Ele não é o melhor, mas estava no lugar certo na hora certa e por isso foi abençoado. Como mencionei, isso não é coincidência, é Jesuscidência, é o arranjo do Espírito Santo.

Por que as coisas acontecem dessa forma?

Deus coordena o tempo

O Espírito Santo é o agente organizador dos eventos ao seu redor. Em II Reis 4:8-37 nós vemos um dos milagres de Eliseu. Deus o usou para ressuscitar um garoto dos mortos. A mãe do garoto era uma mulher sunamita. Depois disso Eliseu disse para que ela fugisse porque viria uma fome de sete anos sobre a terra. No final dos sete anos alguém tinha tomado posse de sua terra e ela foi ao rei para pedir ajuda.

“Falou Eliseu àquela mulher cujo filho ele restaurara à vida, dizendo: Levanta-te, vai com os de tua casa e mora onde puderes; porque o SENHOR chamou a fome, a qual virá sobre a terra por sete anos. Levantou-se a mulher e fez segundo a palavra do homem de Deus: saiu com os de sua casa e habitou por sete anos na terra dos filisteus. Ao cabo dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus e saiu a clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras. Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito. Contava ele ao rei como Eliseu restaurara à vida a um morto, quando a mulher cujo filho ele havia restaurado à vida clamou ao rei pela sua casa e pelas suas terras; então, disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este, o seu filho, a quem Eliseu restaurou à vida. Interrogou o rei a mulher, e ela lhe contou tudo. Então, o rei lhe deu um oficial, dizendo: Faze restituir-se-lhe tudo quanto era seu e todas as rendas do campo desde o dia em que deixou a terra até agora.” II Reis 8:1-6

Não parece uma incrível coincidência que Geazi estivesse falando da mulher ao rei justamente quando ela apareceu? Geazi poderia ter falado com o rei em qualquer outro dia ou ano, mas ele estava ali exatamente naquele momento. Não sabemos como isso acontece, mas podemos ter certeza que Deus coordena as circunstâncias a nosso favor.

Mas também existem pessoas que são pegas no laço do passarinheiro porque estavam no lugar errado e na hora errada. Um exemplo clássico disso é Josias. Josias foi um grande homem de Deus, produziu um dos maiores avivamentos, restauração na nação de Israel. Jeremias chorou e compôs uma lamentação por causa dele. Em minha opinião, Josias morreu a morte mais tola do Velho Testamento. Morreu no lugar e na hora errada brigando uma guerra que não era dele. Faraó estava passando por Israel para guerrear com outra cidade, porque Deus tinha mandado, e Josias entra na frente dele. Uma flecha perdida o encontrou num lugar e hora que não era pra ele estar. Morreu porque estava brigando uma guerra que não era dele na hora e lugar errado.

Vendo isso as pessoas se enchem de medo e pensam que o mal está aumentando ao nosso derredor. Mas a verdade é que as tragédias acontecem em situações isoladas. Não está em todo lugar.

O tempo certo é tudo. Então peça ao Espírito Santo para colocá-lo no lugar certo na hora certa.

Como você pode ser posicionado no lugar certo na hora certa?

1. Crendo sempre que Deus nos guia para o lugar certo

O primeiro princípio é que você precisa ser guiado pelo Senhor. Se você ouvir a sua voz você será conduzido ao lugar certo da bênção. Eu, porém, preciso dizer algo sobre ouvir a Deus. Muitos imaginam que ouvir a Deus é uma experiência extraordinária reservada a poucos. Há muita gente ensinando práticas religiosas que fazem com que os irmãos se sintam inferiores e incapazes de ouvirem de Deus. Ouvir a Deus não pode ser essa coisa difícil e complicada que alguns nos fazem crer. Jesus disse que as suas ovelhas ouvem a sua voz (Jo 10:27). Jesus não disse que as ovelhas teriam de fazer um curso e serem discipuladas para então ouvirem a sua voz. Ele teve como certo que elas simplesmente ouviriam a sua voz e o seguiriam.

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” Jo 10:27

Não se preocupe sobre como ouvir de Deus. Se você é ovelha do Senhor você ouvirá sua voz. Muitos ficam atemorizados quando me ouvem dizendo isso porque insistem que o coração do homem é enganoso e inteiramente corrupto, por isso não devemos dar crédito ao coração. Mas essa afirmação foi feita no Velho Testamento em Jeremias 17:9. Hoje, nos dias do Novo Testamento, nós recebemos um novo coração. Por que Deus iria nos dar um novo coração corrompido e enganoso?

Depois que nos convertemos Deus tirou o coração de pedra e nos deu um coração de carne (Ez 36:26).

Na Nova Aliança, Ele escreve os seus mandamentos em nosso coração e em nossa mente.

“Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei.” Hb 10:16

Esta é a maneira como o Espírito Santo nos guia hoje. Normalmente não precisamos entrar no quarto, orar por várias horas e então esperar que uma luz especial brilhe dentro de nós. Claro que se agimos assim não fazemos nada de errado, mas devemos dar crédito ao nosso coração.

Não encontramos no Novo Testamento nenhuma afirmação que ouvir de Deus seja algo difícil. Não se diz que precisamos sempre seguir certo procedimento ou liturgia, antes o que Paulo nos diz é que Deus coloca dentro do nosso coração os desejos certos.

“Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” Fp 2:13

Poucos de nós valorizamos aqueles desejos profundos, um querer santo, mas Paulo afirma que Deus fala conosco colocando em nós o seu querer. Sempre que sinto vontade de fazer alguma coisa na obra de Deus eu medito a respeito porque sei que é Deus operando em mim. A verdade do evangelho é que Cristo está em nós. Por causa disso ele coloca desejos no nosso coração. Isso é tão sobrenaturalmente natural que simplesmente não damos crédito. Não cremos que Deus possa inspirar desejos em nós. Como isso pode ser de Deus? Mas essa é uma das maneiras como Deus nos guia.

Em I Coríntios Paulo diz: “Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1Co 2:9  

Paulo está no texto fazendo uma citação de Isaías. “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.” Is 64:4

Paulo mudou um pouco a citação. No lugar de “para aquele que nele espera” ele colocou “para aqueles que o amam”. Isso significa que no Velho Testamento eles tinham de esperar para conhecer a vontade de Deus, mas hoje ele habita em nós.


Todos os dias de manhã, ore ao Senhor para que ele possa colocar os desejos dele em seu coração. Dessa forma, se durante o dia lhe vier o desejo de visitar alguém, ir a algum lugar ou fazer qualquer coisa, vá sabendo que Deus quer fazer algo ali. Quando você segue esses desejos do coração que estão em linha com a sua palavra você estará no lugar certo e na hora certa. Deus usa o desejo de comprar, comer algo, ver alguém ou de qualquer outro tipo para criar circunstâncias para a bênção. Em alguns momentos você certamente terá de jejuar e orar por mais tempo, mas não será assim nos tempos normais. Em dias comuns apenas preste atenção nos desejos que surgirem no seu coração. Não estou dizendo que todo desejo que temos procede de Deus, mas você vai perceber facilmente quando algo vier da carne. Além disso, irmãos mais velhos podem nos ajudar a perceber mais claramente a voz de Deus.

Senhor Cara Legal - Evangelismo com o livrete 11ª Questão

O poder da oração no Espírito