20150223

Como crescer com as tribulações. At 14:22b; 2Co 4:7. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 22/02/15

Escrito original: Não desperdice o seu câncer de Jonh Piper. Adaptado por Pr. Edenir Araújo com o título: "Como crescer com as tribulações."

“...através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” At 14:22b

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória.” 2Co 4:17

Introdução:
           
A vida do ser humano, e em especial a do servo de Deus alterna-se em períodos de calmaria e de turbulência, passamos fases em que tudo vai bem, tudo que fazemos dá certo. Porém há outros momentos em que tudo vai mal, tudo dá errado, parece até que Deus esqueceu-se de nós. Há pessoas que dizem: Depois que decidi ser um cristão, a minha vida passou por inúmeros problemas, muitas dificuldades, eu não entendo o porquê de tudo isso.

Gostaria de compartilhar uma história que me fez parar e pensar mais um pouco nesse assunto.

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma para Jesus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou: - “É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado”.

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Todavia, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. A resposta do ferreiro foi a seguinte:

- “Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente”.

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:

- “As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria”.

“Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me permita ser lançado no monte de ferro-velho das almas derrotadas”. 

Ø  Como devemos reagir às situações adversas?
Ø  O que fazer diante das aflições que nos permeiam?
Ø  De que forma sairemos vitoriosos das tribulações que tentam nos tragar?

Estas são perguntas que muitas vezes ocuparam meus pensamentos em momentos de dificuldades, e o que pude aprender sobre as tribulações é que:

As tribulações produzem para nós um eterno peso de glória! Sim! Elas são geradoras de bênçãos nas nossas vidas!!!

Agora se as tribulações são geradoras de bênçãos eu não devo desperdiçar as mesmas, preciso aprender a lidar com elas afim de me beneficiar para a glória de Deus.

Agora, antes de continuar falando sobre isso, gostaria de te deixar ciente de que se você de fato é um vencedor, não vai se ver livre das tribulações enquanto servir a Deus nesta terra. Todos os grandes homens de Deus mencionados pela Bíblia sofreram situações de adversidades, foram perseguidos, sofreram ataques etc.

No primeiro sermão de Jesus, ele falou sobre perseguição, calunias, falso testemunho etc.

“10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. 12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.” Mt 5:10-12

Jesus também fez uma promessa a todos os crentes que seríamos todos afligidos. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Jo 16:33

A princípio algumas lutas são como muralhas intransponíveis, são para nós barreiras e obstáculos, gigantes invencíveis. Mas nós devemos olhar para estes desafios como fez Calebe e Josué, devemos enxergar as tribulações como alimento e dizer: como pão devoraremos os nossos inimigos!!! Pão nos serve para alimento. Nossos inimigos nos fortalecem quando os vencemos. Assim tomaremos as tribulações como alimento e nos fortaleceremos em cada uma delas.

Nunca desperdice a tribulação!!! Pois ela é:

Ø  Intransferível. Não se pode querer passar a bola. Mt 16:24 diz que cada um tem de levar a sua cruz.
Ø  Necessária. Para que haja crescimento, pois após a provação virá a aprovação. Importa que sejamos aprovados. 2Tm 2:15
Ø  Alimento. Te fortalecerá para vencer desafios ainda maiores. Nm 14:9b
Ø  Expositora de caráter. Quando a tribulação cresce, o teu caráter aparece.

Li em algum lugar que “Todas as vezes que Deus prometer algo a você, colocando novos sonhos em seu coração, prepare-se para enfrentar tribulações, pois esse é o único caminho para a sua vitória”.

Não há vitória significativa sem uma grande luta, não há pessoa que alcance o topo da montanha sem antes caminhar pelo vale. Quando a tribulação é grande, a fé também é; porque não somos provados menos do que nossa fé suporta.

Não desperdice a tribulação, cresça com ela!

Quando crescemos com as tribulações?

1. Quando cremos que a tribulação foi planejada por Deus!

Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Rm 8:28

Muitos conhecem esta palavra, mas não podem dizer “sabemos” pois não tiveram revelação. Nas dificuldades, não murmure contra Deus, pois ele apenas está usando as adversidades como ocasião para manifestar seu poder. O que Deus permite, Ele o faz por uma razão. As lutas e dificuldades fazem parte do pacote da salvação, portanto não as rejeite. Deus prevê desenvolvimentos moleculares e células tornando-se cancerígenas, e ele pode deter isto ou não. Ele tem um propósito e por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos desprazeres e dores. Mas ele não é a causa primeira nem última. Veja o que Jesus disse: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, aquele que é, que era, e que há de vir, o todo poderoso.” Ap 1:8

A partir desse entendimento, podemos dizer que Deus está no controle de tudo!

Assim, quando o diabo atacou Jó com úlceras (Jó 2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10), e o escritor inspirado concorda: “e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42:11). Se você não crê que as tribulações fazem parte do plano de Deus você a desperdiçará.

Quando crescemos com as tribulações?

2. Quando vemos na tribulação a bênção disfarçada!

A tribulação é a ante-sala da bênção, é a bênção chegando numa embalagem que não gostamos!

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória.” 2Co 4:17

Persevere e não desista!!!

“35 Não lanceis fora, pois, a vossa confiança, que tem uma grande recompensa. 36 Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. 37 Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não tardará. 38 Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. 39 Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.” Hb 10:35-39

Quando crescemos com as tribulações?

3. Quando deixamos de lutar com as nossas forças e dependemos da força e poder de Deus!

O plano de Deus em relação a tribulação é despertá-lo e atraí-lo para Ele. Geralmente nós buscamos descanso em nossas possibilidades, isso é racional e humano, mas nosso verdadeiro alívio está no Senhor. Para os crentes espirituais, a tribulação é de fato uma ponte que pode nos aproximar mais de Deus.

“Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.” Sl 20:7

O plano de Deus é claro em 2Coríntios 1:9 e Jeremias 17:5:

“portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. 1Co 1:9

“Assim diz o Senhor: Maldito é o homem que confia no homem, que faz da carne o seu braço, e cujo o coração se aparta do Senhor! Jr 17:5

O objetivo de Deus relativo a tribulação (entre várias outras coisas boas) é derrotar a auto-confiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.
“1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará. 2 Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. 3 Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa. 4 Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel. 5 Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia, 6 nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. 7 Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido. 8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios. 9 Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação, 10 nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. 11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. 12 Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra. 13 Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. 14 Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome. 15 Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei. 16 Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação. Sl 91:1-16

Quando crescemos com as tribulações?

4. Quando não somente vencemos a tribulação, mas fazemos dela uma alavanca para nos aproximar de Jesus!

Alguns irmãos que conheço, estão no “Modo Sobrevivência”. Os planos de Deus e os planos de Satanás para a tribulação não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo, enquanto que Deus planeja aprofundá-lo. A tribulação não vencerá se você morrer, apenas se falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus é privá-lo do alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: “tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. E saber, portanto, que “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 3:8; 1:21).

Quando crescemos com as tribulações?

5. Quando aproveitamos a tribulação para investir tempo em Deus!

Não é errado pensar na tribulação. É bom você considerar a tribulação. Mas, o muito ocupar-se com ela, e a falta de zelo pelo conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo. No Velho Testamento, mais precisamente quando Israel tinha no Tabernáculo a presença de Deus, no meio das guerras, o povo literalmente se voltava para Deus. O exército não se preocupava em guerrear antes de estar diante de Deus. Eles davam as costas para o inimigo e buscavam a face de Deus dizendo: Do Senhor nos virá o socorro!

Na tribulação está a oportunidade de conhecer mais do Senhor: “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor.” Os 6:3

Na tribulação está a oportunidade de acordar para a verdade de Daniel 11:32: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas.”

Na tribulação está a oportunidade de tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes: “antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.” Salmos 1:2,3

Quando crescemos com as tribulações?

6. Quando não nos isolamos para fugir da tribulação, mas perseveramos na comunhão do corpo!

“Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união... porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.” Sl 133:1-3

“É melhor serem dois do que um, porque tem melhor paga dos eu trabalho: se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Ec 4: 9-10

“Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Tg 4:16

“Pois onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” Mt 18:20

Quando crescemos com as tribulações?

7. Quando continuamos pacientes, crendo que o melhor está por vir!.

Há uma ordem expressa de Jesus para cada um de nós. Para os momentos de tribulação Ele nos diz: Alegrai-vos e exultai.

10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. 12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós. Mt 5:10-12

Saiba que Deus é a nossa esperança, e Ele sempre tenta nos ensinar que devemos esperar nele.

“Esperei com paciência pelo Senhor, Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.” Sl 40:1-4

Muitos oram: “Senhor me dê paciência”, mas se esquecem ou não conhecem o que Paulo disse a respeito disso:

“Mas o fruto do Espírito é: Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5:22-23  

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória.” 2Co 4:17

Diante da tribulação devemos ter a certeza de que precisamos mais de Deus, pois ele é o único que pode dar ao homem força para enfrentá-la e capacidade superá-la. (Isaias 33:2). Portanto se você estiver passando um momento de dificuldade, de prova, de tribulação na sua vida, lembre-se de alguns alertas da palavra de Deus:

1. Toda tribulação é passageira e produz um peso eterno de glória.
2. Na tribulação existe o consolo de Deus 2Co 1:4
3. A paciência é fruto da tribulação Rm 5:3


Lembro-me da experiência de um irmão que passando alguns dias internado em um hospital, decidiu que sairia no dia seguinte por sua própria vontade, pois não aguentava mais ficar confinado naquele quarto. Na hora da visita médica, dirigiu-se ao doutor dizendo: “Doutor, eu não aguento mais ficar aqui preso nesse quarto, quero ir embora”. O médico então respondeu: “Como médico, minha responsabilidade é cuidar de você através de diagnósticos e prescrições de medicamentos. O enfermeiro por sua vez, é quem administra os remédios e acompanha de perto sua evolução. Você só precisa esperar sem ansiedade, por essa razão você é chamado de paciente, tenha mais paciência”.
Você atravessa hoje um momento de tribulação na sua vida? Está desesperado, não sabe bem o que fazer?
Seja paciente!

“fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus." At 14:22


A palavra de Deus para tua vida é busque ao Senhor, ore ao Senhor, entregue ao Senhor, diga a ele, Senhor está luta não é minha, mas ela é tua. Diga ao Senhor como Jesus disse. - Faça-se a tua vontade e não a minha vontade. Creia que Deus não te deixa só. Creia que no momento Dele, serás vitorioso, confia no Senhor de todo o teu coração, e passa pelo fogo, porque serás aprovado.

20150216

Quem é você dentro da igreja? 3Jo 1:3, 6 e 12. Sup. Adilson Gomes - Culto de Celebração - 15/02/15

Quem é você dentro da igreja?

Introdução
O que mais vemos nos dias de hoje são pessoas que se dizem evangélicas, porém dizer que é crente(cristão) parece ter virado moda, se tornou algo fácil, difícil mesmo é encontrar cristãos com um bom testemunho. A palavra d Deus Hebreus 12 diz que Estamos rodeados por grande nuvem de testemunhas e as nossas atitudes e o que faz a diferença para demostrarmos quem realmente somos em Cristo.
Certa vez ouvi esta frase:” A palavra d Deus convence, mas o testemunho arrasta” ...hoje vemos na mídia muitos artistas que dizem evangélicos e, não estou aqui para questionar a fé de ninguém, porém suas condutas, vestes e testemunho não condizem com o que Deus quer de um verdadeiro Cristão.
O triste é que não é só na mídia, mas dentro da igreja, como temos nos posicionado?!
Existem vários tipos de Cristãos: Maduros, meninos na fé, fiéis, infiéis, cheios de Espirito, e outros que vivem na força do braço
Vejamos 3 exemplos que João cita em suas epistolas de diferentes condutas Cristas e veja se você se enquadra em alguéns deles
1º Exemplo: Gaio- um servo
A bíblia diz que por 3 vezes João chama Gaio de amado, certamente Gaio era um homem especial, fácil de ser amado. As pessoas se afeiçoavam facilmente a ele, sua bondade, seu amor e testemunho atraia as pessoas ao seu redor
Suas características, era um homem cheio de saúde e vitalidade espiritual, amado, prospero, tinha uma alma cheia de vida, vivia na verdade pois a verdade estava nela. Ajudava o próximo
Realmente Gaio era aquele que fazia a diferença em sua igreja, pois era daquelas pessoas que sempre ajudava ao próximo, não apenas com palavras, mas com seus bens, dividia o que tinha com quem necessitava.
Hoje vemos o crescimento dos crentes no Brasil, mas o testemunho é cada vez menor. Crentes que creem na verdade mas a verdade não está nele. Bons para contar e celebrar, mas não temos sido bons em viver a verdade.
2 exemplo :Diotrefes- Um ditador
Diotrefes era um crente critico, que resistia a obra de Deus por causa de sua atitude arrogante e carnal
Características: Diotrefes era orgulhoso, gostava de primazia, apaixonado por si mesmo. Jesus não ocupava o primeiro lugar na vida dele
Diotrefes queria ser o centro das atenções, ocupava-se mais consigo mesmo do que com a obra de Deus. Ditador, impunha sua liderança por força e intimidação
Ninguém podia ocupar seu espaço, era só chegar um crente na igreja, que se torava uma ameaça a ele, sendo assim não acolhia a João
Diotrefes era como o Rei Saul, ao invés de se humilhar e mudar de ida, queria destruir aquele que Deus levantou para fazer a obra, até falava mal de João.

3º Exemplo: Demétrio – Um bom exemplo
A respeito de Demétrio, João diz que ele era um bom exemplo, mesmo não sendo um líder como Gaio, dava bom exemplo. Sendo apenas um membro em meio a igreja, e sem ocupar posição alguma era um referencial a todos, andava em verdade, dava bons testemunhos dentro e fora da igreja, todos o conhecia , o amavam , a agradeciam a Deus pra sua vida. Era abençoado

conclusão
Em qual desses exemplos você tem se enquadrado como Alguém? Amado por todos, servo prospero e abençoado, como um ditador egoísta, que só pensa em si mesmo ou como alguém que independente da sua posição de liderança tem um testemunho perante Deus e á todos?

20150209

Vivendo além da aparência produzindo frutos duradouros. Mc 11:12-14. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 08/02/15

Vivendo além da aparência produzindo frutos duradouros. Mc 11:12-14

12 No dia seguinte, quando estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome. 13 Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos. 14 Então lhe disse: ‘Ninguém mais coma de seu fruto’. E os seus discípulos ouviram-no dizer isso.” Mc 11:12-14

Introdução

Existem somente três registros nos Evangelhos que apresentam Jesus com fome. O primeiro foi depois dos 40 dias de jejum e oração no deserto, “Depois de jejuar por quarenta dias e quarenta noites, teve fome.” Mt 4:1. O segundo, quando ele disse aos discípulos: uma comida tenho para comer que vós não conheceis.” Jo 4:32, e o terceiro quando voltava de Betânia para Jerusalém. “No dia seguinte, quando eles estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome.” Mc 11:12

Na primeira vez que Jesus teve fome, Ele foi servido pelos anjos (Mt 4:11). Na segunda a vontade do Pai o alimentou, pois ele mesmo disse “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra.” Jo 4:34, podemos imaginar que banquete foi aquele. Mas aqui em Betânia, Jesus queria um lanche rápido, algo do tipo Drive thru, um breakfast, só pra forrar o estômago.

Daí, como providência divina, no seu caminho estava aquela bela figueira, e a Bíblia diz no relato de Mateus, que ela estava “à beira do caminho”. Tente imaginar que combinação extraordinária. O Mestre do Universo, o Criador de todos os seres vivos, o divino Agricultor com fome, e no caminho d’Ele, uma figueira, cheia de folhas verdinhas, promissora, bem à mão, como que dizendo: “Chegue mais perto, faça o seu pedido, pegue o que precisa, mate a sua fome.”

De repente, o inesperado acontece. Jesus se aproxima da figueira, olha de um lado, olha de outro, bate num galho aqui, noutro acolá e ai... Nada! Nada acontece, Ele não acha nada, nenhum fruto.

Jesus reage com justa e legítima indignação, e ali mesmo pronuncia o seu julgamento: “Que nunca mais ninguém coma de seu fruto!”. O mesmo relato em Mateus diz que “imediatamente a figueira secou”. Mas há um detalhe importante, o evangelista Marcos disse que: “não era tempo de figos”.

Será que Jesus se enganou? Certamente Ele não se enganou! Ora, então por que Jesus foi tão radical com aquela pobre figueira? Por que procurar figos fora de época? Será então que ele não gostava de figueiras? Também não era isso.

O problema dessa figueira não era o de não ter figos, mas dar a aparência de tê-los.

Ela atraía pessoas com uma imagem bonita, folhas verdes, parecia uma árvore saudável, mas o que era uma promessa acabou numa frustração. Todos os nutrientes extraídos da terra, deveriam terminar em frutos, mas aquela figueira se alimentava para manter sua beleza exterior, porque aquela figueira só tinha aparência e era uma figueira sem frutos Jesus a amaldiçoou.

Durante muito tempo a mídia veiculou um comercial que procurava nos convencer dizendo: “Cara de remédio, cheiro de remédio, embalagem de remédio, mas não era remédio.” Era um shampoo. “Parece, mas não é”. Esta frase ganhou vida própria e a população incorporou a expressão como forma de dizer que nem sempre o que se vê corresponde à realidade. As aparências enganam.

Infelizmente a cultura da aparência tomou conta das pessoas, e principalmente no nosso meio cristão evangélico. Vivemos numa sociedade que alimenta e idolatra a cultura da aparência, onde a imagem é tudo. Este é o nosso mundo, o MUNDO DA IMAGEM, O MUNDO DAS APARÊNCIAS. O importante é parecer ser. Muitas vezes olhamos para alguém que comprou um carro zero e logo pensamos: “O fulano tá podendo”. Entretanto, muitas vezes se formos analisar o caso mais de perto, chegaremos a conclusão de que ele tem um carro zero e atrás de tudo isso uma dívida imensa, e ele está fazendo uma força enorme para poder pagar. Mas, o que vale é a aparência, a imagem.

Saiba meu amado irmão, ter aparência e não ter um comportamento santo, não ter frutos, diante de Deus é pecado!

Paulo não viveu de aparência, ele foi uma árvore frutífera!

Veja que o apóstolo Paulo, preocupou-se em ser uma árvore frutífera quando disse:

“Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão (renúncia Mt 16:24 e serviço), para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha, de alguma maneira, a ficar reprovado (não ter fruto).” 1Co 9:27

Estamos querendo nos parecer com o Senhor, queremos ser segundo a imagem e semelhança de Deus, mas nos esquecemos que nosso comportamento fala mais de quem somos do que as palavras que saem da nossa boca.

Lembre-se de que Jesus é o verbo que se fez carne, Ele era e é a palavra, mas se manifestou de maneira prática entre nós. Foi o grão de trigo lançado na terra que depois de morrer produziu e produz muito fruto. Gerou muitos filhos para Deus. Precisamos nos seus passos, no seu encalço, também produzir muitos frutos.

Em outra de suas cartas, Paulo fala de não somente pregar um evangelho verbal, mas de produzir frutos.

“Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas, também, em poder (Dunamis), e no Espírito Santo (Fogo), e em muita certeza (fé, convicção), como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.” 1Ts 1:5

Paulo tinha o “dunamis” que significa poder explosivo e gerador. O apóstolo usou este poder para gerar muitos filhos para Deus, legitimando seu ministério pelos muitos frutos que produziu.

Uma curiosidade sobre a figueira

Uma curiosidade sobre a figueira nos permite entender porque tal árvore foi utilizada por Jesus como exemplo do que o pecado provocou em Israel e pode provocar no crente.

1.      Ela produz o seu fruto antes das folhas, ao contrário das demais árvores. Ela simbolizava, assim, a necessidade de uma espiritualidade verdadeira (os frutos), antes de uma religiosidade aparente (as folhas).
2.      Veja que a folha de figueira aparece pela primeira vez na Bíblia como uma maneira de esconder o pecado, ou de encobertar uma realidade, produzindo apenas uma aparência de concerto. (Gênesis 3)
Na carta de Judas, há várias figuras que ilustram esse comportamento. Ali, o Apóstolo fala de rochas submersas, nuvens sem água, árvores secas, Ondas de espuma, estrelas errantes, movimentos produzindo apenas aparência, sem nenhum fruto, etc.

“São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz. 13 São ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos; estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas.” Jd 12b-13 (NVI)

Por isso Jesus proferiu a sentença: Ninguém mais coma de seu fruto.”

A figueira enganou Jesus? Como já disse, a Ele não. Jesus sabe todas as coisas. Mas havia um princípio que Jesus queria ensinar aos seus discípulos.

O princípio é esse:

Você não precisa ser o que não é; não precisa dar o que não tem, mas também não pode mostrar a outros o que você não é, não pode prometer o que não pode cumprir.

O que aconteceu àquela figueira é um alerta a cada um de nós, porque Deus nos criou para que sejamos frutíferos como Cristo foi. Logo no início da história de Deus com o homem, essa fertilidade para frutificação foi determinada ao homem. Gênesis 1:28 diz: Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra...” Gn 1:28

Frutificai ou sede fecundos no hebraico é “Parah” uma raiz primitiva; 1) dar fruto, ser frutífero, dar ramo, mostrar-se com frutos.

A primeira palavra que sai da boca de Deus em direção ao homem é: FRUTIFICA!

Eu sei que muitas pessoas dizem: “Eu estou produzindo o fruto do Espírito Santo mencionado em Gálatas 5:22 e 23, mas será esse o fruto que Jesus quer de nós? Aliás, esse fruto não é nosso, é do Espírito.
O próprio texto de Gênesis 1:28 deixa claro que esse fruto são pessoas. Porque cada espécie gera segundo a sua espécie. Deus disse que deveríamos gerar muitos homens semelhantes a Ele e encher a Terra.

DEUS espera de nós frutos dignos do sacrifício de Jesus, dignos do investimento que Ele fez em nossas vidas.

Então, quando Jesus só vê vida de aparência em nós, Ele se entristece, porque não fomos criados para ter vida de aparência própria, fomos criados para espalhar frutos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:28) pelas ruas de nosso bairro, mudar a realidade das nossas cidades, alcançar as nações para o Senhor Jesus.

Se aquela figueira pudesse falar, provavelmente diria: “Olhem, eu era apenas uma figueira, mas você é uma criatura à imagem e semelhança de DEUS. O que você está fazendo por aquele que deu a vida por você?”

Há muita gente fazendo como a figueira de Betânia. Vamos chamá-los de “crentes-figueira”.

Duas características do crente figueira:

1.      Eles estão cheios de folhas verdes. São atraentes e aparentemente sadios.

2.      Estão à beira do caminho. Você pode vê-los facilmente. Estão presentes nos cultos, cantando, gesticulando, batendo palmas, mas se você chegar perto, balançar seus galhos, não achará nada. Pois não há fruto algum em suas vidas.

Quantas chuvas de bênçãos os cobriram, quanto orvalho de graça caiu sobre eles, mas tudo foi usado em proveito próprio, nenhum fruto produzido, nenhum serviço oferecido, só aparência.

A figueira, na Bíblia, em sentido simbólico, na maioria das vezes representa Israel. Israel (o estado religioso e legalista) era uma figueira seca pois rejeitou o seu Rei e Salvador, então o Senhor Jesus (Videira Verdadeira) começa a sua Igreja (Ramos da Videira).

Jesus quer mudar a natureza do homem de figueira seca para ramos de videira cheia de frutos, porque a Videira Verdadeira representa Jesus e a sua Igreja Fiel, uma Igreja comprometida com Deus. E para os ramos frutíferos que somos nós, Ele diz:

“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” João 15:16

Os ramos da Videira Verdadeira, sorvem toda a seiva, toda a vida, todos os nutrientes que a Raiz os envia. Mas se chega nesse ponto e para, o alimento não é transformado em fruto e ninguém lucra com isso.

Vamos entender melhor as palavras de Jesus:

1.      Quem escolhe (Jesus nos escolheu) Pedimos para ser tudo, menos crentes. 
2.      Quem é escolhido (nós fomos escolhidos) No meio de milhões, você foi escolhido.
3.      A responsabilidade de quem é escolhido (dar frutos) Reproduzir, gerar.
4.      O alcance da responsabilidade (frutos que permaneçam) Almas que viverão eternamente.
5.      A consequência da obediência (ser bem aventurado em todo nosso empreendimento)

Veja que mistério lindo Jesus quer revelar aos seus discípulos. Deus tem um desejo ardente em seu coração, e nós fomos escolhidos por Ele para satisfazê-lo. Deus tem uma mesa posta para os seus escolhidos, todavia, nós, os seus escolhidos temos a oportunidade de oferecer o alimento para saciar sua fome e sede. Como Jesus viveu para satisfazer a vontade do Pai, nós também estamos vivendo para satisfazê-lo.

João 15:16, é a revelação de Deus para o sucesso de todo crente, pois todo o propósito de Deus para o homem está neste verso. Porque muitos estão frustrados dentro de suas igrejas? Estão derrotados pela infertilidade e esterilidade. Não produzem frutos, são como a figueira a beira do caminho, tem aparência, mas o principal não possuem frutos. Veja que Jesus diz que produzir frutos é a resposta para todos os nossos problemas.

Jesus disse que quando produzirmos frutos que permaneçam, seremos ouvidos e atendidos pelo Pai em todas as nossas petições. “a fim de que tudo o que em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” João 15:16

O meu desejo agora é que você entre em crise, e o meu desafio é:
 
Produza um fruto que permaneça (Alma) até o fim desse ano e veja a sua vida ser transformada!!! Ganhe uma alma para Jesus, consolide na fé, discipule e envie. Tudo será mudado em sua vida.

Essa mensagem é sobre como eu posso servir ao meu SENHOR, caso ele tenha fome e precise de mim. Muitos estão perguntando: O que eu posso oferecer a Ele? Como posso oferecer a DEUS uma vida frutífera?

Porque no fundo o Senhor nosso Deus tem fome e sede, e essa fome e sede é por almas. Jesus deu a sua vida pelo homem, e quer vidas como conseqüência de sua semeadura! Muitos crentes estão ocupados com ensaios de louvor, dança, teatro, pregação etc. Isso tudo é muito interessante, mas se não finalizarmos esse processo gerando almas à imagem e semelhança de Deus, isso será em vão. Se não cumprirmos a ordenança de Gênesis 1:28 ratificada por Jesus em Mateus 28:19 estaremos com sérios problemas. Não sou um inimigo dos departamentos, pois creio que eles são necessários, todavia, sou discípulo de Cristo encarregado de aumentar o número de crentes salvos, santos e vencedores nesta terra.

Novamente quero dizer que não sou contra os ministérios e departamentos, mas precisamos usar esses ministérios como um meio que tem por fim produzir o “fruto que permanece”, e digo novamente esses frutos são almas.


O texto de Mateus 4:18 ao 22, nos fala de deixar os valores afetivos e materiais para cumprir o propósito de Deus produzindo muitos frutos.

A Bílbia diz: “eles, deixando barco e seu pai, imediatamente o seguiram.” Mt 4:22

Lembre-se: Cada um de nós dará conta de si mesmo! Rm14:12

Chegou a hora de morrermos para nós mesmos para sermos germinados para o fim que fomos destinados.

24 Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. 25 Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guarda-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Jo 12:24-26


Grãos vivos de trigo não frutificam. É necessário que morram.


Em 1968 um cientista descobriu um colar de sementes de 600 anos de idade numa sepultura indígena. Plantou uma dessas sementes, que brotou e cresceu. Adormecida por 600 anos, o potencial de vida ainda estava lá. Talvez você tenha sido cristão há anos, e esteve espiritualmente adormecido a maior parte do tempo. Mas agora gostaria de ser produtivo. Tenho boas notícias para você: Não é tarde demais. (Rick Warren, em "Poder Para Ser Vitorioso", pg 199 - Ed Vida).

20150202

Qual a razão da minha existência? Jo 10:10b. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 01/02/14

“...eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” Jo 10:10b

“...eu vim para que tenham uma vida verdadeira e eterna, uma vida melhor e mais rica que qualquer outra com que tenham sonhado.” Jo 10:10b (A Mensagem) 

Introdução

Todo ser humano em algum momento da sua vida se pergunta: Qual a razão do meu viver? Porque eu existo? Para que eu existo? Podemos dizer que essa é a percepção do vazio existencial, vazio interior, ou vazio de sentido. Todos os seres humanos em algum momento ou fase de suas vidas tiveram, tem ou ainda terão esse pensamento. Pensar dessa forma é perfeitamente normal e sadio quando se encontra as respostas certas e quando se descobre a verdade, mas quando não temos as respostas para essa indagação, corremos o risco de vivermos uma vida vazia de razões e propósito. Corremos o risco de viver de maneira desorientada gastando nosso tempo de vida sem produzir algo significativo.

Eu li um livro interessante cujo título é “1 Mês para se viver”. Este livro não fala exatamente sobre o assunto “Vazio Existencial”, mas trata sobre doentes em fase terminal que após descobrirem que tinham apenas alguns meses de vida decidiram mudar radicalmente o estilo de vida que tinham. A partir dai esses mesmos enfermos decidiram fazer algo relevante nos poucos dias que lhes restavam para viver. Fizeram isso porque diante da dura realidade de terem tão pouco tempo de vida, a maior parte deles descobriu que viveu uma vida fútil, irrelevante e pouco produtiva. Descobriram que viveram muito, mas pouco fizeram de significativo.

Quanto antes descobrirmos a verdadeira razão da nossa existência, e preenchermos o vazio existencial com uma motivação de vida correta, mais tempo teremos para cumprir o propósito de Deus nessa terra.

O que é a vossa vida???

“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.” Tg 4:14

Jesus desde cedo sabia da razão de sua existência

Muitas pessoas não sabem, mas a chave que abriu todas as portas para Jesus ser plenamente feliz foi desde cedo descobrir e viver o propósito da sua existência. Com apenas 12 anos, quando ainda era um garoto, Jesus tinha uma forte convicção sobre a razão do seu viver. Em Lucas 2:49, Jesus responde ao questionamento de sua mãe que estava à sua procura: “Mas que necessidade havia de me procurarem?, disse ele. Não calcularam que eu estaria aqui no templo, na casa de meu Pai, pois que me é necessário tratar dos seus assuntos?” Lc 2:49 (O Livro)

Por que Jesus tinha plena convicção da razão de sua existência, 21 anos depois Ele disse: “Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer.” Jo 17:4

E pouco tempo depois, já crucificado, em seus últimos instantes, Ele pode dizer:Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” Jo 19:30

Outra pessoa que descobriu sua razão de viver foi Paulo. Bem próximo de sua decapitação, o Apóstolo Paulo expressa algo parecido com o que Cristo disse:“Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé.” Paulo disse que havia terminado a carreira porque no encontro que teve com Cristo, descobriu a razão de sua existência, vivendo a partir dai, intensamente para cumprir seu propósito.

Se o Jesus voltasse hoje, qual seria a sua postura diante d’Ele?

Qual a razão da sua existência?

Mark Twain, escritor e humorista norte-americano que viveu no século 19 disse:

Os dois dias mais importantes da vida de um ser humano são: O dia em que ele nasce, e o dia em que ele descobre o porquê.” Mark Twain

O que acontece com os cristãos que não descobriram a verdadeira razão da sua existência?

Numa perspectiva individual, as pessoas procuram uma realização pessoal para satisfazer seus anseios e dar rumo a sua vida tentando preencher o vazio interior.

  1. Por exemplo, a prática de esportes, o condicionamento físico, pode ser uma maneira de se dar razão a existência. Muitos vivem para esse fim, passando toda a vida cuidando e cultuando seus corpos. Vivem intensamente para esse fim. Mas o corpo veio do pó, e ao pó voltará.
  2. O anseio profissional também é uma maneira legítima de preencher o vazio interior. Muitos dedicam seu tempo quase que numa totalidade ao trabalho e formação profissional. Vivem para suas empresas e gastam todas as suas forças e tempo para esse fim. Isso é errado? Depende de quem analisa.
  3. A arte em suas tantas vertentes também se torna um caminho ou opção para explorar e preencher esse vazio seja através da música, dança, pintura, escultura, teatro, cinema, literatura e tantas outras expressões artísticas. Isso pode ser bom, mas está longe de ser o melhor para te dar razão para viver.
Qual é o problema em torno disso?

Do ponto de vista natural, não há problema algum. Todavia, não somos naturais, somos espirituais e devemos sempre considerar como isso afeta nossa vida com Deus, porque fomos criados para um propósito supremo. Fomos criados por Ele e para Ele.O que não podemos fazer é priorizar essas coisas, pois todas elas por mais importantes que sejam para você, vão passar e não trarão nenhuma repercussão para a eternidade. A nossa vida na terra precisa ecoar na eternidade.

Quando você enfrenta algum problema ou na hora das dificuldades, qual é o nome por quem você chama?

Outros, no anseio de suprir o vazio existencial se deixam levar por caminhos ilícitos e de morte.

  • Drogas
  • Prostituição
  • Pornografia
  • Promiscuidade
  • Jogos
Com relação a todas essas vãs tentativas de preencherem o vazio existencial Blase Pascal disse:

“E assim é o ser humano: Tão vazio que se preenche com qualquer coisa, ainda que seja insignificante”. Blase Pascal

Na perspectiva agostiniana o vazio existencial seria preenchido apenas através de uma figura divina.

Segundo Santo Agostinho, “o homem que não entra em contato com Deus seria, em sua visão, inacabado, incompleto, vazio. Na contra mão, aquele que entra e compartilha do divino torna-se iluminado, completo, descobrindo a verdadeira felicidade. Como o homem é a imagem de Deus, encontra-o, como num espelho, na intimidade de sua alma; afastar-se de Deus é como extrair as próprias entranhas, esvaziar-se e ser cada vez menos; quando o homem, em troca, entra em si mesmo, descobre a Divindade. Mas é apenas mediante uma iluminação sobrenatural que o homem pode conhecer Deus de modo direto.” (MARÍAS, 2004, p. 127, grifo do autor).

Dostoiévski disse que: “Em todo ser humano existe um vazio do tamanho de Deus”.

A mulher Samaritana (Jo 4:1-38)

Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2 (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) 3 deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia. E era-lhe necessário passar por Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó dera a seu filho José; achava-se ali o poço de Jacó. Jesus, pois, cansado da viagem, sentou-se assim junto do poço; era cerca da hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8 Pois seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe então a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos.) 10Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva. 11 Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que tirá-la, e o poço é fundo; donde, pois, tens essa água viva? 12 És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual também ele mesmo bebeu, e os filhos, e o seu gado?. 13 Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede; 14 mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna. 15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, nem venha aqui tirá-la. 16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. 17 Respondeu a mulher: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; 18 porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade.  19 Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. 20 Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. 25 Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas. 26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. 27 E nisto vieram os seus discípulos, e se admiravam de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe perguntou: Que é que procuras? ou: Por que falas com ela? 28 Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: 29 Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto eu tenho feito; será este, porventura, o Cristo? 30 Saíram, pois, da cidade e vinham ter com ele. 31 Entrementes os seus discípulos lhe rogavam, dizendo: Rabi, come. 32 Ele, porém, respondeu: Uma comida tenho para comer que vós não conheceis. 33 Então os discípulos diziam uns aos outros: Acaso alguém lhe trouxe de comer? 34 Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra. 35 Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa. 36 Quem ceifa já está recebendo recompensa e ajuntando fruto para a vida eterna; para que o que semeia e o que ceifa juntamente se regozijem. 37 Porque nisto é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa. 38 Eu vos enviei a ceifar onde não trabalhaste; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho. Jo 4:1-38

Neste texto vemos a vida de uma mulher que vivia um grande vazio existencial. Essa mulher já havia se relacionado com 5 homens e agora já estava no sexto relacionamento tentando encontrar respostas para seu vazio existencial. Jesus aparece em cena e interfere significativamente em sua vida. Primeiro, mostrando que seu estilo de vida estava errado, depois dizendo a ela o que ela deveria fazer. A partir dai uma transformação radical acontece e aquela mulher que até então tinha uma vida vazia de sentido e propósito, passa a viver intensamente a vida de Deus, evangelizando seus conterrâneos de maneira entusiasmada e viva. De fato ela foi transformada!

Que lições podemos aprender com a experiência da mulher samaritana?

  1. Ela era crente como nós somos!

Sim, ela chama Jacó de Pai e cria na existência de Deus. Ela também sabia que havia sido chamada para adorar a Deus, mas tinha uma vida profana. Tinha um estilo de vida mundano e secular, que ela mesma fazia questão de esconder. Mas o dia de confessar seus pecados chegou, e graças a graça, ela não foi condenada por homens.

  1. Mesmo conhecendo a Palavra, a mulher samaritana não tinha revelação da verdade.

Ela sabia que não deveria continuar vivendo daquela forma, mas insistia no erro. Isso fica evidenciado na vida dos cristãos que não conseguem seguir e nem cumprir o propósito de Deus. São crentes, mas vivem como se não fossem. Geralmente naturalizam tudo vivendo como ímpios, entregues aos prazeres mundanos e naturais. Se fartam das alfarrobas oferecidas pela diabo, e se lambuzam na lama do pecado. Sentem prazer e bem estar em relacionamentos extra-conjugais, não fazem separação entre luz e trevas e por isso vivem a deriva, sendo levados por qualquer vento de doutrina. Não sabem em quem crer, seguem todos ao mesmo tempo. Não tem identidade e nem propósito definido. São neutros, só tem aparência.

“12 A presença dessas pessoas nas vossas reuniões de confraternização são como nódoas. Satisfazem-se a si próprios, sem receio de nada. São como nuvens que não dão chuva, que os ventos empurram de um lado para o outro. São como árvores sem folhas e que nenhum fruto apresentam, e que se tornam assim completamente mortas porque lhes morreram as raízes. 13 Tudo o que deixam atrás de si é desonra, tal como a espuma que deixam as vagas agitadas do mar. Vagueiam como estrelas errantes que desaparecem depois nas trevas infinitas, o que é também o destino deles.” Jd 12

  1. São inconstantes e sem compromisso duradouro.

A mulher já estava no sexto marido e certamente este novo parceiro seria mais um homem na sua lista de relacionamentos. Relacionamentos não devem ser descartáveis! Relacionamentos devem ser duradouros e progressivos. Não devemos investir e insistir em relacionamentos que nos afastem de Deus e do seu santo propósito, mas devemos sempre valorizar as pessoas que Deus colocou ao nosso redor.

  1. Um encontro com a verdade pode trazer libertação e um estilo de vida que vale a pena viver!

Foi uma transformação radical! De adúltera para evangelista. De pecadora para pregadora. De derrotada para vencedora. A partir do encontro que teve com Cristo, aquela Mulher decidiu deixar sua vida torta para andar nos caminhos retos do Senhor.

Talvez ela conhecesse o texto de Isaias 61:1-3, e cheia de alegria gritou aos seus conterrâneos:

“1 O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; 2 a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram 3 e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória.” Is 61:1-3

16 Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e para proclamar o ano aceitável do Senhor.” Lc 4:16-19

A razão da nossa existência é ser boca de Deus na Terra!