20150427

Atos, uma história inacabada! Parte 5 - Fatores absolutos para uma vida cristã prevalecente. Atos 1:1-8

“1 Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar 2 até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas. 3 A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 4 E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. 5 Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 6 Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? 7 Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; 8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” At 1:1-8

Introdução

Neste trecho do livro de Atos, podemos encontrar três fatores fundamentais para o êxito de qualquer cristão. Quando uso a expressão “fatores fundamentais” me refiro a fundamentos necessários para se alcançar o cumprimento da vontade de Deus.
Um poderoso milagre aconteceu no dia de Pentecostes, e uma igreja, um grupo de irmãos prevalecentes apareceram a partir de então. Mas até esse ponto, o de serem cheios da presença e glória do Senhor, um processo se desenvolveu de maneira sequencial e podemos até dizer sistemática. Por isso estou chamando essa Palavra “Fatores absolutos para uma vida prevalecente”.
Que fatores são esses?
Antes de falar dos fatores, preciso dizer algo sobre construir algo. Tudo o que produzimos, precisa estar sobre um alicerce. Tudo o que existe está sustentado por um fundamento. Os fundamentos é que sustentam nosso testemunho e nos dão firmeza para continuarmos exercendo a nossa fé.

Primeiro fator: A promessa de Deus. At 1:4

E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.” At 1:4

O que é a promessa? A promessa é a palavra de Deus liberada e nosso respeito. Deus tem muitas promessas. Jesus diz nesse texto que havia uma palavra liberada da parte de Deus para aqueles homens e eles deveriam esperar pelo cumprimento dela. A promessa do texto de Atos foi liberada através da boca do profeta Joel 800 anos antes de Jesus nascer. O mover experimentado no pentecostes foi prometido ao povo de Deus 800 anos antes e por causa da fé e perseverança daqueles irmãos Deus fez cumprir o prometido.

Todo agir de Deus se inicia com a palavra que sai da sua boca. A Palavra de Deus tem poder e se cumprirá numa totalidade! Nenhuma palavra que sai da boca de Deus está vazia. “assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.” Is 55:11

Deus tem uma responsabilidade de trabalhar em nosso favor e sempre inicia seu mover através de palavras. Nossa parte é perseguir a palavra dita pela boca de Deus como quem corre atrás do alimentos quando se está com fome. Não deve haver em nós desânimo quanto as promessas de Deus pois “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” Nm 23:19

A palavra de Deus está firmada no seu caráter imutável, no qual “não pode existir variação ou sombra de mudança.” Tg 1:17b

Se Deus nos faz promessas, só pois Ele, o Deus Todo Poderoso está perseguindo e velando por sua Oalavra para que ela se cumpra. “Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.” Jr 1:12

Infelizmente, muitos crentes não confiam em Deus. Vivem desconfiados, sempre com um pé atrás. Duvidam discretamente, disfarçam bem com suas atitudes religiosas. Todavia, sempre deixam exalar incredulidade nas suas ações inconsequentes. Você acha que alguém que confia em Deus deixa de estar em um culto ou em uma reunião de oração por causa de um jogo de futebol? Você acredita mesmo que alguém que acredita em Deus e em suas promessas deixa o ministério por causa de aventura romântica? Você consegue enxergar fé em alguém que dizendo crer em Jesus como seu suficiente Senhor e Salvador. Continua se utilizando de mentiras e farsas para levar vantagem em cima dos outros? Eu não creio que esse tipo de crente vai longe! O máximo que conseguirão é ver de longe o mover do Pentecostes. Experimentarão sempre as migalhas que caem da mesa, mas nunca se assentarão nela. Participarão sim, do grupo de marginais da fé que não levaram a sério o Deus que confessavam acreditar.

Cabe-nos a exortação de Elias: “Até quando manquejareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-O; se é Baal, ide após ele. E o povo não respondeu-lhe uma palavra sequer.” 1Re 18:21
Faço minhas a cada um de vocês as palavras de Josué à Israel diante do Monte Carmelo: E se mal vos parece servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem servis; se aos deuses a quem serviram vossos pais, quando estiveram do outro lado do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; mas eu e minha casa serviremos ao SENHOR.” Js 24:15

Segundo fator: O tempo de Deus. At 1:4

E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.” At 1:4
6 Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? 7 Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade. At 1:6-7

Jesus disse que os discípulos deveriam esperar. Esperar significa ter uma esperança. Esperar é uma chave que abre todas as portas para as bênçãos de Deus. O apóstolo Pedro disse que devemos exercitar a esperança lançando sobre o Senhor todas as nossas ansiedades. 1Pe 5:7

A ansiedade anestesia a fé e engessa o mover de Deus. Essa estratégia do diabo é bem antiga e tem se mostrado eficaz na vida de muitos nos dias de hoje. Na prática funciona assim:
1.                  Eu me preocupo com o amanhã inutilmente pois não posso resolver o que está fora do meu alcance.
2.                  Não resolvo os problemas que tenho hoje que estão dentro do meu alcance, pois estou preocupado com o amanhã.
Por causa dos males da ansiedade, em seu primeiro sermão, Jesus aconselhou seus ouvintes a não se preocuparem com o amanhã. “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” Mt 6:34

Quando não reconhecemos o princípio do tempo de Deus, corremos o risco de colocar o que é primeiro em segundo lugar. Na prática, a ansiedade e a preocupação inverte os valores. Vamos tomar o casamento como exemplo. O que vem primeiro, o casamento ou o sexo? Claro que sabemos que o casamento deve vir primeiro. Todavia, a ansiedade promove o sexo em primeiro lugar e o casamento perde seu valor. Há um tempo predeterminado para todas as coisas se cumprirem nas nossas vidas conforme escreveu o sábio.

“1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: 2 há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 3 tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; 4 tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; 5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; 6 tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; 7 tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; 8 tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.” Ec 3:1-8
 
Quando não respeitamos o fator tempo somos como crianças birrentas dizendo aos seus pais: “eu quero agora! Eu quero agora!”. Senhores pais, o que fazemos com nossos filhos quando se tornam birrentos?
O salmista disse que depois de esperar com paciência pelo Senhor, ele foi atendido. Sl 40:1
Rick Warren em seu livro “Poder para ser vitorioso” disse: “Uma pessoa pode viver quarenta dias sem alimento, três dias sem água, oito minutos sem ar, mas nem um minuto sem esperança”. Precisamos da esperança.

Terceiro fator: O lugar de Deus. At 1:4

E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.” At 1:4

Alguém me disse que “Não importa o lugar se contigo o Senhor está”. Eu até entendo esse tipo de expressão, pois se somos templo do Espírito Santo, certamente o Senhor estará em nós por todos os lugares onde estivermos. Todavia, isso não significa que a bênção ou milagres se manifestarão em nós ou através de nós em todos os lugares.
Precisamos entender que a presença de Deus é diferente de manifestação de seu poder. A presença de Deus está em nós por meio do Espírito Santo, enquanto que a manifestação da sua bênção está no cumprimento de sua vontade mediante a obediência.
Um louvor muito conhecido que ouvimos em nossas igrejas diz: “Por onde eu for a sua bênção me seguirá, e onde eu colocar a minha mão prosperará...”. Me parece que embora isso seja uma expressão de fé bíblica, essas palavras não expressam numa totalidade a vontade de Deus com relação a bênção.
Podemos ver na palavra de Deus que a bênção começa com uma promessa, passa pelo tempo e se cumpre em um lugar específico. de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação...”. At 17:26
Deus cumpriu a promessa "façamos o homem", mas antes o texto diz que Ele já tinha determinado o tempo para o cumprimento e principalmente o lugar. Veja o processo:

1. Deus mesmo preparou o lugar para Adão. “Plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden...”. Gn 2:18
2. Deus o colocou no lugar determinado. “...e pôs nele o homem que havia formado...” Gn 2:18
3. Naquele lugar Deus deu o abençoou e deu um propósito ao homem. E Deus os abençoou...” Gn 1:28

Deus poderia ter abençoado o povo hebreu no Egito ou no deserto depois do êxodo, mas havia uma terra preparada, uma terra prometida, nessa terra o povo seria abençoado.

Seu milagre, a sua bênção sempre envolve um lugar, perceber o lugar da bênção é necessário para receber de Deus.
Voltemos ao louvor exaustivamente cantado em nossas igrejas: “Por onde eu for a tua bênção me seguirá, e onde eu colocar as minhas mãos prosperará...”. Soa bem e nós tendemos a acreditar que seja assim, mas, na realidade, as bênçãos de Deus não acontecem onde nós escolhemos, mas em um lugar determinado pelo próprio Deus. Vamos entender o contexto de onde foi tirada a ideia sobre ser abençoado por todos os lugares.

“6 Bendito serás ao entrares e bendito, ao saíres. 7 O SENHOR fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença. 8 O SENHOR determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o SENHOR, teu Deus.” Dt 28:6-8

Deus não vai abençoar-nos em qualquer lugar que estejamos. Existirá sempre o lugar da bênção.

O exemplo de Josué. Js 1:3-4

Quando o Senhor deu ordens a Josué para conquistar a terra ele deixou claro qual era o território do povo de Israel. “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés. 4 Desde o deserto e o Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até ao mar Grande para o poente do sol será o vosso limite. Js 1:3-4

O exemplo de Abraão - Gn 12:1-7

“Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 5b ...Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram. 6 Atravessou Abrão a terra até Siquém, até ao carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra. 7 Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra.” Gn 12:1-7

Para que Abrão pudesse experimentar a bênção de Deus e ser uma bênção ele deveria ir para uma determinada terra que o Senhor lhe mostraria. Abrão só poderia ser uma bênção se ele estivesse no lugar determinado.

O exemplo de Paulo

Atos 16:6-9 é um exemplo poderoso da necessidade de estarmos no lugar certo na hora certa. Paulo queria ir para a Ásia mas Deus disse que deveria ir para Filipos. Milagres acontecem no lugar que já está definido.

“6 E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, 7 defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu. 8 E, tendo contornado Mísia, desceram a Trôade. 9 À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos. 9 Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho.” At 16:6-10

Como saber exatamente o lugar da bênção???

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mt 16:18

O único opositor que trabalha para não recebermos as bênçãos e milagres de Deus é o diabo e seus demônios.

“Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.” Mt 18:19


O lugar da bênção é na igreja, na célula, casa de milagres, etc. A bênção está onde a igreja se reúne!

20150423

Atos, uma história inacabada! Parte 4 - Para que serve o poder de Deus? At 1:1-9 - Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 19/04/11

“1 Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar 2 até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas. 3 A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 4 E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. 5 Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 6 Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? 7 Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; 8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. 9 Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” At 1:1-9

Introdução

Vamos dar continuidade ao nosso estudo do livro de Atos pois estamos focados no avanço da igreja e não podemos nos distrair com outros assuntos que não estejam ligados ao crescimento e avanço do Reino de Deus.
Temos usado muito os termos “poder”, “glória”, “fogo” para nos referir ao mover de Deus nestes dias. Todavia, a grande questão hoje é saber a finalidade deste mover, para que serve esse poder? Depois de participar de uma conferência, uma campanha, ou um encontro onde você recebe poder de Deus, o que você vai fazer depois disso, o que fazer tempos de estar cheio do poder de Deus??? Como aplicar isso de maneira prática no processo da edificação da igreja??? A maior parte das pessoas que se enchem da glória e poder de Deus, guardam para si o que receberam, penso que não porque querem, mas porque talvez não saibam como se comportar após serem cheios do Espírito Santo.

Tudo o que Deus faz para você no fim do processo não é só para você, mas sempre que Deus opera em nós, sua finalidade é operar através de nós, para o alcance de outras pessoas. Veja esse princípio de maneira clara na manifestação dos dons. Com exceção do dom de línguas, todos os outros são para serem oferecidos e manifestados na vida de terceiros.
Sempre que Deus nos enche com sua presença, isso é abundante, derrama, transborda para que outras pessoas sejam alcançadas também. Mt 14:20; 15:37. O derramamento do Espírito Santo certamente tem um objetivo, um alvo final. Alguns podem dizer que o poder do Espírito Santo é para curar os enfermos; expulsar demônios, outros diriam que o poder do Espírito Santo é para conquistar coisas, derrubar gigantes etc. Tudo isso de fato será uma conseqüência de ser cheio do Espírito Santo, mas não significa que isso é um fim em si mesmo.

Para que nos serve o poder de Deus???

1º Para falar

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e ser-me-eis testemunhas...”

Na interpretação simples e literal do texto, o poder de Deus é para falar ou testemunhar do amor de Cristo. No verso 8 do capítulo 1, a promessa para os que recebessem o Espírito Santo é que estes seriam “testemunhas”. Isso pode ser comprovado logo no ato do derramamento, pois o verso 3 diz: “e viram línguas repartidas como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles”. O texto do livro do profeta Joel mencionado em At 2:17-21 menciona que após o derramamento o primeiro sinal seria o de profetizar. “E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão...” Jl 2:28b
Jesus foi batizado nas águas por João Batista e também foi cheio do Espírito Santo segundo o relato de Lucas 4:1, após essa experiência de ser cheio, foi tentado no deserto e sua resposta à tentação foi falar, dar testemunho da palavra de Deus. Voltando para Nazaré foi à sinagoga, para mais uma vez dar testemunho lendo as Escrituras. O texto que Jesus compartilhou foi o do profeta Isaias 61:1-3:

“1 O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2 A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3 A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado.” Is 61:1-3

Voltando ao livro de Atos, no capítulo 2, o verso 14 nos traz o relato do apóstolo Pedro levantando a sua voz para falar das boas novas do Reino de Deus fazendo cumprir a profecia de Isaias 61:1-2.
Pessoas que nasceram de novo e não sentem arder dentro de seus corações o desejo de falar de Cristo e ganhar os perdidos precisam do enchimento do Espírito Santo.
Você é cheio para falar do amor de Deus!!!

2º Para uma visão mais clara do propósito. Quando Deus derrama seu espírito, ele nos dá uma visão clara de seu propósito.

“e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia, e Samaria e até aos confins da terra."

Isso se confirma na variedade de línguas vistas pelos estrangeiros presentes na festa de pentecostes. At 2:5-12

A igreja nasceu em Jerusalém com o desafio missionário fervendo em seu coração. No dia de Pentecoste, como já vimos a maior manifestação sobrenatural que acompanhou o derramar do Espírito, foi o fato de que os crentes começaram a falar noutros idiomas e os estrangeiros que estavam na cidade para a festa judaica ouviram a Palavra do Senhor em suas línguas maternas. Isto foi um sinal profético! Uma igreja cheia do Espírito será levada a comunicar as grandezas de Deus entre os povos, falando as línguas das nações.
Não podemos correr o risco de nos entusiasmar muito com o poder de Deus, perdendo o enfoque missionário que Deus plantou no nosso chamado original. Sua expectativa é que sejamos testemunhas, falemos de seu amor e plano de salvar a humanidade.

"tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra". At 1:8

Em outras palavras, o Senhor espera que tenhamos olhos para perto, mas também para longe, pois o fluxo do seu Reino é sempre "ir" e nunca "ficar".
Muito se falou sobre a quantidade de células desta ou daquela igreja, mas confesso que sentia uma ausência da ênfase missionária translocal no nosso meio. Creio que está chegando a hora de, não apenas abrirmos células, mas plantarmos igrejas através das células. Se os ministérios que adotaram a "visão em células" resistirem à tentação de investir apenas na localidade, reservando seus melhores obreiros para "ficar" ao invés de "ser enviados", estou certo de que estaremos inaugurando o maior mover missionário mundial de toda a História.

Estou fazendo uma observação em relação à prática da "visão de células" pela maioria dos ministérios que a receberam. Estão ainda muito voltados para "eu quero crescer aqui". É uma questão de prática e não de teoria, pois no processo o último estágio de seu papel de crente aponta para fora.

“Portanto ide e fazei discípulos de todos os povos...” Mt 28:19

O degrau mais alto da escada que galgamos é "enviar". Este é o ápice do ministério, segundo a palavra do próprio Jesus. Esta verdade é ainda mais profunda quando se trata de enviar alguém de uma localidade a outra, de um estado a outro, de uma nação a outra, com o propósito de levantar discípulos e formá-los para a multiplicação.
Como você pode notar, para nós e para Deus o fogo é para termos uma visão clara e de longo alcance. Babel é cegueira e falta de visão: edificar uma grande obra para não sermos espalhados pela superfície da Terra.

3º Para investirmos no projeto de plantação de igrejas.

Comecemos no plano original de Deus de multiplicar sua imagem e semelhança através dos homens espalhando-se por toda a terra. Esse é o nosso maior objetivo e somente a igreja de Jesus pode cumprir isso. Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja. Mt 16:18
Jesus é o maior investidor que já existiu. Jesus investiu toda a sua vida, e nós como filhos também precisamos investir. A verdade é que fomos chamados para investir, investir em nossos filhos, cônjuge, discípulos, e principalmente na igreja. Devemos ter esse princípio em nosso coração, pois, se Jesus investiu a sua vida em prol de muitos, precisamos também dar a nossa vida para outros que ainda não conhecem a Ele. Como igreja, devemos investir financeiramente nna Igreja de Deus aqui na terra, pois somos seus filhos e queremos dar o melhor que temos para agradar o nosso Pai.

Cinco motivos para investirmos na igreja de Jesus

1. Dever (ML 3:10)

Devemos contribuir na igreja de Deus porque o Senhor nos ordenou. A prática do dízimo, instituída no Antigo Testamento na relação de Deus com o povo de Israel, também foi referida por Jesus aos seus discípulos, que deveriam não apenas dar o dízimo, mas ir além, doando medida maior, excedendo em justiça. Alguns acham que o dever de trazer o dízimo é uma prática somente para o Velho Testamento, mas será que o padrão para o Novo Testamento aumentou ou diminuiu? (MT 5:17, 5:21-22, 5:27 e 5:20)

2- Causa (MC 16:15)

Devemos investir na igreja de Jesus em razão de nosso compromisso com a causa, com a visão, pois, quem diz que acredita em alguma coisa, mas não coloca a mão no bolso, no fundo não acredita. Apenas os cristãos que patrocinam, são os que acreditam.

3- Semeadura (2Co 9:6 e 10)

Princípios da semeadura: “Cada semente gera segundo a sua espécie”, “o que colhemos é da mesma espécie do que semeamos”.
3.1 - Para colhermos presença de Deus em nossa vida temos que sacrificar nosso tempo na presença de Deus (SL 105:4).
3.2 - Para colhermos vidas salvas temos que nos sacrificar em jejuns, pois o jejum traz a conotação de morte, pela falta de alimento para sustentar a vida (ET 4:16).
3.3 - Para colhermos abundância de prosperidade e riquezas de Deus temos que sacrificar recursos materiais (ML 3:10-12).

4. Gratidão (SL 106:12)

A gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc. Alguns mais nobres doam por gratidão, pensam: "estou recebendo tanto de Deus que devo retribuir, contribuindo de alguma maneira". Mesmo doar com gratidão não é o caminho mais excelente, pois corremos o risco de doar apenas enquanto temos ou apenas enquanto estou sendo abençoado. A gratidão é uma motivação legítima, mas ainda não é a melhor motivação para a contribuição financeira.

5- Adoração (Jó 1:13-21)

Finalmente, há os que contribuem por adoração. Esse é um gesto que visa tão somente a glória de Deus. Na verdade as pessoas contribuem porque amam a Deus, independente se estão recebendo algo d’Ele ou não, ou da situação que estão vivendo. A adoração é a resposta do coração, cheio de graça. Contribuir é adorar, por isso, que é possível dar sem amar, mas é impossível adorar sem dar. 

20150415

A torrente das águas purificadoras. Ez 47:1-12 - Sup. André Queiróz - Culto de Celebração - 12/04/15

​1 Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar. 2 Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito. 3 Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos. 4 Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos. 5 Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. 6 E me disse: Viste isto, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à margem do rio. 7 Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de um e de outro lado. 8 Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. 9 Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio. 10 Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do mar Grande, em multidão excessiva. 11 Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal. 12 Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio.

O rio misterioso tem grande significado profético. No milênio vindouro fluirão rios de água viva do santuário para os desertos da terra (Zc 14.8). Tudo viverá, por onde quer que passe este rio (v. 9).

1- O rio é extenso e fundo. É riquíssimo em bênçãos para a terra. 

A) Sua origem (nascente; v. 1): flui do santuário e é uma figura do Espírito Santo que vem do Pai (Jo 15.26; Lc 24.49). 

B) Sua corrente (v. 1; Zc 14.8; Ap 22.1): a água desce do altar (cruz), do lugar de todas as bênçãos, e corre para um mundo sedento. O Espírito Santo foi dado somente após a morte de Jesus Cristo no Gólgota. 

C) Sua força: o rio cresceu em poder e plenitude, apesar de não haver afluentes. Os rios deste mundo não podem enriquecer o trono de Deus. 

D) O rio traz saúde (v. 8). 

E) Ele revive (v. 9).

G) Assim age o Espírito Santo naqueles que creem em Jesus (Jo 7.38-39).

2 - A experiência crescente neste rio: enquanto o profeta obedecia, passava por experiências cada vez mais profundas: 

A) A água atingindo os artelhos (v. 3) representa a idade infantil do crente, isto é, a fé daquele que se decide a Deus e entra no rio da vida divina. 

B) Atingindo os joelhos (v. 4) indica claramente para a vida de oração, o espírito de oração. Dali jorram bênçãos em abundância.

C) Atingindo os lombos (v. 4) indica para o mistério da força e é uma imagem do serviço. O homem, que ora, é logo um homem que dá testemunho. 

D) Atingindo o nível para nadar (v. 5) mostra-nos que quanto mais submersos estamos nas águas do rio, menos vemos o nosso próprio eu. Este estado indica a plenitude da graça divina e revela o auge da vida de fé.

Sabemos que a característica do Rio de Deus é produzir vida, vamos mergulhar neste rio e desfrutar desta vida!

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20150406

Atos, uma história inacabada! Parte 3 - At 1:1-3 - Pr. EdenirAraújo - Culto de Celebração - 05/04/15

Atos, uma história inacabada! Parte 3 - At 1:1-3 - 29/03/15

“1 Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar 2 até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas. 3 A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.” At 1:1-3

Introdução

Durante quarenta dias, as derradeiras palavras de Jesus para seus discípulos os desafiaram a lembrarem de todas as coisas quanto haviam visto e, então, a irem por todo o mundo e contá-las a todas às pessoas. Atos dos Apóstolos, leva-nos a uma viagem evangelística que começa com derramamento de poder para o cumprimento da edificação de uma igreja gloriosa e prevalecente.

Um Deus repetitivo

O Jesus apresentado nos evangelhos começou uma obra que continuou em Atos e não parou em Paulo ou em Pedro, mas alcançou a cada um de nós. Por não haver sombra de variação em Deus, por Ele ser constante, Seu trabalhar vem sendo repetido e multiplicado durante séculos e isso não cessará até que seu propósito se cumpra.

Para um entendimento mais profundo da mensagem de Atos dos Apóstolos, considero de suma importância atentarmos para o episódio da ressurreição e o tempo que Jesus passa com seus discípulos. “A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.” At 1:3

Veja que depois de passar três anos e meio com seus discípulos, Jesus retorna para os seus para falar sobre o mesmo assunto, o reino de Deus. Quarenta dias foi o tempo que Jesus gastou reciclando tudo o que já havia ensinado aos seus. O número 40 na Bíblia significa um tempo de deserto, provação ou treinamento. 40 dias e quarenta noites foi o tempo do dilúvio. Moisés ficou 40 anos no deserto antes de ser levantado como libertador dos Hebreus. Também passou 40 dias e 40 noites se consagrando no Monte. 40 anos foi o tempo da peregrinação dos Hebreus pelo deserto. Por 40 dias, Jesus jejuou antes de ser batizado e começar seu ministério público. 40 dias depois da Ressurreição acontece a ascensão de Jesus e início do ministério dos seus discípulos. Eu creio que também estamos sendo preparados treinados para algo maior.

Jesus já havia ensinado os seus discípulos durante três anos e meio, mas agora ele estava num treinamento intensivo colocando seus discípulos à prova. Essa foi a ante-sala da seara. Todo relacionamento com Deus tem um resultado imediato de edificação própria, mas também nos serve de preparo para um trabalho porvir.

Jesus foi um professor repetitivo

Por que será que Jesus foi tão repetitivo no tocante ao seu ensino sobre o reino de Deus? Será que seus discípulos durante os três anos e meio não aprenderam os ensinos de Jesus! Será então que Jesus não tinha outro assunto para tratar com aquele povo? Não creio ser esse o motivo. Jesus continuou falando sobre o reino para enfatizar a importância da edificação do Reino dos céus na terra.
Vemos também aqui a importância da regra da repetição no processo de aprendizado. Algumas pessoas nos criticam dizendo que falamos sempre a mesma coisa, multiplicação, discipulado, santidade, etc. O que diriam sobre Jesus? Ele falou a mesma coisa durante todo o tempo em que esteve ao lado dos seus discípulos. Fez isso porque tinha foco, não se perdia com distrações e assuntos que não fossem de interesse de seu Pai. Quantos de nós estamos perdidos entre muitos assuntos e muitas visões? Muitos participam da igreja como se isso fosse um entretenimento, como se estivessem em um parque de diversão onde não se tem foco e nem diligência sobre nada. Num parque de diversões, brinca-se na montanha russa, depois no chapéu mexicano, depois no tobo água, etc. A igreja não é um parque de diversões! Precisamos de foco e persistência para que tenhamos também condicionamento. Só através da repetição podemos nos condicionar.

Assim como acontece com o condicionamento físico de um atleta, deve ser com o espiritual do cristão. Podemos dizer que a fé é como um músculo, precisa ser exercitada de maneira constante e repetitiva.

Você já parou para analisar a semelhança entre Gênesis 1:28; 9:1, 7; 12:1-3; Jr 29:6; Mt 28:18-20?

Qual é o assunto de Deus desde o começo das escrituras? Sobre o que Deus tratou desde o início de seu relacionamento com o homem? Ele, desde que o homem existe, tratou sobre fecundidade, frutificação, multiplicação e por fim, Reino de Deus.

Agora acompanhe a sequência de passagens e o assunto tratado nas mesmas.

“Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: 2 Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus." Mt 3:1-2

“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mt 4:17

A ênfase no ministério de Jesus foi falar sobre o Reino conforme Mateus 4:17.
No primeiro sermão, o sermão do monte, Ele disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” Mt 5:3

No mesmo capítulo ele disse: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” Mt 5:10

Na oração do Pai Nosso ele nos ensina a orar dizendo: “9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10  venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” Mt 6:9-10

Ainda neste capítulo ele disse: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33

Podemos ler também em Mateus 9:35: “E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.” Mt 9:35
Jesus disse aos seus discípulos: “É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado.” Lc 4:43

Exortando os fariseus, Jesus disse: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” Mt 23:13

Jesus foi um embaixador do reino de Deus!

Existe uma discussão sobre a diferença entre reino de Deus e reino dos céus, mas isso não deve importar para nós. O que importa de fato é que esse reino precisa ser manifestado na terra. O reino de Deus foi o foco de Jesus e deve ser o nosso também! Importa também dizer que o reino pertence a Jesus e está sendo manifestado na terra através da igreja. Isso fica confirmado quando lemos que “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor...” Cl 1:13

Como definir o reino de Deus na terra?

1. É preciso dizer que o reino de Deus na terra é a igreja. O corpo de Cristo, a igreja orgânica, a igreja viva, que se move é o reino de Deus!

2. Várias parábolas contadas por Jesus em Marcos 4, introduzem o ensino sobre o reino de Deus na terra. A parábola do Semeador, da Semente e ga do Grão de Mostarda. O reino de Deus que é manifestado na igreja e através da igreja éorgânico em sua natureza.

Alguns sinônimos de reino são: Arrependimento, Autoridade e Alegria.

1. O Reino de Deus é arrependimento. (Só se manifesta na vida de pessoas arrependidas)
“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mt 4:17b

A falta de arrependimento ou um “falso arrependimento” mais conhecido como “remorso”, nos impede de experimentarmos as beneficies Reino de Deus.

A palavra arrependimento é usada na Bíblia para descrever o começo de uma mudança espiritual genuína. O estudante de línguas W. E. Vine diz que o arrepender-se significa “mudança na mente ou no propósito de alguém”. No Novo Testamento arrependimento sempre envolve uma mudança para melhor quando uma pessoa se afasta do pecado e se dirige em direção a Deus. De maneira genuína, quando nos sentimos arrependidos por ter feito mal ou por termos sido apanhados, somos transformados interiormente, e essa mudança é tão forte que afeta o nosso exterior. O verdadeiro arrependimento acontece no mais íntimo dos nossos corações e resulta numa mudança visível em nossas ações. Quando nos voltamos para Cristo e nos rendemos a Ele, Ele produz uma mudança real - não apenas uma máscara.

O primeiro sermão

Jesus começou a pregar e proclamar o Reino de Deus, primeiro falando sobre arrependimento, ele disse: “arrependei-vos”. A palavra grega para arrependimento é “metanoia” e significa mudança de mentalidade. Não é a princípio uma mudança de comportamento, mas uma mudança de mentalidade ou atitude interior. Se você mudar sua maneira de pensar vai mudar a maneira como vive. A primeira coisa que Jesus confronta é a nossa mentalidade. Jesus muda as concepções do homem sobre Deus, céu, terra, família, finanças, plano e propósito eterno de Deus para o homem e principalmente sobre o seu Reino a partir da transformação da nossa mente. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2

O mesmo apóstolo Paulo disse aos Colossenses: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra...”. Cl 3:2

Paulo também orientou os Corintios sobre o primeiro campo de batalha na vida do crente. “4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas 5 e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, 6 e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.” 2Co 10:4-6

Fortalezas - No original é Ochuroma – (Argumentos e raciocínios mundanos)
Sofismas – No original é Logismos - (Pensamento natural e racional hostis à fé cristã)

A ordem natural e interior no homem é essa: Pensamento gera sentimento que por sua vez gera comportamento. Mude a maneira de pensar e sua vida será mudada!
Características de quem se arrependeu verdadeiramente:
Quem se arrepende, confessa seus pecados para Deus e para o seu próximo. 1Jo 1:8; Tg 5:17
Quem se arrepende tem novos desejos. 2Co 5:17
Quem se arrepende muda de comportamento.

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados...” At 3:19

2. O Reino de Deus é autoridade. (Não é regime democrático)

“Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu
queres.” Mt 26:39b

Uma das beneficies da democracia é o direito de cada um decidir a sua própria vida. Todavia, quando essa prática entra na igreja, cada um sente-se no direito de fazer o que bem entende. Precisamos aprender que nós somos parte de um reino, onde existe uma Autoridade suprema onde o regime de governo não é democrático. Somos cidadãos do Reino de Deus, estamos vivendo em uma teocracia, temos um Rei e não um presidente. Numa democracia todos tem direitos, todos querem reinvidicar, mas onde existe um Rei, só resta obedecer.

Muitos dizem: eu sou um servo de Deus, mas a palavra servo em todo Novo Testamento, no original é escravo. Escravo não decide nada, apenas obedece ao seu Senhor.
Veja que a igreja hoje funciona do jeito “Cada um por si e Deus por todos”. Muitos dos nossos irmãos vivem de maneira isolada, à margem do corpo de Cristo. Eles colam adesivos em seus carros que dizem: “Deus deu a vida para cada um, para que cada um cuide da sua”. Onde eles aprenderam isso? Você não pode viver no Reino de Deus de maneira isolada dos demais cidadãos do Reino. Na democracia, todos falam, todos mandam, todos decidem, mas no Reino de Deus, só um é Senhor de todos, e quando este Rei e Senhor fala o povo obedece. Hoje é muito comum ouvirmos de nossos irmãos: “Não concordo com isso!”, “Não concordo com aquilo!”, e assim vão, discordando de tudo e de todos. Não deve ser assim no Reino de Deus.

Quantas famílias estão destruídas porque em suas casas reina a democracia. A esposa que não concorda com o marido e por isso decide a sua vida. Filhos não obedecem a seus pais porque pensam que já são suficientemente capazes de decidirem o que querem para si.
As pessoas por muito pouco decidem desistir de seus casamentos, quando Deus diz lute pelo seu casamento. Decidem desistir de seus sonhos quando Deus diz lute pelo seu sonho. Decidem desistir da igreja quando Deus está dizendo lute pela minha igreja, pelo meu Reino. Decidem desistir de seus discípulos quando Deus não desistiu deles. Tudo isso porque pensam: Eu posso decidir a minha vida.
Você pode estar se perguntando: Mas onde fica o livre arbítrio? Eu te pergunto, onde o livre arbítrio ajudou o homem? Todas as vezes que o homem agiu de maneira independente, este se frustrou. A ideia de que cada um pode decidir sua vida é uma filosofia “mundana”, inventada neste mundo, por homens que não tem compromisso com a igreja, com os irmãos e nem com a Palavra de Deus.
O Reino de Deus é o governo Pleno de Deus nas nossas vidas. O Reino de Deus começa em você quando decide ser submisso às autoridades constituídas! Rm 13:1

3. O reino de Deus é alegria.  Rm 4:17

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. Rm 14:17

Todo cidadão do Reino de Deus precisa viver alegre!

A Justiça está relacionada com a obediência à palavra de Deus e a dependência de d’Ele, “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. Mt 5:10. Os escribas e fariseus eram extremamente justos, mas a sua justiça era humana. Temos que ser muito mais justos do que eles para entrarmos no Reino de Deus. “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. Mt 5:20

Uma convicção de alguém que participa do Reino de Deus é a justificação. Eu não preciso me defender, pois já fui justificado. Não preciso me preocupar com a injustiça, pois aquele que é justo me justifica. Como consequência disso, podemos viver em paz, pois a justiça de Deus nos traz paz.

“6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Fl 4:6-7

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor...” Hb 12:14

Como consequência deste processo podemos também desfrutar da alegria no Espírito. Está relacionada com o Fruto do Espírito (que é o caráter de Cristo).
Todo discípulo de Jesus recebeu o Poder para ser feito filho de Deus, e foi introduzido no seu Reino, tem alegria em seu coração.

“12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; 13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. 14 Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus.”. 1Pe 4:12-14

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”. FL 4:4

O primeiro milagre que Jesus operou foi transformar água em vinho, e se Ele não mudou, hoje ele pode fazer este mesmo milagre trazendo uma nova porção de alegria para você independente das circunstâncias.

Não é o que acontece a você que importa, mas é o que acontece ao que acontece a você que de fato conta. A maioria das situações não conseguimos controlar, mas geralmente podemos controlar as nossas reações quando as circunstâncias mudam. O grande desafio que temos é de não tentar ignorar mudanças inevitáveis e tempos difíceis, porque não podemos. O nosso desafio é aprender como viver em paz com as circunstâncias, assim como Paulo viveu.
Paulo escreveu o livro de Filipenses encarcerado em Roma. Certamente esse não foi o local escolhido por ele para o ministério. Tratava-se dum lugar horrível. Mas quando você lê esta carta, descobre que ela foi escrita de uma perspectiva saudável, que revela a marcante gratidão e a profunda alegria de Paulo. Ele entendeu que a mudança era inevitável e a situação difícil. Por isso decidiu tomar a cruz de suas circunstâncias e construir algo tremendamente encorajador para seus discípulos. Se Paulo pode fazer isso sentado na cela da prisão, então nós também podemos fazê-lo, não importa onde nos encontremos ou o que estivermos enfrentando.

O reino de Deus é Tomado a força!

“Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.” Mt 11:12
“19 Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto. 20 Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe. 21 E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, 22 fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” At 14-19-22