20190417

Aquieta-vos. Parte 2 - Alegria no descanso. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 14/04/19


Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.” Sl 46:10

“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” Mt 6:34

A ansiedade corrompe a mente, faz-nos perder o foco e concentração no presente e torna nossa vida doente e improdutiva. A ansiedade é objeto de estudo incessante por parte dos cientistas e profissionais da saúde mental. A indústria farmacêutica nunca vendeu tanto remédio para anestesiar a dor emocional das pessoas. Muitas pessoas estão se dopando com drogas diversas para ver a vida passar. Elas tomam calmantes, regulador de humor, antidepressivos, ansiolíticos, sedativos, tranquilizantes, e assim por diante.

A ansiedade é como um sapato apertado machucando o nosso pé. Vencê-la é uma escolha necessária, e deve ser feita diariamente. Não existe um comprimido, um livro, uma receita, somente uma atitude; a atitude consiste em confiar sem reservas no cuidado e bondade de Deus. Constantemente ansiosos, pensamos mal, dormimos mal, comemos mal, respiramos incorretamente e por fim, quando se menos espera, a fatura chega. Hormônios demais, hormônios de menos, alterações de peso, dores musculares, alergias, gastrites, insônia, nervosismo e paulatinamente agonizando nosso organismo vai adoecendo. E tudo isso começou na mente. A ansiedade adoece a mente, que adoece o corpo, que pode levar a morte. Por isso, Paulo escreveu...

“6 Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” Fl 4:6-7 (NVI)

Salmos 23 e 91, antídotos contra a ansiedade. Salmos de descanso.

Os dois Salmos mais citados por crentes no mundo todo, infelizmente não foram recebidos por revelação no espírito, foram apenas conhecidos na mente.

Salmo 23

No Salmo 23, por exemplo, a primeira coisa que o Senhor faz é nos levar para repousar em pastos verdejantes e descansar junto às águas tranquilas. Assim, a primeira condição para termos a provisão de Deus é o descanso. O suprimento só flui quando descansamos em Deus.

“1 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. 2  Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; 3 refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. 4 A inda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum (descansarei), porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. 5  Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. 6 Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.” Sl 23.1-6

Somente depois que repousamos nos pastos verdejantes e bebemos das águas de descanso, é que podemos desfrutar da bênção de ter uma mesa colocada diante de nossos inimigos, ter nossa cabeça ungida pelo óleo do Espírito e ter um cálice transbordante de toda sorte de bênçãos. Sem cumprirmos a condição do descanso, deixaremos de desfrutar de todas essas bênçãos.

Salmo 91

Podemos ver o mesmo princípio no Salmo 91. Todas as bênçãos que o salmista descreve estão disponíveis somente para aquele que está descansando na sombra do Onipotente. Esta é a condição colocada logo no início, precisamos descansar na sombra do Onipotente.

“1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. 2 Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. 3 Porque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. 4 Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel. 5 Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia, 6 nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. 7 Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido. 8 Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios. 9 Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação. 10 Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. 11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. 12 Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. 13 Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. 14 Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome. 15 Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. 16 Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação.” Sl 91.1-11

Depois disso, uma série de bênçãos nos serão acrescentadas. Uma vez que descansamos na sombra do Onipotente, seremos:

Livrados do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.
Não nos assustaremos por causa da peste que se propaga nas trevas, nem por causa da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao nosso lado, e dez mil, à nossa direita, mas não seremos atingidos. Tudo isso será assim porque estamos no descanso.
Nenhum mal nos sucederá e praga nenhuma chegará à nossa tenda.

Eles tinham a sombra, nós temos a realidade!

Na antiga aliança, o salmista está dizendo que a sombra do Altíssimo já era suficiente para promover descanso. Sombras são desprovidas de substância, de realidade, são apenas sombras. Na antiga aliança, Deus de fato era uma sombra, porém na nova aliança, nós temos a substância, nós temos a realidade. Deus não é apenas uma sobra pra nós, mas Ele se fez um conosco, nos deu o Seu Espírito e dessa forma podemos entrar no pleno descanso. 

A nossa vitória está no descanso

Veja que o Senhor diz ao profeta que a vitória não será por força e nem por poder humano. O poder de Deus é liberado quando entramos no descanso. O descanso é a expressão mais poderosa de fé.

“Porque assim diz o SENHOR Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes.” Is 30:15

Eu aprendi pela experiência que a prosperidade e o sucesso vêm quando temos grandes ideias, e as novas ideias fluem quando estamos relaxados. A visão e os sonhos se renovam quando entramos no descanso.
Nunca pense, porém, que o descanso de Deus é o mesmo que passividade. Há uma grande diferença entre descanso e passividade. Podemos ver claramente essa diferença no exemplo da luta do povo de Israel contra Amaleque, em Êxodo 17. No verso 8, lemos:

“Então, veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim”.
Segundo a Concordância de Strongs Refidim significa: “descansos” ou “paradas” ou “lugares de descanso”.

Porque Amaleque veio guerrear contra Israel justamente em Refidim?

A palavra Refidim significa “lugar de descanso”. Amaleque sempre vem para lutar contra você no seu lugar de descanso. A palavra “Amaleque” vem de uma outra palavra hebraica, emal, que significa “dor, fardo pesado e trabalho árduo”. Veja que isso é exatamente o oposto de descanso.

O diabo e seus demônios não tem descanso

“Quando um espírito imundo sai de uma pessoa, passa por lugares áridos procurando descanso, mas não encontra onde repousar.” Mt 12:43

Em Mateus 12:43, Jesus disse que, quando um demônio sai de uma pessoa, ele procura um lugar para descansar. Isso significa que o diabo não tem descanso e seu alvo é fazer com que vivamos em preocupação, medo e angústia em todo o tempo. Eu sei que essa é uma afirmação séria, mas eu creio que os demônios não têm descanso, e quando nós mesmos vivemos atribulados e sem descanso, estamos vivendo como um demônio. O lugar que damos ao diabo é justamente uma alma que não descansa em Deus. Mas, quando entramos no descanso, nós retiramos todo espaço do diabo em nós. O inimigo não pode entrar onde existe o descanso de Deus.

Como Israel venceu Amaleque?

Diz a Palavra de Deus que Moisés subiu ao monte junto com Arão e Hur, enquanto Josué desceu ao vale com o exército para lutar contra os amalequitas. A Palavra de Deus diz que, quando Moisés erguia as mãos, Israel prevalecia, e quando ele abaixava as mãos, Amaleque prevalecia. Acontece que as mãos de Moisés eram pesadas e ele não conseguia ficar muito tempo com elas erguidas. Assim, Arão e Hur seguravam suas mãos.
O que significa isso? Arão era sacerdote, por isso ele simboliza o sacerdócio. Hur era príncipe da tribo de Judá, a tribo dos reis, por isso simboliza a realeza. Isso indica que a nossa vitória é sustentada pelo sacerdócio e pela realeza. Outra aplicação prática é que todo líder precisa de irmãos ao seu lado para prevalecer contra os inimigos.
Uma vez que Arão e Hur seguraram as mãos de Moisés, então Josué podia prevalecer contra Amaleque. Diante disso, eu pergunto: se Moisés não levantasse as mãos, Josué poderia ter vencido? Certamente não. E se não houvesse Josué lutando no vale, será que Moisés sozinho no monte venceria o inimigo? Eu creio que não. Então, é preciso haver oração e trabalho.

Descanso nunca pode significar inatividade ou passividade!

Se estou desempregado e creio que vou conseguir um emprego, eu preciso primeiro entrar no quarto e orar, como fez Moisés, mas depois é preciso sair e vencer lá no campo, como fez Josué. O descanso de Deus é sempre um descanso ativo. Deus disse que haveria guerra permanente contra Amaleque. Isso significa que essa é a única guerra para a qual somos chamados: a guerra do descanso. É a guerra para vencer a tentação de fazer as coisas em nossa própria força sem depender do poder de Deus.
Nós devemos, sim, lutar pelas almas dos homens, pelejar pela nossa casa, pela nossa família, pelos nossos filhos e cônjuge, mas essa luta precisa ser no descanso de quem sabe que a obra já foi completada.

20190409

Aquietai-vos! Parte 1. Sl 46:10. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 07/04/19



Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.” Sl 46:10

Se existe algo com o que precisamos vigiar é em permanecermos no descanso. A inquietação e angústia na alma é um sinal de que estamos nos distanciando da vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável (Rm12:2).

A exortação para o cristãos segundo Hebreus 4 é:

“Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado... Nós, porém, que cremos, entramos no descanso...” Hb 4:1-3a

Todos os que professaram a fé cristã, entraram no descanso.

Deus nos chamou para o descanso na fé

A vida cristã deve ser vivida no alivio da fé, da alegria e da confiança.

Nós não estamos isentos de problemas e aflições, porém devemos continuar crendo que por fim tudo dará certo.

Expressões do tipo: Estou cansado do meu casamento..., estou cansado desse trabalho..., estou cansado dessa igreja..., estou cansado dessa vida..., estou cansado de tudo e de todos..., pode ser um sinal de esgotamento na alma.

Eu não me refiro ao cansaço físico, pois este pode ser solucionado com algumas boas horas de sono e descanso, me refiro ao cansaço na alma, cansaço na mente.

O chamado de Jesus para você é para o descanso!

“28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mt 11:28-30

Jesus nos convida a descansar n’Ele e viver a vida cristã de maneira aliviada.

Chamados para o descanso desde criação do homem

Deus criou todas as coisas e plantou o jardim do Éden em 5 dias, no sexto dia, Ele cria Adão. Em seguida, no sétimo dia o que Ele faz? Ele descansa com o homem. Depois da obra concluída e consumada, o homem é convidado a participar da obra de Deus entrando em seu descanso.

Como Adão, nós apenas cultivamos o que Deus já plantou, apenas participamos do descanso de Deus. O homem foi criado no sexto dia. Isso indica que o primeiro dia do homem foi o sétimo de Deus, ou seja, o dia do descanso. Isso certamente aponta para o princípio espiritual de que toda a obra de Deus em nós depende de aprendermos a entrar no Seu descanso.

Vamos observar outro texto das Escrituras que nos mostra esse mesmo princípio. Quando Deus livrou o povo de Israel da escravidão do Egito e os conduziu a Canaã, ele fez questão de mencionar que o povo não teria de fazer coisa alguma. Eles entrariam em casas que não tinham construído, poços que não tinham cavado e plantações que não tinham semeado. Eles iriam participar da bênção da obra completa de Deus, da obra consumada. (Dt 6:10-11)

“10 Havendo-te, pois, o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra que, sob juramento, prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, te daria, grandes e boas cidades, que tu não edificaste; 11 e casas cheias de tudo o que é bom, casas que não encheste; e poços abertos, que não abriste; vinhais e olivais, que não plantaste; e, quando comeres e te fartares, 12 guarda-te, para que não esqueças o SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.” Dt 6:10-11

Deus fez toda obra na vida dos Hebreus quando os tirou da escravidão do Egito. O mesmo princípio se aplica à obra de Cristo. Se Adão já recebeu o jardim do Édem pronto e o povo de Israel herdou uma nação pronta, nós também recebemos uma salvação completa. Temos salvação quando descansamos no que Deus já fez por meio de Cristo. A maior de todas as bênçãos que recebemos é a salvação e ela é recebida quando descansamos. Pela fé!

Se a salvação é recebida assim pela fé, por que as outras bênçãos nos seriam dadas de outra forma? Todas as bênçãos são recebidas pelo descanso da fé. Deus deseja que vivamos no descanso porque a fé é o descanso. Por isso nos é dito que sem fé é impossível agradar a Deus! Hb 11:6

Entenda que sem o descanso da fé é impossível agradar a Deus.

Em Colossenses 2:6, Paulo diz:

“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele. Cl 2:6

Como recebemos Cristo? Não foi pelo descanso da fé? Será que precisamos nos esforçar para guardar os mandamentos da lei para sermos salvos? Não! Será que tivemos de fazer penitências e procurar agradá-LO com boas obras? Certamente não! Nós tivemos apenas de crer com o coração e confessar com a boca que Ele é o Senhor. Paulo, então, diz que precisamos andar em Cristo da mesma forma que o recebemos, ou seja, crendo e entrando no seu descanso.

Todas as bênçãos são recebidas do mesmo modo que recebemos a salvação. É a ausência dessa simplicidade que nos leva a perder a bênção voltando para a justificação pelo esforço próprio. Não tivemos de fazer nada para ajudar o Senhor a fim de sermos salvos. Hoje, participamos da obra completa do Senhor. O jardim já estava pronto para o homem, Canaã foi entregue com tudo pronto e hoje desfrutamos de uma vida cristã que já está pronta. Nós participamos da obra completa do Senhor que foi concluída há muito tempo.

Fomos chamados para viver a vida cristã no descanso pois...

“Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” Rm 8:32

Veja que o Senhor diz ao profeta que a vitória não será por força e nem por poder humano.

“Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.” Zc 4:6

O Espírito aqui é “ruwach” que é “vento”. Enquanto Deus trabalha o vento está soprando nos trazendo refrigério e descanso.

O poder de Deus é liberado quando entramos no descanso. O descanso é a expressão mais poderosa de fé...

“Porque assim diz o SENHOR Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes.” Is 30:15

1 Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. 2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” Sl 127:2

“Se o Eterno não construir a casa, a obra dos construtores não passará de frágeis cabanas. Se o Eterno não guardar a cidade, o vigia noturno não servirá pra nada. É inútil levantar cedo e dormir tarde, trabalhar como um alucinado. Você não sabe que ele gosta de dar descanso a quem ama?” Sl 127:1-2 (A Mensagem)

“Aos seus amados Ele o dá enquanto dormem”. Sl 127:2

Enquanto você descansa, Deus trabalha por você, suprindo as suas necessidades e lhe dando infinitamente mais do que você pensa ou sonha ter.

A orientação de Pedro para não perdermos a fé (descanso) é sempre lançar as nossas ansiedades sobre o Senhor.

“6 Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, 7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 8 Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; 9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.” 1Pe 5:6-9

Jesus Cristo disse instantes antes de morrer na cruz: Está consumado! Creia nisso! Tudo já está pronto. Já somos mais que vencedores no descanso da fé! 

A Fé Ativada Pela Palavra de Cristo! Rm 10:17. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 30/03/19


“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” Rm 10:17

Introdução

O poder do Evangelho consiste em viver cada momento na presença do Senhor abundantemente, para isso, precisamos ter confiança de que todos os nossos pecados foram de fato perdoados. Segundo Isaias, o pecado separa o homem de Deus, afasta-nos das manifestações de poder do Senhor.

Muitos cristãos ainda se comportam como se a responsabilidade de manterem-se perdoados coubesse a eles por intermédio das obras que fazem. É por isso que muitos carregam um perpétuo sentimento de culpa e condenação, associado ao pensamento de que perderam a comunhão com Deus até que confessem todos os pecados.

Cartas de cristãos que não entenderam o perdão baseado na justificação de Cristo

Prezado pastor,

Nos últimos treze anos tenho sido um cristão em luta. Meu problema é que nunca estou em paz e sempre estou tentando ser bom — isto é, fazendo algo para ser melhor. Tenho muito medo de cometer erros. Faço faculdade e sou crente em Cristo. Eu sempre sinto muita ansiedade, culpa e condenação. Esses sentimentos invadem a minha vida cotidiana. Não posso executar uma tarefa, ler um livro, nem ensaiar minha música sem sentir que estou sendo julgado. Há vários anos aceitei a Cristo como meu salvador, mas sinto que tudo o que faço não é suficientemente bom para meu Senhor. É difícil para mim continuar frequentando a igreja, porque me sinto alguém inferior, não tão espiritual quanto alguns de meus irmãos. Na verdade, me parece que Deus gosta mais deles do que de mim.

Olá, pastor,

Sou cristã e estou numa busca desenfreada pela aprovação de Deus guardando várias regras legalistas. Algumas vezes por conta do sentimento de incapacidade de resolver esse problema, cheguei a pensar até em suicídio.

Boa tarde Pastor,

Eu quero ser usado com mais eficácia pelo Senhor, mas me sinto tão indigno, na verdade me sinto inútil. Tive uma conversão maravilhosa, e em vários sentidos sou uma “nova criatura em Cristo”. Mas só eu sei de fato o que vai em meu coração. Eu realmente tenho alimentado muita magoa e rancor de pessoas que suponho estão me fazendo mal. Oscilo entre períodos de paz e tranquilidade com outros períodos de desavenças e problemas relacionais. Sinto que minha saúde física está sendo afetada por conta disso. Sempre me arrependo ou sinto remorso pelos pecados e em seguida fico deprimido. Eu acho que o que me irrita, mais é não estar tendo vitória espiritual.

Caro pastor,

Meu nome é... e sou missionário. Deus tem-me usado para ganhar almas. Conheço todas as respostas, todas as Escrituras, e posso citar exatamente o capítulo e o versículo de centenas de passagens da Bíblia. Mas sinto que isso tudo está em minha cabeça. Estou convicto de que O Deus a quem sirvo nunca está contente comigo e certamente não se parece nada com o Deus gracioso e amoroso em que professo crer — e que anuncio a outros. Por que não posso praticar aquilo que prego? Sinto-me um impostor. Já passei por várias sessões de aconselhamento, e Deus realizou muitas mudanças em mim. Sei que preciso abandonar a falsa pessoa “espiritual” que tentei ser durante tantos anos. Mas tenho muito medo disso, porque não sei quem eu realmente sou e o que poderei vir a ser. E possível a pessoa estar aterrorizada e entusiasmada ao mesmo tempo? Esse é minha condição. Sinceramente tento ser amoroso, mas sou tão crítico e reprovador, tão duro com a minha esposa e meus filhos. A menor falha da parte deles fico com raiva e sinto que vou explodir. Então me sinto culpado e deprimido. Minha família é muito amorosa e sempre perdoa — mas isso só toma as coisas piores. E como se a mesma história sempre se repetisse.

Bom dia pastor,

Sou motorista e meu problema é que estou lutando para não cair em um pecado que me escravizou durante anos. Parece que quanto mais me esforço, mais caio. Quando fico exausto, e desisto de tentar, aí realmente me sinto condenado. Parece uma espécie de círculo vicioso.

Muitos irmãos, pastores, líderes, etc.

Como podemos ver através desses relatos, muitos irmãos estão crendo de maneira errada a respeito do perdão de Deus. Mesmo pastores, pregadores e líderes, com títulos e credenciais eclesiásticas ainda estão confusos acerca do ensinamento do perdão.

Se você não entender que os seus pecados foram todos perdoados, dificilmente você receberá toda a graça que lhe está reservada.

Mudar a sua teologia é fundamental para que algo novo aconteça. Sua crença e valores determinam o que você vai experimentar.

Como entender o evangelho

O melhor jeito de entender o Evangelho puro e libertador é olhar o que os apóstolos pregaram na igreja primitiva. Vamos examinar o que Paulo, o apóstolo da nova aliança, pregou:

Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. 9 Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, 10 disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava.” Atos 14:8-10

Observe como o Espírito Santo descreve este homem aleijado:

Primeiro, ele estava sem força em seus pés.
Segundo, ele era deficiente desde o ventre de sua mãe.
Terceiro, ele jamais tinha andado.

O Espírito Santo usou três diferentes descrições para enfatizar que o homem não podia andar e estava enfrentando um problema aparentemente impossível de ser solucionada. No entanto, quando ele ouviu Paulo falando, ficou cheio de fé para ser curado! Ele ouviu a pregação, a pregação pela palavra de Cristo e isso ativou sua fé! Rm 10:17

Ouvir a palavra de “CRISTO” nos liberta

O homem de Listra ficou cheio de fé porque ouviu a palavra de Cristo! Algumas traduções da Bíblia constam que a fé vem pelo ouvir “a palavra de Deus”. Mas se você estudar a palavra original em grego para “Deus” aqui, verá que não está sendo utilizada a palavra Theos para “Deus”, e sim Christos, que é “Cristo”.
Observe que a fé não vem pelo ouvir a palavra de Deus, porque a palavra de Deus abrange tudo na Bíblia, incluindo a lei de Moisés. Não há liberação de fé quando você ouve os Dez Mandamentos sendo pregados. A fé vem somente pelo ouvir a palavra de Cristo. Ouvir a palavra de Cristo é ouvir a pregação e o ensino puro através da nova aliança da graça e da obra consumada de Jesus.

Somente quando Cristo é pregado a fé é transmitida. Você pode pregar qualquer texto do velho testamento, mas deve fazer isso sob a perspectiva de Jesus e de Sua graça. Sim, porque Ele estava lá. Afinal de contas, Cristo está oculto no Antigo Testamento e revelado no Novo Testamento.

Voltemos a mensagem de Paulo

Agora voltemos para a mensagem de Paulo e a pergunta que faço é: O que Paulo estava pregando? O que era tão poderoso a ponto de conceder tal fé àquele homem que o levou a crer na cura, mesmo em sua situação impossível? Com certeza Paulo estava pregando o Evangelho de Jesus, a mensagem da graça!

“Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; 39 e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.” At 13:38-39

“38 Portanto, meus irmãos, quero que saibam que mediante Jesus lhes é proclamado o perdão dos pecados. 39 Por meio dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela Lei de Moisés.” Atos 13:38-39 (NVI)

“Quero que vocês saibam, meus prezados, que é por causa do Jesus ressuscitado que o perdão dos pecados pode ser prometido a vocês. Ele realiza, naqueles que creem, tudo que a Lei de Moisés nunca pôde realizar. Mas qualquer um que crê no Jesus ressuscitado é declarado bom e justo diante de Deus.” Atos 13:36-39 (A Mensagem)

A antiga aliança estava fundamentada na justificação pelas obras (obediência aos Dez Mandamentos). Você precisava ter um bom desempenho para ser perdoado. Mas a nova aliança da graça é fundamentada inteiramente na justificação pela fé (crer em Jesus Cristo). A exigência não está mais sobre você, e sim em Cristo. Esta é a boa-nova: Todos aqueles que creem em Jesus recebem perdão de todos os seus pecados e são justificados de todas as coisas!

Temos um advogado junto ao Pai que intercede por nós

“Será que alguém poderá condená-los? Ninguém! Pois foi Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem foi ressuscitado e está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós.” Rm 8:34 (NTLH)

“Quem pois é que nos condenaria? Ninguém o poderia fazer visto que foi mesmo Cristo quem morreu e ressuscitou por nós, e se encontra sentado no mais honroso lugar junto de Deus, ali intercedendo em nosso favor.” Rm 8:34

Para todo ato de pecado há duas manifestações:

1.      Jesus intercede por nós. Rm 8:34; 1Jo 1
2.      O diabo intercede contra nós. Acusador dos nossos irmãos - Ap 12:10

Voltemos ao homem de Listra

Podemos imaginar como o homem em Listra respondeu quando ouviu Paulo anunciando que ele poderia ser justificado de todas as coisas se apenas cresse em Jesus. Quando ele ouviu Paulo pregando sobre a boa nova de Cristo, a fé veio e encheu o seu coração. Com lágrimas em seus olhos, ele deve ter ignorado suas pernas defeituosas e rejeitado cada pensamento de enfermidade. Em lugar disso, ele deve ter acreditado com todo seu coração que se cresse em Jesus Cristo, seria perdoado de todos os seus pecados. Ao ouvir a mensagem certamente ele disse: Eu creio!!! E naquele momento, ouviu uma voz forte dizendo: “Levante-se! Fique em pé!” Era Paulo dando uma ordem a ele, e antes que tivesse tempo de hesitar, ele se viu saltando sobre seus pés com alegria e, pela primeira vez em sua vida, ele andou!

O evangelho da graça transmite fé, e quando você ouvir a mensagem da cruz, a boa nova da graça, diga: Eu creio!!! Observe que Paulo não precisou colocar as mãos sobre o homem para curá-lo. Não houve apelo, ninguém foi convidado para ir a frente para receber cura. A fé para ser curado veio sobre aquele homem simplesmente ao ouvir o evangelho de Jesus Cristo.

Quanto mais revelação você tem da obra consumada de Jesus, mais recebe uma liberação de fé para qualquer situação, mesmo as aparentemente impossíveis!

O texto não menciona o nome do homem de Listra, acredito que de propósito. Para que você seja esse homem ou mulher de Pirituba, do Jaraguá, de Franco da Rocha, de São Paulo, etc.

Coloque seu nome no texto, creia e viva o mesmo milagre que esse homem experimentou!!! 

Esse é o poder do ouvir, e ouvir o Evangelho de Jesus.

É desse modo que a fé surge! Quanto mais de Jesus nós ouvimos e cremos, mais de Sua graça recebemos.
Jesus perdoou todos os nossos pecados e venceu todas as nossas lutas quando nos justificou naquela cruz, creia nisso!

O homem de listra creu e foi perdoado e curado! Não sei quem você é e nem o problema que está enfrentando, mas sei que Jesus não mudou, pois nele não há sombra de variação, Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre será! Creia agora e seja perdoado de todos os seus pecados, curado de todas as enfermidades e completamente restaurado em todas as áreas de sua vida em nome de Jesus!

Cabe aqui o apelo que Paulo fez àquele homem:

“Levante-se! Fique em pé!”

O Pai do filho pródigo. Jo 17:6. Pr. Edenir Araújo _ Culto de Celebração - 24/03/19


“Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.” Jo 17:6

Que nome foi esse
Certamente não foi elohin
Não foi El Shadai
Yave
O PAI DO FILHO PRÓDIGO

Qual foi esse nome?
Certamente não foi Elohim, ou El Shadai. Não foi um nome redentivo do tipo: Jeova Jiré (O Senhor que prove), Jeová Rafa (O Deus que cura), Jeova Nissi, (O Senhor é a nossa bandeira) Jeová Tsiquenu, esses são alguns nomes redentivos, mas certamente.

Deus é a cura, provisão, a nossa guarda, é a resposta para todas as nossas aflições. Quando ele diz eu sou a cura, ou provisão, não é que ele vai nos dar tudo isso apenas. Ele é tudo isso e nós já temos tudo isso.

Nos evangelhos você não encontra Jesus se referindo a Deus por esses nomes do Velho Testamento. Mas Jesus vem trazer um novo nome para Deus, por isso Ele disse: Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo”.

250 vezes Jesus se refere a Deus como Pai.

É por essa razão que na oração modelo, o nome é Pai e não Jeová.

Nós somos transformados quando contemplamos a Deus. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 2Co 3:18

Somos transformados quando nos encontramos com a gloria de Deus. Se não tivermos a imagem certa de Deus não seremos transformados pelo Senhor. Devemos então compreender Deus como Pai, para que sejamos plenamente abençoados.

“11 Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. 12 Quando eu estava com eles, guardava- os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” Jo 17:11-12

Conhecer a Deus pelo seu nome nestes dias é libertador e conclusivo para sermos tremendamente abençoados.

Como podemos compreeender  melhor a figura de Deus como Pai?

“11 Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. 12 O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. 13 Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. 14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. 15 Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 16 E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.
 17 Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.

20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

21 Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; 23 trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
 25 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; 26 e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. 27 Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. 28 Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; 30 vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. 31 Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; 32 era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.” Lc 15:11-32

Em Lucas 15:11-32 temos a história conhecida como parábola do filho pródigo, mas a parábola na verdade é a respeito do pai. O alvo do Senhor ali é nos revelar não o caráter débil do filho pródigo, ou do irmão do filho pródigo, mas o caráter do Pai.
Nessa parábola o pai divide a herança com seus dois filhos (15:12). O fato do filho mais novo pedir a herança com o pai ainda vivo é uma forma de desejar a morte do pai. Mesmo assim o pai graciosamente dividiu com eles a herança.
Na cultura judaica o filho mais velho tinha direito a 66% da herança, uma porção dobrada em relação ao irmão mais novo. Mesmo tendo uma herança tão grande o filho mais velho nunca desfrutou dela.
O mais novo saiu pelo mundo e gastou todo o seu dinheiro em orgias e bebedices. Quando não tinha mais dinheiro os seus amigos o abandonaram e ele se tornou um cuidador de porcos, a profissão mais indigna para um judeu.

Num dia ele caiu em si e disse:

“Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai” (15:17-20).

Em nenhum momento ele se importou por ter partido o coração do seu pai. Em hora alguma ele se preocupou com o pai, mas apenas consigo mesmo. Ele voltou porque tinha fome e não porque estava arrependido. A barriga o levou de volta para casa.

Mas mesmo assim o pai ansiava pelo filho perdido. E nesse momento temos o retrato do nosso Pai. O mundo está clamando pelo amor do nosso Pai.

“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Lc. 15:20-21

Quem supostamente poderia estar irado e desapontado era o pai, mas em vez disso ele estava cheio de compaixão e perdão.

No entanto o irmão mais velho ficou irado de fora da festa. Ele vivera toda a sua vida tentando merecer o amor do pai, mas tudo já era dele, contudo ele nunca desfrutou de nada. Nunca saiu da casa do pai, mas ainda assim não conhecia o amor do seu pai. Não olhe para a sua performance, olhe para a graça do Pai. O pai, porém, estava cheio de alegria pela volta do filho.

O Pai da parábola agiu de acordo coma sua natureza, e não de acordo com o que o filho merecia.

O pai da parábola que representa Deus, estava em todo tempo preocupado com seu filho. E mesmo que aquele jovem não merecesse, seu pai estava disposto a abençoá-lo. O pai não estava fazendo algo por causa da atitude de seu filho, mas por seu caráter paterno cheio de amor e compaixão.

A ESMOLA DE ALEXANDRE O GRANDE

Conta-se que Alexandre o Grande certa vez foi abordado por um mendigo pedindo esmolas. Imediatamente ele lhe deu duas moedas de ouro. O seu escudeiro vendo aquilo lhe questionou: “por que dar duas moedas de ouro se duas moedas comuns satisfariam a necessidade do mendigo?
Alexandre então respondeu: “duas moedas comuns são apropriadas para a necessidade do mendigo, mas duas moedas de ouro são apropriadas para a grandeza de Alexandre.
Eu o favoreci não pelo que ele merece, mas pelo minha grandeza e poder.”



Deus nos supre segundo a sua riqueza em glória

Deus nunca nos prometeu suprir-nos de acordo com a nossa necessidade, mas ele prometeu nos suprir de acordo com a sua riqueza em glória (Fp 4:19).

“19 E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. 20 Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” Fl 4:19-20

Deus não nos perdoa de acordo com os limites de nosso arrependimento ou confissão, mas ele nos perdoa de acordo com a riqueza de sua graça. Ef 1:7

“6 para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado; 7 em quem temos a redenção pelo seu sangue, a redenção dos nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça, 8 que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência, 9 fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs 10 para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.”

Vencendo o medo pelo poder da fé. Sl 34:4. Pr. Edenir Araújo. Culto de Celebração - 16/02/20

Meses atrás , eu e minha esposa estávamos indo de carro para Poá, quando percebi que o marcador de combustível estava na reserva. Quando a...