20160929

Removendo as raízes do engano. Gn 3:6-10. Pr.Edenir Araújo - Culto de celebração - 25/09/16

“6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 7  Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8  Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. 9  E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10  Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.” Gn 3:6:10

Quero usar esse texto para tratar de três raízes que obstruem o crescimento normal da vida cristã. Para isso eu gostaria de comparar nossa vida há uma planta. Podemos fazer isso baseados na Bíblia, pois em várias passagens vemos o homem sendo comparado a uma árvore. Sl 1:1-3;

“E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.” Gn 1:22

"1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. 3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.” Sl 1:1-3

“O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano.” Sl 92:12

Em João 15, Jesus diz que Deus Pai é o agricultor, ele é a Videira Verdadeira e nós somos seus ramos com o desígnio de frutificar. Assim podemos comparar o homem com uma planta ou árvore.

Brotos ou folhas doentes

Em algumas plantas os brotos não desenvolvem. Em outras as folhas murcham e secam. A primeira ação que as pessoas tomam é de arrancar as folhas murchas ou secas. Todavia depois de algum tempo, percebe-se mais folhas doentes nascendo naquele mesmo galho ou planta. É ai que descobrimos que o problema não está nas folhas, mas certamente na raiz. A doença não está na aparência, mas abaixo da superfície nas raízes. Para resolver o problema dessa planta precisamos tratar das raízes.

Quando lidamos com qualquer problema, precisamos entender que os mesmos tem causa e efeito. O maior problema das pessoas é que querem resolver seus problemas lidando com o efeito apenas. Isso é paliativo momentâneo. Para resolver de vez os problemas é preciso lidar com a causa do problema tratando da raiz do mesmo.

A maior parte de nossos problemas possui uma raiz, uma causa que geralmente está bem abaixo da superfície, por isso normalmente não temos consciência dela. Se não atentarmos para isso, vamos lidar apenas com aquilo que vemos na superfície. É por isso que por muitas vezes alguns problemas se repetem nas nossas vidas. Se a planta está doente não adianta apenas cuidar de suas folhas ou tentar nutri-la melhor, é preciso escavar a raiz para descobrir a origem do problema.

Do mesmo modo, as doenças crônicas, os problemas conjugais, a depressão, a ansiedade e os problemas financeiros são como as folhas de uma planta doente. Nós podemos arrancar as folhas doentes e tirar os brotos com defeito, mas será uma questão de tempo para que a doença se manifeste novamente.

Por vezes lidamos só com a aparência externa das coisas e esquecemos que a planta tem raiz e possivelmente a doença está lá em baixo, na raiz.

Daí é preciso escavar para compreendermos que tipo de problema pode estar nas raízes.

Baseados no texto de Gênesis 3:6-10, existem três raízes do engano, raízes malignas que precisam serem removidas para termos saúde e vivermos de acordo com a vontade de Deus.  

Pode ser que você nem tenha atentado para essas raízes, mas saibam que a maior parte dos problemas da vida cristã estão nessas coisas ocultas. As nossas maiores dificuldades para vivermos uma vida cristã abundante, respondendo a Deus na liderança e no discipulado geralmente estão nessas três raízes. Entenda raízes como crenças. Uma crença errada pode fazer tudo dar errado na vida de alguém.

Voltando ao texto de Genesis 3, qual é a primeira raiz do engano?

1.      Vergonha e a culpa

“Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.” Gn 3:8

Basicamente a vergonha é a consciência da culpa. A vergonha está associada a culpa. Alguns acham que a vergonha é uma coisa boa ou virtude, mas não é. A vergonha na verdade é a consciência da culpa e acusação. Você já pensou na sua desqualificação para o exercício da sua função familiar.

O maior problema da culpa é que ela te prende ao passado, e isso de fato é uma barreira intransponível.
Uma pessoa culpada está presa ao passado e isso não pode mudar. Algumas pessoas vivem se lamentando dizendo: “Se eu tivesse estudado eu teria uma vida melhor.” Outros dizem: “Por que eu fui me casar com beltrano”. Outros ainda pensam: “Ah se eu pudesse voltar atrás...”.

Veja que esses são pensamentos corriqueiros que temos comumente, mas que não provém do Senhor. Deus não alimenta um registro de faltas e pecados. Ele não tem prazer arquivar pecados, juntar provas contra você como se fosse um advogado de acusação. 

A culpa te impede de servir a Deus

Muitas pessoas dizem: “Eu sou muito pecador para servir a Deus”, ou “Deus não vai me prosperar, pois cometo muitos pecados”. “Eu não sou digno de falar do amor de Deus, pois sou muito pecador.”

Meu Deus... como o Senhor pode me usar.

Foi exatamente isso o que aconteceu com Adão e Eva. Eles se sentiram indignos de estarem com Deus por conta do pecado cometido. Por isso fugiram.

Isso aconteceu por que eles olharam para si mesmos.

Adão e Eva olharam para si mesmos, olharam para as suas más obras... Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si... Por conta disso sentiram culpa. E o pior, tentaram se justificar pelo seu esforço próprio.

E o que produz no homem a consciência de culpa?

Muitos pensam que é o pecado que gera a culpa, mas na verdade é a lei. Só há culpa onde há lei. Legalista é qualquer um que vive com base no seu merecimento. A lei produz a culpa. Tinha lei no Édem?

Se o diabo queria destruir o homem por que ele não tentou Eva a matar Adão?

Simplesmente porque a única lei era não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Não existia a lei “não matarás”.  “A única lei era não comeras”.

Ele só pode tentar com base na lei. A lei está errada?  Não! Não há nada de errado com a lei, a lei é como um espelho que reflete as nossas imperfeições. Ninguém quebra o espelho por que descobriu através dele que tem uma espinha. Isso não é sadio e nem coerente.

O maior problema foi adão tentar se justificar com a folha de figueira. Jesus teve um incidente com uma figueira. Mt 24 diz que a figueira é um símbolo de Israel por outro lado a folha de figueira significa justiça própria ou humana. A regra da Primeira menção diz que a folha de figueira representa a justiça própria, representa o esforço do homem para tentar resolver o problema da culpa e da vergonha.

Deus quer remover a raiz da culpa e da vergonha em Jesus. Só Jesus pode remover a culpa e a vergonha.

Deus não aceitou o trabalho das mãos do homem (justiça própria), mas vestiu Adão e Eva com peles de um animal (justificação pela graça). Aquele primeiro sacrifício ou animal sacrificado no Édem apontava para Cristo. Pois Hebreus prefigura a morte do Cordeiro que é Jesus. Já no Edem, o Senhor já demonstrava seu desejo de lavar seus pecados e apagar seu passado através do sangue de Jesus.

Aqueles que estão em Cristo são nova criatura e as coisas velhas se passaram e tudo se faz novo.

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Co 5:17

No grego, a palavra “novas” é “Kainós” que significa “recentemente feito, fresco, recente, não usado, não surrado, sem precedente, novo, recente, incomum, desconhecido”.

Não há culpa e vergonha para que nasceu de novo. Toda sentença só pode ser aplicada quando se tem um relato do passado. Se não há passado, não há sentença! Seus pecados foram perdoados e apagados, esquecidos na crus de Cristo.

Hoje, vamos remover a raiz da vergonha e da culpa vestindo-nos de Cristo!

Vamos para a segunda raiz do engano

2.      Medo

“9  E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10  Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.” Gn 3:9

A vida de muitos cristãos é completamente cheia de medos. Conheço muitos irmãos que vivem atormentados com medo de Deus não ouvir a sua oração, medo do amanhã, medo de casar, medo de liderar célula. Tememos o futuro porque pensamos que nossos planos serão frustrados. Tememos amar e não ser correspondido. Tememos compromissos, pois pensamos que não seremos suficientemente capazes de honrá-los. Tememos os desafios do ministério pois no fundo falta-nos fé em Deus. Tememos medo de correr riscos. Tememos depender tão somente de Deus e de seu poder, por isso nos esquivamos de viver a vida cristã de acordo com a vontade de Deus. Acredite todo o medo é proveniente da falta de conhecimento do quanto somos amados.

No fim desse raciocínio, o medo que temos é o medo da morte.

O medo de Adão era o medo da morte. Adão achou que Deus iria mata-lo, pois ele não morreu quando comeu do fruto e concluiu que Deus iria mata-lo. As pessoas correm e tem medo de Deus, pois pensam que Deus irá derramar da Sua íra.

Deus não foi atrás de Adão para fulmina-lo, mas para perdoá-lo através de seu amor incondicional.

Deus é amor!!!

Deus é amor, mas também é justiça! Esses são os irmãos justiceiros. Para estes, Deus tem de se manifestar em justiça fulminando a todos os pecadores. Esses irmãos estão na lei, ainda não experimentaram a graça. Certamente não foram justificados pelo sacrifício de Cristo.

Deus já fez justiça em Jesus. Ele nos justificou e hoje nós somos justificados em Cristo.

O amor é definido no Novo Testamento não como o nosso amor a Deus, mas o amor dele por nós. Temos ouvido muitas pregações dizendo que temos de amar a Deus.

Mas como podemos fazer isso? Obedecendo a lei! Mas será que alguém consegue cumprir a lei? Não! Enquanto acharmos que devemos amar a Deus estamos vivendo na base da Lei. Se for apenas um mandamento jamais conseguiremos cumpri-lo. Como já disse, ninguém jamais conseguiu cumprir a lei.

O primeiro mandamento da lei era o homem amar a Deus.

“1 Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir; 2 para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados. 3 Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os cumprires, para que bem te suceda, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o SENHOR, Deus de teus pais. 4 Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. 5 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.” Dt 6:1-5

Isso pode ser visto no Novo Testamento na resposta que Jesus dá ao Fariseu quando foi questionado pelo mesmo.
“34 Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. 35 E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: 36 Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? 37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38 Este é o grande e primeiro mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” Mt 22:34-40

Você percebe agora por que nenhum homem conseguiu cumprir a lei???

Voltando a raiz do medo, podemos dizer que o medo é a ausência do amor de Deus por nós.

“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” 1Jo 4:10

A única maneira de lançar fora o medo é experimentando o perfeito amor de Deus por nós.

No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” 1Jo 4:18

Anular a raiz do medo não é uma questão do quanto eu amo a Deus, mas do tamanho do amor de Deus por mim. Se eu falo que amo a Deus eu estou cumprindo a Lei, mas se eu falo que sou amado eu estou na graça.

“17 Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. 18 No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. 19 Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” 1Jo 4:17-18

A raiz do medo vai sair quando você descobrir que é amado.

Preste atenção, removemos a primeira raiz que é a vergonha e culpa compreendendo que o Cordeiro já morreu e nos cobriu e já não há mais condenação ou culpa. Agora quanto ao medo precisamos ter os olhos abertos para perceber que o ponto central do Novo Testamento é o amor, mas o amor de Deus por nós e não o nosso amor por Ele. Nosso amor por Ele será apenas uma resposta do amor que recebemos.

Quanto entendermos que somos amados, e o quanto somos amados, mais nós o amaremos.

João, o discípulo amado.

O apóstolo João era o discípulo a quem Jesus amava. João é conhecido como o discípulo amado. Sabe quem disse isso? Ele mesmo! Ele se identifica dessa forma no seu evangelho. Não há menção nos outros evangelhos sobre João ser o discípulo amado. Ele mesmo foi quem disse ser amado em João 13:23; 19:26.

“Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava...”. Jo 13:23

“Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho.” Jo 19:26

Se falamos que amamos a Deus estamos cumprindo  Lei, mas se declaramos que somos amados nos colocamos debaixo da graça por que ele nos amou primeiro.

Não é por acaso que João foi o único discípulo que não negou e nem abandonou o Senhor. Ele descobriu que era amado e por conta disso permaneceu íntegro até o fim. João foi o único dos 12 que não morreu violentamente. Morreu de morte natural exilado na ilha de Patmos.

Doutra sorte, Pedro negou o Senhor.

Pedro representa aqueles que se apóiam eu seu próprio amor pelo Senhor, por isso ele rapidamente disse: “por ti darei a própria vida!” Jo 13:37-38

“37 Replicou Pedro: Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a própria vida. 38 Respondeu Jesus: Darás a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo que jamais cantará o galo antes que me negues três vezes.” Jo 13:37-38

João porem estava reclinado no peito do Senhor e perguntou quem era o traidor. Somente João soube quem trairia a Jesus. Jo 13:23

Aquele que se gloriava no seu amor pelo Senhor pediu para aquele que se gloriava em ser amado pelo Senhor.

Aqui vemos dois estilos de vida. No final João estava ao pé da cruz, mas Pedro negou a Jesus. Com qual deles gostaríamos de nos identificar? Não confiamos em nosso próprio amor pelo Senhor, mas descansamos no Amor Dele por nós.

O nosso próprio amor é lei, mas o amor Dele é graça. Por isso precisamos entender a diferença entre a lei e a graça. A lei condena o melhor de nós, mas a graça perdoa o pior entre nós.

No Antigo amar a Deus era um mandamento, você tinha de dar amaor, mas agoa no novo é uma dádiva, é ser amado.

Você só vai entender o quanto você é amado no dia em que vcê entender o quanto o Pai ama a Cristo.

João viveu mais por que era amado. João foi privado de violência por que descobriu que era amado. Jogaram ele num tacho gigante de óleo quente e ele saiu nadando de braçada. Ele morrreu de velhice na ilha de Patmos. O medo encurta a vida por que gera muita doença. Mas quando sabemos que somos amados.

20160920

5 motivos para você orar até que algo aconteça! 1Ts 5:12-17. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 19/09/16

“12 Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; 13 e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros. 14 Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. 15 Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos. 16 Regozijai-vos sempre. 17 Orai sem cessar.” 1Ts 5:12-17

Queridos, Deus sempre quis relacionar com o homem. Na verdade, ele nos criou porque sempre quis ter uma família.

Vemos o anseio de Deus em relacionar com o homem, na experiência do Edem. Todos os dias na viração do dia (18hs) Deus vinha ter com o homem. Todavia, houve um dia que Deus não encontrou o homem, pois este havia traído o Senhor. Ainda assim, Deus não desistiu de sua mais expressiva criação.

Deus foi atrás do homem para restaurar seu relacionamento. Foi assim com Adão, Caim e outros tantos personagens bíblicos que se afastaram do Senhor. Deus é relacional e sempre vai insistir no relacionamento com os homens. Deus sempre priorizou o relacinamento com o homem. 

Existem meios de relacionarmos com Deus. Ler a Bíblia é uma maneira de relacionarmos com o Senhor. Obedecer a vontade de Deus também é uma forma de relacionar com Ele. Todavia, a oração é o principal meio de relacionarmos com o Senhor. Essa é a razão de Paulo escrever aos Tessalonissenses: “Orai sem cessar”. 1Ts 5:17

Por que devemo orar sempre e sem cessar?

1.      Porque Deus sempre estará pronto pra te ouvir e responder suas orações

Enquanto medito nessa palavra, lembro-me de um pastor que visitou o Museu de Kisington na Inglaterra, e achou muito interessante um quadro que retratava um nobre numa sala de espera aguardando a sua vez de ser recebido por um grande rei. Intrigado com o quadro, escreveu em seu diário: “O Senhor nosso Deus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, nos recebe em audiência a qualquer momento do dia sempre pronto para nos abençoar”. Que santo privilégio!

Quantas vezes temos de esperar para falar com alguém importante? Dias atrás, fiquei 40 minutos numa sala de espera para ser atendido por uma autoridade. Essa não foi uma boa experiência. Você já deve ter sido forçado a esperar para ser atendido numa ligação de telefone, e se passou por isso, sabe que é muito desgastante. Alguém já me disse que detesta fazer uma ligação e ser atendido por uma secretária eletrônica. Que grande bênção é o fato de Deus não ter uma secretária eletrônica! Nós temos uma linha direta que nos liga a Deus. Em nome de Jesus, temos acesso constante à presença e poder de Deus. Essa é a nossa confiança.

O escritor aos Hebreus diz que podemos nos aproximar de Deus pela fé, orando e confiando no sacrifício de Cristo. “16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hb 4:16
Ele quer nos abençoar! Mt 8

2.      Porque a oração sempre te levantará, te colocará para cima.

 “1 Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? 2 O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” Sl 121:1-2
Deus sempre quis que o homem olhasse para cima.

Quando Deus mandou Noé construir a Arca, Ele orientou que se fizesse apenas uma janela, que deveria ficar na parte de cima da Arca, como uma escotilha. Foi assim para que o homem não tivesse uma visão horizontal e desoladora, mas olhasse para o alto, de onde certamente viria o socorro. Deus não queria que Noé e sua família olhassem para a morte e destruição ao derredor, mas firmassem seus olhos no alto.

Em Mateus 14, quando o Senhor multiplicou os pães e os peixes, ele não olhou horizontalmente para o tamanho da multidão e a limitação dos recursos. Os discípulos se enfraqueceram, pois olharam cinco pães e dois peixes, mas o Senhor não. Ele ergueu os olhos para o céu, orou e deu graças, porque a graça vem do alto. Quando oramos, olhamos para cima crendo no Senhor, é dessa forma que podemos experimentar provisão. Mesmo que alguém orando ao Senhor, esteja de cabeça baixa, os olhos do seu coração e seus pensamentos estão voltados para o alto, de onde sabe que virá o socorro.

Orar é levantar os olhos ao alto, e é uma chave que abrirá os céus e fará chover bênçãos sobre nós.
Quem olha para o alto tem menos chances de desenvolver patologias psicossomáticas. Certamente a decisão de orar, é também a decisão de olhar para o alto, e isso nos faz bem e revigora nossas energias. “1 Elevo os olhos para os montes (e oro): de onde me virá o socorro? 2 O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” Sl 121:1-2

3.      Por que a oração resolverá todos os seus problemas

“E todas as coisas, tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.” Mt 21:22

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” Jo 14:13,14.

“Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.” Jo 15:16

“Naquele dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade eu vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi, e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.” Jo 16:23,24

“Porque em verdade vos digo que todo aquele que disser a este monte, sê removido, e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que as coisas que ele diz devem vir a passar, ele terá tudo o que ele diz. Portanto, eu vos digo que tudo quanto pedirdes, quando orardes, crede que recebestes, e será vosso. Mc 11:23,24

4.      Porque a oração move a mão de Deus

A fé nos trás presença de Deus, mas a oração nos trás as obras de Deus.

“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir..” Is 59:1

Há uma ligação direta entre os ouvidos e as mãos, entre a oração e as obras. Jabez sabia disso, por isso ele orou: “Que seja comigo a tua mão...”.

“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. 10 Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.” 1Cro 4:9-10 (ARA)

Palavras manifestam a obra de Deus. O Diabo não está muito preocupado com o tamanho da sua fé, mas com sua disposição pra orar.

Quem ora para que as fronteiras se alarguem, precisa pedir a proteção das mãos de Deus. Pois os desafios serão maiores, e as lutas mais ferrenhas. Para realizarmos a obra de Deus precisamos clamar como Jabez fez em seu terceiro apelo: “que seja comigo a sua mão”.

“Para que todos os povos da terra conheçam a mão do Senhor, que é forte, para que temais ao Senhor, vosso Deus, todos os dias.” Js 4:24

Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir.”   Is 59:1

Em Atos o sucesso da Igreja é atribuído a mão do Senhor.

E a mão do Senhor era com eles, e grande número creu e se converteu ao Senhor.” At 11:21

5.      Porque orar sem cessar mostrará onde está a sua confiança.

Pessoas que não oram na verdade não confiam em Deus.

Jesus orou muito durante todo seu ministério.

Muitos problemas podem ser evitados por meio da oração, e situações adversas podem ser transformadas em bênçãos por meio da oração. Veja o que Tiago disse a respeito da nossa oração: “... a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Tg 5:16b

Jesus é o nosso maior exemplo de oração. Ele orava frequentemente em público e em particular. Jesus orou em seu batismo, no deserto, antes de escolher os apóstolos, orou a sós, longe das multidões, no monte da transfiguração, no jardim do Getsêmani, e em outros tantos lugares.


Jesus orou muito em seu ministério terreno porque a sua confiança estava em Deus.

20160908

O poder de crer e confessar. Parte 2. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 04/09/16

Entendendo a fé...

1.  A fé é um espírito (2Co 4:13)

“Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos...”. 2Co 4:13

Veja que a fé não é questão de fórmula, mas de espírito. Paulo diz que temos o mesmo espírito de fé de Abraão, Moisés ou Davi. Sendo a fé um espírito, ela é contagiosa e por isso pode se espalhar.
Você deve se lembrar do dia em que os doze espias foram enviados para espiar a terra de Canaã. Depois de quarenta dias, eles voltaram e dez deles disseram:

“Não podemos conquistar essa terra. As muralhas são muito largas, os gigantes, muito altos, e nós somos muito pequenos”. Mas dois deles, Josué e Calebe, disseram: “Vamos conquistar a terra, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o SENHOR é conosco; não os temais”. Nm 14:9

Toda a nação acreditou nos dez espias e, por causa disso, morreram no deserto; mas, a respeito de Calebe, o Senhor disse que nele havia um espírito diferente.

“Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá.” Nm 4:24

O que havia em Calebe e Josué? Havia um espírito de fé. Que o Senhor possa dizer a respeito de nós que temos um espírito diferente.

Quando cremos e falamos, liberamos o espírito da fé!

Na segunda parte de 2 Coríntios 4:13, Paulo diz: “Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos”. A nossa fé é liberada em nossas palavras. Simplesmente não podemos crer em silêncio. Se você crê em algo, fale em voz alta.

A maneira como exercitamos fé é bem simples: nós cremos e falamos. Como recebemos a salvação? 

É claro que é pela fé. Mas como exercitamos essa fé? Simplesmente crendo com o coração e falando com a boca. Rm 10:10

“Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” Rm 10:10

A maneira como recebemos todas as bênçãos é da mesma forma como recebemos a maior de todas – a salvação.

“Ora, como recebestes Cristo Jesus (salvação), o Senhor, assim andai nele (outras bênçãos)...”. Cl 2:6

Tudo o que o Senhor conquistou na cruz é nosso, mas por que alguns crentes desfrutam de mais bênçãos que outros? Será que é por que o Senhor dá mais para uns que para outros? Claro que não! A maneira como recebemos todas as bênçãos do Calvário é a mesma como recebemos a salvação: crendo e falando.

2. A fé é uma expressão verbal. Fale ao monte! (Mc 11:12-14; 20-23)

“12 No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. 13 E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. 14 Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto.” Mc 11:12-14

“20 E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. 21 Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou. 22 Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; 23 porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.” Mc 11:20-23

Afinal de contas, por que Jesus amaldiçoou aquela figueira já que não era tempo de figos?

Deixe-me compartilhar algumas coisas sobre figueiras em Israel. Durante o inverno, as figueiras perdem suas folhas e então, na primavera, as folhas brotam novamente. Quando as folhas voltam, todos sabem que dentro de mais seis semanas o tempo dos figos estará chegando. Mas comumente, no tempo quando as folhas brotam, também brotam os figos temporãos. Era por esses figos que o Senhor estava procurando. Mas se uma figueira não tinha esses primeiros figos temporãos, isso demonstrava que, seis semanas depois, não haveria figo nenhum. Seria essa uma razão pela qual Jesus teria amaldiçoado a figueira? Pode ser que sim. Todavia eu penso que houve outra razão para Jesus amaldiçoar aquela figueira. Para explicar isso vamos recorrer a regra da primeira menção.
As folhas da figueira foram mencionadas pela primeira vez quando Adão e Eva tentaram fazer cintas ou roupas para se cobrirem (Gn 3:7). Assim, a folha de figueira, simboliza a obra humana procurando ter justiça própria diante de Deus. É um esforço humano para tentar cobrir o pecado sem o sangue de Jesus. A figueira com folhas sem frutos aponta para isso e por isso foi amaldiçoada por Jesus. Nosso esforço próprio anula a graça. Nós não podemos ser justificados por obras e sim por fé. Hebreus nos diz que somos justificados pela fé nas obras de Cristo!

Mas o que queremos enfatizar hoje é a forma como o Senhor ministrou fé.

Não é normal falar com árvores, mas foi exatamente o que o Senhor fez. Isso significa que podemos falar com demônios e eles fugirão, podemos falar com a tempestade e ela vai se acalmar, podemos falar com a doença e ela vai sair. Esta é a maneira bíblica de expressarmos fé.
Foi exatamente este o ensino do Senhor: “ ... se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.. É preciso falar ao monte. Devemos falar às nossas circunstâncias.

O monte pode ser qualquer coisa que se oponha diante de você. Pode ser uma enfermidade, um problema financeiro, um obstáculo ou qualquer outra coisa. Gostamos de falar com Deus a respeito da montanha, mas o Senhor disse que devemos falar ao monte.

O que o Senhor nos ensina é o mesmo que Paulo disse: “Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei”. 2Co 4:13. Não podemos exercer fé em silêncio. É preciso liberar a palavra (Pv 18:1).

3.  A fé deve estar nas obras de Cristo

“Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” Tg 2:17

A Palavra de Deus não diz que a fé sem obras é morta? Este é um texto bíblico que tem sido muito abusado.

Fé é a moeda do céu, é o que de fato tem valor diante de Deus. Mas frequentemente o inimigo enviará alguém para lhe dizer que crer e confessar não é o suficiente, você deve fazer alguma coisa. Certamente, ele lhe dirá que, antes de exercitar fé, você precisa ter uma vida santa. O inimigo lhe dirá: “Você tem problemas com a ira e também com a impureza, como você acha que apenas crer e falar será suficiente? A verdade é que ele está com medo de que você comece a andar em fé.
Quando passamos a acreditar que crer e falar não é o suficiente, então concluímos que precisamos ter alguma ação, alguma obra. Creio que esta tem sido a causa de muitos problemas espirituais na vida de homens de Deus.

Exemplos de pessoas que não creram e confessaram apenas...

Por acreditar que confessar e crer não era suficiente, um homem com diabetes resolveu parar de 
tomar insulina. Infelizmente, ele não viveu muito tempo. Um pastor achou que confessar e crer era insuficiente e resolveu fazer uma grande dívida para comprar o prédio da igreja. Lamentavelmente, seu ministério faliu. Um irmão solteiro creu e confessou, mas não sabendo esperar casou com a primeira irmã que atravessou por seu caminho. O que era uma promessa dos céus se tornou um inferno na terra.

O que havia de errado com essas pessoas? Elas deixaram de exercitar fé da maneira de Deus e resolveram agir na força humana. O resultado foi o inverso que esperavam.
Mas Thiago não disse que devemos ter um comportamento coerente com a nossa fé? É claro que sim! Se estou orando por chuva, é melhor comprar um guarda-chuva. Se estou orando por um carro, então preciso começar a aprender a dirigir. Mas eu não vou sair e comprar um carro sem dinheiro. Quando ajo assim, estou tentando fazer algo acontecer na minha força.

Thiago disse que a fé sem obras é morta. Que obras são essas?

As pessoas já nem atentam para o contexto em que Tiago disse essas palavras.
Alguns usam esse texto para dizer que a fé só tem valor se praticarmos também a lei. Há duas ilustrações que Tiago usa ao fazer essa afirmação. Primeiro, ele fala de Abraão prestes a sacrificar Isaque, e depois, de Raabe recebendo os espias. Abraão estava prestes a matar, e Raabe teve de mentir para proteger os espias. Não são, portanto, boas ilustrações para sancionar os dez mandamentos.

Tiago pergunta: “Não foi por obras que Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque?” Evidentemente, ele não foi justificado diante de Deus. Muito antes de Abraão ter um filho, Deus já o havia justificado diante dele. Gênesis 15:6 diz que Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça. Vinte anos depois, ele oferece Isaque no altar. Isso já não era justificação diante de Deus, mas diante dos homens.

Ambos, Abraão e Raabe são parte da genealogia de Jesus. Abraão é o nosso pai na fé e Raabe foi bisavó de Davi. Aparecem na genealogia de Jesus. São duas pessoas que pela fé chegaram a contrariar a lei. Isso nos fala que o padrão da obediência em fé é maior que as obras meritórias. Abraão e Raabe são expressões de fé. A fé é a ferramenta essencial para atrairmos o céu na terra. As obras são sempre meritórias e nos afastam do favor de Deus.
Que obras são essas mencionadas por Thiago?
Na carta que Jesus dita à igreja de Tiatira, Jesus disse:

“Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações.” Ap 2:26

Todos nós temos uma justiça diante dos homens e uma justiça diante de Deus. A nossa justiça diante de Deus é pela fé, mas a nossa justiça diante dos homens é segundo as nossas obras feitas em fé. Isso é graça!

“Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” 1Co 15:10

A verdade é que fé e obras são conceitos opostos. O padrão de fé de Jesus é: “Creia e fale! Creia e confesse!” Não é: “Creia e faça alguma coisa!” Quando Deus criou todas as coisas, ele apenas falou. Não houve uma ação correspondente. Ele não falou e depois fez alguma coisa. Este é o tipo de fé segundo Deus.

Todas as vezes que alguém nos diz que crer e falar não é suficiente, o resultado é que paramos de falar e o fluir também cessa. A fé também é bloqueada quando pensamos que só podemos confessar se tivermos uma vida completamente santa.

Mas a santidade é recebida pela fé do mesmo modo que a salvação. Não é uma questão de performance, mas de fé. Pedro, explicando aos irmãos de Jerusalém sobre a conversão de Cornélio, disse que o coração deles tinha sido purificado pela fé (At 15:8-9).

“8 Ora, Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também a nós nos concedera. 9 E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração.” At 15:8-9

Paulo diz que Cristo se tornou para nós salvação e santificação. Então, não é uma questão de performance, mas de ter a presença dele em nós (1Co 1:30).

Uma vez que entendemos que somos santos nele, temos ousadia para crer e falar. E, quando exercitamos fé dessa maneira simples, vemos a manifestação do poder de Deus.