20150526

Atos, uma história inacabada! Parte 9 - Deus só usa os que não são! At 9:13-15. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 24-05-15

10 Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor! 11 Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando 12 e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista.  13 Ananias, porém, respondeu: Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; 14 e para aqui trouxe autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome.
15 Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; 16 pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” At 9:10-15

A Bíblia está cheia de relatos extraordinários que foram realizados por pessoas simples e comuns. Pessoas que não tinham nada de extraordinário, mas que foram instrumentos nas mãos de Deus para realizarem feitos que nunca haviam acontecido.

A pergunta que surge é: Por que Deus age desta forma? Porque Deus se utiliza de pessoas simples? A resposta é simples e direta:
Deus gosta de usar pessoas improváveis, os que não são... que da perspectiva natural aparentam defeitos ou fraquezas. Na verdade todo mundo tem fraquezas ou defeitos, pois neste mundo não existe ninguém perfeito, por isso mesmo Paulo deixou claro que todo homem está sujeito a quedas por suas próprias debilidades. Ele disse:

“Aquele que pensa que está de pé, cuide para que não caia.”

Todos nós temos debilidades em nossa vida, seja ela de ordem física, emocional, intelectual ou mesmo espiritual.

Ø  Defeitos de ordem física: Nariz ou orelha grande, perna de alicate, estrabismo, gagueira, surdez, mudez, corcunda etc...
Ø  Defeitos de ordem emocional: Solidão, medo, melindre, amargura, ciúmes, inveja, ódio, tristeza, etc...
Ø  Defeitos de ordem intelectual: Dificuldade para aprender, para memorizar, raciocinar etc.
Ø  Defeitos de ordem espiritual: Perturbação, opressão, depressão etc.

Veja que todos nós, temos algum defeito ou problema, e normalmente, negamos nossas fraquezas, as defendemos, damos desculpas, escondemos, não queremos que ninguém saiba, pois, achamos que o fato dos outros saberem sobre isso nos deixará muito vulneráveis e não seremos bem aceitos na sociedade e nem mesmo na igreja.

Todavia, Deus tem uma perspectiva totalmente diferente de nossa fraqueza. Enquanto imaginamos que Deus quer usar somente nossos pontos fortes, ignoramos que Ele quer usar também nossos pontos fracos para a Sua glória.

Suas fraquezas não são um acidente, foi Deus que permitiu que fossemos criados assim, a fim de demonstrar o Seu poder através de cada um de nós. Aliás, Deus nunca fica impressionado com a força e auto-suficiência, pelo contrario, Ele é atraído por pessoas que são fracas e que principalmente admitem isso.

Vejamos na Bíblia alguns improváveis que Deus escolheu para realizar seus feitos.

1.      Moisés (Ex 3:10-11)

“10 Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. 11 Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” Ex 3:10-11

Este homem foi escolhido por Deus para ser o libertador de Israel. Mas ele era fraco, e sua primeira fraqueza era seu complexo de inferioridade, pois quando Deus o chamou (v. 10), Moisés respondeu: “quem sou eu para que vá a Faraó, e tire do Egito os filhos de Israel?”.

A outra fraqueza de Moisés era o seu temperamento. Antes de ter uma experiência pessoal com Deus; Moisés demonstrou braveza, impaciência e teimosia. Quando ainda estava no Egito, ao sair para visitar os seus irmãos; na primeira visita matou um egípcio Ex 2:11-12. Na segunda visita tenta fazer um acerto entre dois hebreus; repreendido pelos mesmos, e sabendo que os egípcios descobriram o homicídio que ele havia praticado, fugiu do Egito Ex 2:13-15. Chegando a Midiã, lutou com os pastores Ex 2:15-17. Veja que Deus deixou claro a Moisés que estaria com ele independente de qualquer coisa. V. 12
Depois disso, Deus tratou desta fraqueza e ele foi usado tremendamente como um grande líder.

2. Gideão (Jz 6:11-16)

Era filho de Joás da tribo de Manassés, Jz 6:11. Em seus dias, o povo de Israel abandonara a Deus e estava numa condição muito debilitada, atemorizado por ladrões midianitas, que saqueavam o país e faziam a vida intolerável, Jz 6:1-5. Um profeta foi enviado para repreender ao povo pecador, e Gideão foi escolhido pelo Senhor para libertar o povo. Jz 6:11-12. Este sabendo que fora escolhido se desculpou dizendo que o Senhor havia abandonado a Israel,( Jz 6:13) e falou sobre a sua própria inaptidão ou incapacidade (fraqueza) para o cumprimento da tarefa (Jz 6:15). Diante do desafio Gideão disse:

“Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel?” A minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.”  

Veja que a atitude de Gideão foi muito parecida com a de Moisés. Mesmo assim, é-lhe assegurado como no caso de Moisés, que a presença divina estaria com ele, dando-lhe a certeza do êxito e também um sinal sobrenatural para aumentar-lhe a fé, Jz 6:16-21. As fraquezas de Gideão eram a baixa auto-estima e sua profunda insegurança, mas Deus o transformou em um poderoso homem de valor. E o resultado é conhecido de todos, apesar de uma batalha desigual, Deus deu a vitória para o seu povo. Isso é uma prova de como Deus usa pessoas imperfeitas, improváveis e ordinárias para realizar coisas extraordinárias apesar de todas as suas debilidades.

3. Davi (1Sm 16:6-7)

6 Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido. 7 Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.” 1Re 16:6-7

Depois de uma sucessão de erros de Saul (Rei de Israel na época de Davi), Deus então o destitui de seu trono e envia Samuel a casa de Jessé para ungir um de seus filhos como Rei em Israel. Quando Samuel chega na casa de Jessé, este vai a procura de seu ungido, mas com olhos naturais não consegue discernir quem deveria ser o futuro Rei. Na verdade Samuel vê em Eliabe o futuro rei de Israel, ele mesmo disse: “Certamente está perante o Senhor o seu ungido.” V.6. Mas de pronto Deus se encarrega de abrir os olhos de Samuel dizendo: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como vê o homem. O homem olha para o que está adiante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” Na verdade, Davi nem estava presente na casa. Seu pai Jessé nem fez questão que Davi participasse de um momento tão especial, isso porque Davi era o improvável. Talvez um dos filhos de Jessé tenha dito: “Papai, vou chamar Davi para participar da reunião conosco, afinal de contas, o profeta Samuel virá aqui em casa.” Talvez a resposta de Jessé tenha sido: “Não precisa, Davi é muito jovem para estar aqui, certamente ele não fará falta.” Que ironia pensar assim, pois foi exatamente o improvável que Deus escolheu.
    
Este texto deixa claro que a ótica de Deus não é a nossa, Deus vê de uma forma completamente diferente de nós. Deus imputa valor onde o homem não vê valor. Deus valoriza o que o homem não consegue enxergar, que é o coração.

O Missionário Hudson Taylor disse:

“Todos os gigantes de Deus são pessoas fracas”.

4. Os quatro leprosos. 2Re 7

Em quarto lugar encontramos em 2Re 7 uma história no mínimo incoerente aos nossos olhos. Aqui neste texto, a Bíblia nos relata que a cidade de Samaria estava sitiada pelos Sirios. Deus então decide usar como instrumento de libertação, os quatro leprosos que estavam à porta da cidade. Deus poderia ter usado o rei de Israel ou seu exército para libertar seu povo, mas usou os improváveis.

Veja que já no Novo Testamento, Jesus tinha seus discípulos, e eles foram escolhidos fora dos critérios de escolha que geralmente nós usamos. Estes homens não eram super homens eram pessoas sem virtudes. Eram homens que cuidavam dos negócios da família, como Pedro, André, Tiago e João, que eram pescadores, ou se dedicavam a outras atividades, como Mateus, que era cobrador de impostos. Aparentemente também eram improváveis, mas Deus os usou para propagarem o seu Evangelho até nós.

5. Os discípulos de Jesus

Pedro

A fraqueza de Pedro era a sua impulsividade e a sua inconstância, mas Deus o transformou num homem firme como uma pedra, que chegou a se tornar um Mártir da fé pela sua firmeza.

João

Um dos arrogantes “Filhos do trovão” que queria mandar fogo do céu para consumir os samaritanos. Deus o transformou no apóstolo do amor. E o capacitou para escrever o livro do Apocalipse, o livro da consumação dos séculos.

Saulo

Este homem foi um perseguidor de crentes, alguém que na nossa visão jamais seria escolhido pelo Senhor. Este sim seria no ranking dos improváveis, este seria o número 1. Em Atos 9, Ananias, um crente fiel, foi orientado a orar por Saulo para que este fosse curado, mas de pronto este disse a Jesus: “Senhor, a muito ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém. E aqui tem poder dos principais sacerdotes para prender a todos que invocam o teu nome.” At 9:13-14

A palavra de Jesus para Ananias foi a seguinte: Vai, este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios...” At 9:15

Deus é especialista em usar pessoas improváveis! Não diga: “eu não posso...”, “isso não é para mim...”, “me sinto fraco para esta tarefa...”.

Deus é especialista em transformar fraqueza em força. Ele quer pegar suas debilidades e fraquezas para transformá-las para que seu poder possa fluir.

Deus não é de confusão para os seus filhos, mas adora confundir os incrédulos!

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;” 1 Coríntios 1:27

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” 2 Coríntios 12:10

São nas nossas fraquezas que Deus opera, pois quando somos fracos é que Deus nos faz fortes. Saiba que os fracos são amparados pelo Senhor.

Como Deus pode me usar com todas as minhas fraquezas?

1° Admita as suas fraquezas: Precisamos ser honestos conosco admitindo nossas fraquezas, em vez de ficarmos dando desculpas e nos recusando a aceitar.
2° Alegre-se na sua fraqueza (2Co 12:10-11): Parece uma coisa sem sentido se alegrar com as fraquezas, mas Paulo nos dá algumas razões: nossas fraquezas nos fazem depender mais de Deus; nossas fraquezas nos fazem mais humildes; nossas fraquezas nos fazem buscar comunhão com os irmãos.
3° Compartilhe suas fraquezas (Tg 5:17): O ministério bem sucedido começa com a vulnerabilidade. Quanto mais você conta as suas lutas, mais Deus poderá usá-lo para servir os outros.

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;” 1 Co 1:27

Deus escolheu você para provocar, para produzir um grande milagre. Creia nisso e seja grandemente abençoado por Deus!!!


20150518

Atos, uma história inacabada! Parte 8 - Desejo, ordem e capacitação, o tripé da evangelização eficaz. At 1:8. Pr. Edenir Araújo. Culto de Celebração - 17/05/15

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” At 1:8

“4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. 5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua.” At 2:4-6

“...pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” At 4:20b

“Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” At 4:31

E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.” At 5:42

“4 Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. 5 Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. 6 As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. 7 Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8 E houve grande alegria naquela cidade.” At 8:4-5

pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.” At 28:31

Se eu tivesse de narrar esses versículos nessa mesma sequência conectados uma história, ficaria assim:

E Jesus prometeu aos seus discípulos dizendo: Vocês vão receber muito poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo. A partir daí vocês serão tranformados em minhas testemunhas. Só então, pregarão minha palavra em Jerusalém e também por toda a Judéia e Samaria e até as extremidades da terra (At 1:8).

Dez dias depois dessa promessa, o Espírito Santo foi derramado, fazendo valer as palavras de Jesus. Então, todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. Nessa mesma ocasião, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações da Terra.

Quando, pois, se fez ouvir a voz celestial, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua (At 2:4-6). Transbordantes e cheios do Espírito Santo, muitos daqueles crentes eram reprimidos e exortados pra que não pregassem a Jesus, mas tomados de coragem e ousadia eles diziam: Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (At 4:20b). Dias depois enquanto alguns irmãos oravam, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram novamente cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus (At 4:31). O amor pelo Senhor Jesus e Pela Igreja era tão forte que todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo (At 5:42). Os religiosos da época, inquietos e preocupados com o avanço da igreja, passaram a perseguir ferozmente os primeiros cristãos, e os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. Um discípulo chamado Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. Assim as multidões atendiam unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade (At 8:4-5). Por fim um dos maiores perseguidores dos cristãos, um homem chamado Saulo, se converteu ao Senhor, tornando-se um dos maiores evangelistas e plantador de igrejas de sua época. Por fim, foi confinado em uma prisão na casa de Cesar. Todavia, mesmo preso, não desistiu de anunciar as boas novas do Reino de Deus. Continuou sua missão pregando o reino de Deus com toda a intrepidez e sem impedimento algum. Assim ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo (At 28:31).

Introdução

O assunto que eu gostaria de abordar hoje é a proclamação do evangelho como prioridade e razão da existência da igreja. Proclamar as boas novas do reino de Deus é a principal tarefa do povo de Deus em relação ao mundo. Em muitas passagens no Novo Testamento podemos ver a importância da proclamação da mensagem de Cristo, mas principalmente no livro de Atos. Este livro apresenta-nos a evangelização como tarefa principal da igreja do primeiro século e mostra que essa deve ser a atividade mais importante da igreja nos dias de hoje com relação ao mundo. Reuniões de célula, culto de celebração, cursos, conferências, campanhas, são coisas boas e necessárias dentro da nossa dinâmica de igreja, mas tudo deve ser feito para edificação e evangelismo. Cremos que essa é a vontade de Deus.

Na oração modelo, Jesus ensina seus discípulos que a vontade e o Reino de Deus devem ser manifestados na Terra como já são no céu.

Por essa razão sua orientação em Mateus 6:33 é:Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça...” Mt 6:33a

Mas o que significa buscar o Reino? Se interpretarmos de maneira literal, veremos que buscar o reino significa trazer o governo de Deus para este mundo. Muitos querem ir para a glória, mas Deus quer trazer sua glória para a terra através da expansão de seu reino. A igreja é a expressão do Reino de Deus e esse reino não pode ser desprezado. A igreja precisa crescer para que o Reino de Deus cresça. Não despreze a grande comissão dada à igreja. O evangelismo e a consolidação de almas é o elevado chamado de Deus para todos os crentes em Jesus. E é com isto que nós devemos estar envolvidos e ocupados.

O Reino não pode ser atrasado ou retardado! Algumas pessoas pensam que seus casamentos não podem ser atrasados, seus cursos não podem ser atrasados. Suas profissões não podem ser atrasadas, mas deixe-me dizer a você o que não pode ser atrasado: o Reino de Deus! O Reino de Deus precisa estar sempre adiante de todas as nossas outras prioridades.

Jesus disse que nós não devemos deixar para amanhã o que sabemos que devemos fazer hoje. Nosso Senhor nos diz que não deveríamos dizer que ainda há muito tempo até chegar a colheita. Em outras palavras, não diga que ainda temos muito tempo. Não introduza atrasos ao processo de expansão do Reino de Deus. “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.” Jo 4:35

O cronômetro divino

Não podemos perder mais tempo, pois toda ordem, instrução ou oportunidade estão condicionados ao cronos, ao tempo. Ouça e guarde muito bem o que eu tenho a dizer: Todos os mandamentos que o Senhor nos tem dado, tudo o que Deus nos tem falado está conectado a um cronômetro invisível. A contagem regressiva começa a partir do momento que Deus fala conosco. O tempo disponível para realizar aquela tarefa se reduz a cada hora, minuto ou segundo que passa. Muitos pensam que fugindo de suas responsabilidades para com Deus e sua obra, estão ganhando tempo, quando na verdade estão matando o tempo. Eles pensam: Um dia, no futuro eu servirei a Deus. Não se engane! A data de vencimento da sua porção de graça está se aproximando rapidamente. A graça tem prazo de validade! Quanto tempo ainda temos? Não sabemos ao certo, mas Tiago irmão de Jesus disse: “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida?” E no mesmo verso ele responde: “Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” Tg 4:14

Lembro-me da história de uma moça que ainda na adolescência, após ter se convertido ao Senhor rejeitou o seu chamado por ser muito jovem. Tempos depois, continuou rejeitando o chamado do Senhor por estar muito comprometida com seus estudos. Adiante, se envolveu com um rapaz e por conta disso não tinha tempo para a igreja. Anos depois, casada não podia se dedicar ao ministério, pois sua vida era para o marido. Com o nascimento do primeiro filho as coisas ficaram ainda mais difíceis. Assim sucedeu com o segundo, terceiro e quarto filho. Na meia idade, seu amor pelo Senhor e sua igreja já havia se esfriado. Enfrentando problemas de saúde, já não tinha mais vigor para assumir compromissos com a igreja local. Envelheceu, e na sua velhice concluiu que a sua vida não havia valido a pena. Então, num leito de morte, essa irmã sussurrou dizendo: “A vida passou muito rápido... Tudo se foi... Deus me perdoe...”.

O que estamos fazendo com a nossa vida cristã? Quantos planos de curto, médio e longo prazo você está fazendo? Os planos que você está fazendo estão alinhados com os planos de Deus?

Algumas pessoas dizem que a liberdade é o bem mais precioso que temos. Outros dizem que o conhecimento é o bem mais precioso. Talvez você diga que sua família é o bem mais precioso. Conheço pessoas que creem que boas amizades é o bem mais precioso. Preciso que todas essas coisas são de fato importantes, mas não são mais importantes do que sua vida. E no que consiste a sua vida? Sua vida consiste nos seus dias vividos, no seu tempo de vida. O tempo é seu bem mais precioso. 

Se alguém disser que sua casa desabou, você se entristece, mas pode dizer: Isso não é o fim. Se alguém disser que roubaram seu dinheiro você pode dizer: Isso não é o fim. Se você ouvir de seu patrão: Você está demitido. Certamente você poderá dizer: Isso não é o fim. Ainda que um médico te diga: Você vai precisar amputar um braço, ou uma perna, ainda assim você poderá dizer: Isso não é o fim. Mas se Jesus te disser: O seu tempo acabou!

O tempo é o bem mais precioso que você tem!

Não se engane, pois o tempo não volta atrás, não se pode correr atrás do tempo perdido.

Quando a princesa Diana estava planejando o seu casamento com o namorado egípcio, ela não sabia que não estava muito longe da noite do seu acidente. A protagonista do maior casamento de todos os tempos, agora estava alheia ao fato de que estava por ser também a protagonista do maior enterro de todos os tempos. Ela não sabia que o seu tempo estava findando. Você sabe a hora? Nós sabemos a hora? Se Deus tem chamado você para o ministério, o start no relógio de Deus já foi dado. Se você não se dispor a fazer hoje, chegará o dia quando você não será mais capaz de cumprir aquela instrução.

João Wesley, o fundador do Metodismo, movimento que abalou a Inglaterra no Século XVIII, escreveu 371 obras. Viajava, a cavalo, 8.000 quilômetros por ano. Pregava anualmente 750 sermões, uma média de dois por dia. Além disso, escrevia fielmente várias correspondências para muita gente. Como foi possível fazer tudo isso? Em instruções a seus discípulos, ele escreveu: “Sede diligentes. Nunca vos ocupeis em coisas triviais. Não percais tempo. Não gasteis em nenhum lugar mais tempo do que o absolutamente necessário. Sede pontuais. Fazei tudo exatamente no seu tempo próprio”. Além de fazer essas recomendações, ele as colocou em prática.

Jesus reprova os que desperdiçam o precioso tempo que de graça foi-nos cocedido. Os que colocam a família, negócios ou riqueza pessoal antes do reino de Deus, serão disciplinados de maneira severa.

Jesus nos convida!

17 ​E na hora do jantar, mandou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, que tudo já está preparado. 18 ​E cada um deles todos, começou a dar desculpas. O primeiro lhe disse:  Comprei um campo, e tenho que ir vê-lo; peço-te desculpas. 19 ​E outro disse: Comprei cinco pares de bois, e vou testá-los; peço-te desculpas. 20 ​E outro disse: Casei-me [com] uma mulher, e portanto não posso vir. 21 ​E aquele servo, ao voltar, anunciou estas coisas a seu senhor. Então o chefe da casa, irritado, disse a seu servo: Sai depressa pelas ruas e praças da cidade, e traze aqui aos pobres, e aleijados, e mancos e cegos. 22 ​E o servo disse: Senhor, está feito como mandaste, e ainda há lugar. 23 ​E o senhor disse ao servo: Sai pelos caminhos, e trilhas, e força-os a entrar, para que minha casa se encha. 24 ​Porque eu vos digo, que nenhum daqueles homens que foram convidados experimentará do meu jantar.” Lc 14:17-20 (Bíblia Livre)

A parábola da grande ceia mostra como frequentemente rechaçamos o convite de Deus com desculpas. A exemplo dos convidados que rejeitaram o convite do Senhor,  muitos de nós se escondem atrás de suas famílias ou negócios para permanecerem longe de obedecerem a Deus. Infelizmente, Jesus especificamente menciona essas coisas como razões que não serão sustentadas diante Dele. Nada; e eu quero repetir, nada é mais importante que o cumprimento da vontade de Deus através do nosso serviço a Ele. Quando Deus nos chama, não temos o direito de usar a sua esposa, marido, ou filhos como razão para renunciar o chamado. Quando Deus nos chama, não temos o direito de usar um trabalho, bens materiais, entretenimento ou lazer como razões para justificar a ausência. Ao contrário do que muitas pessoas boas e corretas pensam, nosso serviço a Deus é mais importante que qualquer outra coisa. O convite de Deus deve ser sempre considerado como mais importante, não importando que inconveniente tenhamos. Desculpar-se para esquivar-se do chamado de Deus é uma loucura. Jesus nos recorda que o dia virá em que Deus deixará de convidá-lo e escolherá outros, caso você não aceite o convite. Será muito tarde para entrar neste banquete. John Piper chega a dizer que devemos amar o chamado ministerial mais que a própria vida.

A recusa dos convidados foi um insulto direto ao dono da casa. A festa estava preparada, e não havia tempo a perder. O anfitrião não esperaria pelos convidados que o trataram tão rudemente, mas ordenou que os seus servos fossem buscar os mendigos para os substituírem.

Nosso encargo maior

Lembre-se que a nossa maior missão e principal tarefa com relação ao Senhor é a de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1Pe 2:9-10).

Nos evangelhos, Cristo nos chama de sal da terra e luz do mundo. Em Atos, ele nos chama de minhas testemunhas, pois temos uma mensagem que pode mudar mundo. Essa mensagem é o evangelho! A notícia de que Deus se tornou homem em Jesus para nos salvar, morreu por nós, dando-nos de graça o perdão dos pecados, vencendo a morte através da ressurreição. A salvação da humanidade depende dessa boa nova!

Comunicá-la não é uma opção, mas uma ordem. Por isso deve ser priorizada, pelo menos, por três motivos encontrados em Atos.

1.      O desejo do Pai celestial

A obra de Jesus é a realização do desejo do Pai. Em Atos, existem várias declarações a respeito do envio do Filho, e destacamos as seguintes:

“22 Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; 23 sendo este entregue pelo determinado desígnio...” At 2:23

“Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, 38 como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele...” At 10:37-38

Jesus nos ensinou a orar pedindo ao Pai que manifeste a sua vontade aqui na Terra como ela é no céu. Mas como definir essa vontade de Deus que deve se manifestar na Terra? Podemos dizer que essa vontade é Deus ver sua criação restaurada.

A morte entrou no mundo pelo homem caído, pelo primeiro Adão. Todavia, a vida também entrou no mundo, mas pelo segundo Adão, Jesus Cristo O Espírito vivificante. Cada pecador que se arrepende, decidindo se entregar ao Senhor, coopera para que a vontade e o desejo de Deus se cumpra na Terra.

Podemos afirmar que Deus Pai deseja que todas as pessoas sejam salvas de acordo com 2Tm 2:1-4.

“1 Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.  3 Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, 4 o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” 2Tm 2:1-4

Pedrinho o sapateiro
Nós existimos para que a vontade de Deus se cumpra. Será que estamos cooperando para a alegria e prazer do coração de Deus? Deixe-me contar uma estória sobre um irmão muito precioso chamado Pedrinho que queria muito agradar a Deus.

Pedrinho converteu-se em um culto pentecostal e a partir desse dia decidiu viver para agradar a Deus. Sapateiro de 1ª qualidade, propôs então confeccionar um lindo par de sapatos para o seu Salvador. Apaixonado por Jesus, gastou boa parte de seus dias de vida, trabalhando com afinco na fabricação dos calçados mais importantes da sua vida. Separou os materiais mais raros e caros para sua obra. Finalizado o trabalho, só restava esperar o grande dia de se encontrar com o Senhor. Chegado o tão esperado dia, Pedrinho se apresenta diante de seu Senhor e oferece-lhe os tão investidos sapatos. Jesus, ao receber o embrulho, que diga-se de passagem estava muito bem feito, abrindo a caixa e visualizando o lindo e maravilhoso par de sapatos, voltou seu olhar para o irmão Pedrinho e perguntou: Meu amado filho Pedrinho, nunca te contaram nada a respeito do meu gosto? Pedrinho surpreso, respondeu com outra pergunta: O Senhor não gostou do material ou da cor dos sapatos? Jesus então com muito carinho disse: Pedrinho, eu não gosto de sapatos, gosto mesmo é de alpargatas. Mas para você não perder a viajem, Gabriel gosta de sapatos, dê a ele.    

O que nós podemos aprender com essa estória? Podemos aprender que será uma grande frustração naquele dia, descobrir que muito do que estamos fazendo para o Senhor não irá agradá-lo. Boa parte dos nossos esforços não tem nada haver com a vontade de Deus. Uns pensam que podem tocar o coração de Deus apenas cantando louvores. Nesse pensamento, gastam todo seu tempo e esforços. Outros pensam que vão cumprir o propósito da sua existência dançando, fazendo coreografias mirabolantes. Outros ainda, acreditam que pregando bons sermões ou escrevendo bons livros estarão alegrando o coração do Pai. Veja bem, eu não estou diminuindo o valor dessas tantas atividades, até acredito que elas tem o seu lugar na vida cristã. Todavia, isso tudo o Senhor já tem.

Deixe-me dizer algo para você meu caro ouvinte: Deus está interessado em ter o que Ele ainda não tem! Mas como pode ser isso? Tem algo que Deus ainda não possui sendo ele o criador de todas as coisas? Sendo ele o Governador de todo o universo? Sim, tem algo que Deus não tem, e por que Ele ainda não tem, Ele nos pede para que entreguemos a Ele. No texto de Provérbios 23:26, Deus nos pede o que ele ainda não tem: Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.” Pv 23:26

Deus quer o coração dos homens, quer ver o homem, a sua maior expressão e coroa da sua criação de volta ao plano original. Quer resgatar os pecadores do império das trevas e conduzi-los ao Reino do Filho do seu amor. Quer resgatar os que se perderam nos caminhos de pecado e de morte. Deus quer almas! Essa é a necessidade do Senhor.

Muitos crentes estão gastando seus dias de vida empreendendo tantas coisas, mas longes e distantes do coração do Senhor. Que tal sermos parecidos com Jesus e arrancarmos um largo sorriso da boca de Deus Pai? Se você quer agradar a Deus acertando em cheio em seu coração, dando a Ele o presente que Ele espera ganhar, descubra o que está em seu coração. É assim que fazemos antes de presentear alguém. Se alguém quiser presentear minha esposa, é aconselhável me perguntar o que ela está precisando ou quer ganhar. Assim, você vai atingir o alvo como uma flecha certeira. Agora deixe-me ir além. Que tal, além de presentear quem você ama, promover também uma grande festa para essa mesma pessoa? Isso mesmo, além do presente, você pode dar uma festa para o Pai celestial.

Quer saber como cumprir a vontade de Deus e ainda promover uma grande festa celestial? Dê a Ele uma alma. Leve a Ele um pecador arrependido. Em toda a Bíblia, o único relato onde vemos acontecer um grande júbilo no céu é quando um pecador se arrepende. “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” Jo 15:7

O princípio bíblico em atos

Para que a missão de Deus tivesse continuidade e fosse cumprida até o fim, Cristo chamou a igreja (a comunidade dos discípulos missionários) para proclamar o evangelho. Ela cumpre sua parte na parceria falando de Jesus e manifestando a graça de Deus. Devemos também desejar que os não cristãos tornem-se cristãos. Devemos ter um coração aberto para evangelizar missões. Fazendo assim, “somos embaixadores em nome de Cristo”. 2Co 5:20

Devemos pedir um coração semelhante ao de Deus, cheio de amor e misericórdia. Pronto a aceitar o pecador. Entretanto, não basta ter desejo apenas: é preciso ir e evangelizar. Vejamos outro motivo.

2. A ordem do Senhor Jesus

O Mestre que sempre proclamava o reino de Deus (Mt 4:17) deu ordem aos seus discípulos a fazerem o mesmo: pregar o evangelho. A grande comissão diz: “19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Mt 28:19-20

Essa é a ordem de Jesus à igreja. Priorizamos a evangelização, quando obedecemos ao que Cristo nos designou: sermos discípulos missionários. Por isso, “a Grande Comissão foi dada por Cristo não somente aos apóstolos, mas também, por extensão a todos os seus seguidores”. Assim como Cristo foi o primeiro missionário, todo discípulo dele é também um missionário. Todos nós, verdadeiros cristãos, somos missionários de Jesus, enviados a cumprir a sua ordem. Todavia, não cumprimos a grande comissão de qualquer jeito. Não basta apenas entregar folhetos ou dizer “Jesus te ama!”, é preciso mais empenho evangélico e profundidade bíblica. Quando Jesus nos manda anunciar, devemos fazer como ele mandou. Em primeiro lugar, devemos ir e fazer discípulos, ou seja, anunciar a mensagem de tal modo que as pessoas entendam e desejem ser parecidas com Jesus. Em segundo lugar, devemos batizar e ensinar todas as coisas que ele ordenou (Mt 28:19-20). O que isso quer dizer? Já que o discípulo deve parecer com seu mestre, devemos ensinar-lhe, com fidelidade, a palavra de Jesus (At 2:42).

Em João 15, Jesus deixa claro o chamado de cada cristão. Fomos chamados para frutificar almas para o Senhor.

Só deve ser batizado quem crer na mensagem (Mc 16:16). Na igreja primitiva, os novos convertidos não eram apenas adeptos, nem apenas simpatizantes da fé ou cristãos nominais: eles se tornavam discípulos: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé (At 6:7 – Grifo nosso).

Não devemos evangelizar e batizar só por números: temos que fazer a proclamação com ensino e consolidação, para que, de fato, a pessoa se torne discípula de Jesus, multiplicadora de seu ensino, pescadora de homens. O Senhor da igreja nos deu essa ordem e obedecer-lhe é uma prioridade.

3. O poder do Espírito Santo

Outro motivo que temos para colocar a evangelização como prioridade é que fomos capacitados pelo Espírito
Santo para isso. Vale lembrar que todo crente que se rende a Cristo recebe o Espírito Santo (1 Co 3:16). Lídia só pôde crer em Jesus porque Deus lhe abriu a mente (At 16:14), e, assim, quando creu no Senhor, ela recebeu
o Espírito Santo. De fato, todo aquele que recebeu Jesus em sua vida é morada do Espírito de Deus. Deste modo, todo cristão tem a capacidade de proclamar o evangelho. Não há desculpas para não evangelizar. Todos podemos, pois Deus está em nós. Além disso, podemos ficar ainda mais inflamados pela obra missionária e isso acontece quando somos batizados no Espírito Santo. Esse batismo faz o nosso coração arder pelo evangelismo local e por missões. Veja o exemplo de Pedro. Logo depois de receber esse poder do alto, levantou-se diante de uma multidão e, com toda ousadia, declarou: “Cada um de vocês deve abandonar o pecado, voltar-se para Deus e ser batizado no
nome de Jesus Cristo para o perdão dos seus pecados.” (At 2:38 – BV).

Quem recebe essa dádiva espiritual tem um coração missionário. Jesus não nos batiza apenas para ficarmos falando em línguas ou chorando nos cultos. O princípio bíblico apresentado em Atos é que crentes batizados no Espírito Santo ficam ainda mais entusiasmados para evangelizar e falar das grandezas de Deus. No livro de Atos, sempre que as pessoas são cheias do Espírito Santo são impulsionadas a proclamar Jesus Cristo. Vejamos o texto de Atos 4:31: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com
intrepidez,anunciavam a palavra de Deus.” Por assim ser, espera-se que o crente batizado no Espírito Santo evangelize mais, pois, para isso, recebeu o “poder do alto”. Quem é capacitado por Jesus com o Espírito Santo,
terá a proclamação como prioridade em sua vida, pois a missão do Espírito é convencer a humanidade do seu estado
pecaminoso (Jo 16:8).

A evangelização era a tarefa mais importante dos primeiros cristãos, também devido ao senso de urgência que habitava o coração deles. Sabiam que pregação era o único meio de as pessoas serem salvas. Entendiam que o objetivo de evangelizar era “para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados...” (At 26:18).

A pregação cristã é muito importante. Dela depende a libertação e a salvação de muitos. Em nossos dias, pessoas continuam morrendo sem Cristo e condenadas. Se Cristo voltasse hoje, muitos seriam condenados, sem terem o pleno acesso à mensagem do evangelho. Isso é lamentável! Pense nisto: a nossa proclamação deve ter o mesmo caráter de urgência que havia em Atos. Na mente de Paulo, esse princípio estava muito claro. Ele cria e ensinava que a única possibilidade de alguém ser salvo é a pregação do evangelho. Que possamos nos esforçar para pregar a mensagem de Cristo, tendo em mente o juízo vindouro e sabendo que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de

todo aquele que crê (Rm 1:16).

20150511

Atos, uma história inacabada! Parte 7 - Carência de unção, a razão do fracasso da Igreja. At 2:4; 39 Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 11/05/15

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” At 2:4

“Pois essa promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, o nosso Deus, chamar.” At 2:39

Introdução

O que é unção?

No velho Testamento, a unção estava diretamente ligada ao ato de ungir com óleo um objeto, ou homem para separação e serviço exclusivo de Deus. No Novo Testamento, vemos          que o “Pentecostes” foi o dia da unção com o óleo do Espírito Santo que veio do céu para separar e capacitar o homem para uma obra divina. Naquele glorioso dia, o Espírito Santo foi derramado sobre os 120 discípulos capacitando-os para o cumprimento da grande comissão de irem e pregarem a Palavra de Deus.

Hoje, podemos dizer seguramente que a unção é uma capacitação sobrenatural para a realização de feitos que estão acima do plano natural. A unção de Espírito é que nos capacita para experimentarmos o sobrenatural de Deus em todas as áreas das nossas vidas. O mover de Deus não depende da habilidade ou talentos do homem. Sem unção será impossível viver a vida cristã de maneira vitoriosa. A unção é necessária para glorificar a Deus. Se de fato queremos viver a vida cristã acima da média, precisamos entrar na unção do Espírito Santo.

Agora não entenda a expressão “entrar na unção” somente como a participação de um mover momentâneo no fim de uma pregação. Não me refiro a essa unção coletiva que frequentemente experimentamos em nossas celebrações e reuniões de célula, falo de uma experiência capacitadora que não finda com um culto ou evento, mas permanece como combustível levando-nos a romper limites e desafios.

A unção é um derramar do Espírito. É quando o Espírito Santo, com o Seu poder, vem numa medida generosa, sobre aqueles que creem e o buscam de todo coração. Receber a unção do Espírito Santo é a experiência de se receber um revestimento de poder. Podemos ler em Lucas 24:49, Jesus prometendo aos discípulos: “...esperem aqui em Jerusalém, até que o poder de cima venha sobre vocês.”

Unção é o derramar desse poder que desce de cima. Unção é também uma imersão no poder de Deus, como um batismo no fogo do Espírito. A palavra “batismo” sugere “mergulho”, onde a pessoa é envolvida pela glória de Deus, é preenchida de maneira plena. Essa unção do Espírito Santo na vida do crente, deve ser perseguida até que a plenitude do Espírito possua a plenitude do homem. Ninguém pode ser 100% feliz na vida ministerial se não for cheio do Espírito Santo.

E para quem é a unção do Espírito Santo?

É para todos os que são crentes em Jesus!“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” At 2:4

Em Atos 2:39 está escrito:“Pois essa promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, o nosso Deus, chamar.” Aleluia!

A unção faz toda a diferença

Aqueles preciosos irmãos da igreja primitiva oraram por um breve período de 10 dias, pregaram 10 minutos e por fim 3000 se converteram. Hoje em dia, nós oramos 10 minutos, pregamos 10 dias e 3 almas se entregam a Jesus. Parece-me que nos falta unção. A carência de unção é a causa das frustrações no casamento, trabalho, ministério, etc.

Muitos não estão recebendo a unção do Espírito porque fugiram do propósito. Para estes podemos ler algo revelador em Atos 10:30. Jesus foi ungido com o Espírito Santo e, aí, diz a Bíblia que Ele “...andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele.

Esse é o propósito da unção: Capacitar o crente com um poder tal, que ele ande também por toda a parte, fazendo o bem e manifestando o poder sobrenatural de Deus. Você deve receber a unção de Deus, porque a unção do Espírito Santo visa uma atuação sua, de maneira útil, na obra de Deus. Você deve receber esta unção porque ela é necessária aos servos de Deus; a unção capacita o crente para um testemunho poderoso de Jesus. Como está escrito em Atos 1:8:
“...quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra.”

No Velho Testamento, essa unção veio sobre Davi e, por ela, Davi conseguiu vitória contra o gigante Golias. Assim também em nós, é a unção de Deus em nossas vidas que nos capacita a lutar e vencer.
Quando estamos cheios do Espírito Santo, cheios da unção do alto, somos ousados, corajosos e intrépidos. O mundo das trevas nos identifica e treme. A unção é uma poderosa arma contra o diabo, é um revestimento de poder completo. É através da unção do Espírito Santo que somos levados a um plano de vida sobrenatural. Na história da Igreja, no decorrer do tempo, muitos receberam a unção de Deus, mas não aproveitaram esse presente, não fizeram uso desse dom. Mas hoje, vivemos um tempo profético, no qual Deus promete derramar do Seu Espírito sobre toda a carne e a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como águas cobrem o mar (Is 11:9).

Ao receber a unção do Espírito Santo, algumas coisas acontecem com o crente. A seguir alistei alguns sinais da unção:

·         Mais sensibilidade contra o pecado. Jo16:8
·         Mais interesse em viver uma vida que glorifica a Jesus. Jo 16:13-14; At 4:33
·         Visões da parte do Espírito, como João na Ilha de Patmos, que foi arrebatado em espírito e pode ouvir uma grande voz como de trombeta e ver o sobrenatural?
·         Fluir na manifestação dos dons espirituais, porque o Espírito Santo “...dá diferentes dons para cada pessoa, conforme ele quer”. 1Co 12:4-1
·         Maior desejo de orar e de interceder. At 2:41-42, Rm 8:26.

O Espírito Santo foi à única fonte de poder no ministério de Jesus. Foi a unção de Deus sobre Jesus que O capacitava. Lemos em Atos 10:38: “Deus derramou o Espírito Santo sobre Jesus de Nazaré e lhe deu poder. Jesus andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os que eram dominados pelo Diabo, porque Deus estava com ele”. 
No caminho da unção, vemos como o nosso Senhor Jesus recebeu o Espírito Santo e tornou-se ungido para o ministério. Dentre estes poucos versículos repousam revelações poderosas que o levarão à unção que você deseja. Eles são os passos que o nosso Salvador tomou. São passos que levam ao tipo de unção mais elevado. A unção que Jesus portava era a unção imensurável.
Quem de graça foi conduzido ao Calvário, deveria se esforçar agora para chegar ao Pentecostes! A bebida dos homens carnais e naturais é divulgada na nossa nação com uma mensagem de alerta que diz: “Aprecie com moderação”. A bebida do homem espiritual é o Espírito Santo derramado do alto e é anunciada na Bíblia assim: “Enchei-vos”.

Se o próprio Cristo só iniciou sua pregação e ministério público depois de ter sido ungido, nenhum crente deve pregar ou empreender qualquer outra coisa enquanto não receber a unção do Espírito Santo. 

Vejamos a seguir, os passos dados por Jesus na direção da unção.

“Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu. E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mt 3:13-17

Para tornar mais didático e facilitar o entendimento, vou falar sobre os sete passos dados por Jesus na direção da unção.

Primeiro passo: Dirija-se o seu homem de Deus!

“Então, veio Jesus da Galileia ter com João...” Mt 3:13

Deus sempre tem uma unção para os que o buscam. Todavia, Ele concederá por intermédio de algum ministério ou ministro. Infelizmente, muitas pessoas se afiliam à igreja, ministério ou pessoa errada. Ao fazê-lo, acabam não recebendo a unção. Um outro problema é que as vezes, a pessoa que está portando a unção que você necessita é mais jovem que você. Talvez ele seja baixo, quando deveria ser alto. Talvez seu sotaque seja diferente do nosso, e por isso o desprezamos.

João Batista vivia e ministrava distante no deserto. Ele não tinha o padrão de sacerdote naquela época. Ele usava roupas estranhas quando ministrava em público. Sua dieta diária consistia em gafanhotos e mel selvagem. Todavia, ele foi o homem por quem o Senhor foi atraído. Nós devemos ser atraídos para a unção do Espírito independente do estilo da pessoa. Nós devemos ver além do natural. Nós devemos ver além das fragilidades das pessoas que Deus coloca no nosso caminho. Nós devemos ver além das pessoas pouco atraentes, além das fraquezas humanas e apostar na unção que pode receber dessas mesmas pessoas.

Segundo passo: Submeta-se ao seu homem de Deus!

“E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus...” Lc 3:21

Jesus não somente frequentou o ministério de João Batista, Ele se submeteu a Ele. Quando todos estavam sendo batizados, Ele se uniu a eles e recebeu a Sua bênção. Jesus não ficou como um espectador e comentarista. Ele não se tornou um crítico do ministério de João Batista. Ele foi realmente batizado por João Batista. Em outras palavras, Ele de fato seguiu os ensinos e direcionamentos de João Batista. João era um homem de uma pregação forte e de batismo de águas. Jesus Cristo uniu-se plenamente a ele e participou em tudo. Quando chegou a hora do apelo para o batismo, Jesus foi à frente e participou. Há muitas pessoas que não seguem os ensinamentos e instruções de seus pais espirituais. Essas pessoas frequentam as células e cultos mas não se associam ao ministério da unção, de fato não se submetem ao que está sendo ensinado. Você precisa submeter-se ao que está sendo ensinado.

Terceiro passo: Humilhe-se!

“Quando Jesus veio a João, Ele se humilhou e se juntou às pessoas. E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu... Lucas 3:21

Jesus uniu-se às pessoas e recebeu Seu batismo como uma pessoa comum. É importante ser humilde na igreja ou no ministério. Pessoas mais maduras e experiêntes ou com maior poder aquisitivo, raramente recebem a bênção. Pessoas com títulos também não estão propensas a receberem a unção. Se tornam orgulhosas e arrogantes, cada vez mais distantes da unção por causa dessa postura. É sempre bom lembrar que a humilhação será o fim de todos. A questão é se vamos nos humilhar reconhecendo quem somos diante do Senhor ou se seremos humilhados pelo Senhor a exemplo do que aconteceu com Lúcifer.

Deus sempre dá graça aos humildes mas abate os soberbos.

“Deus despreza e humilha os que zombam d’Ele. Aos humildes, porém Ele dá o Seu grande amor.” Pv 3:34

“18 A desgraça está um passo depois do orgulho; logo depois da vaidade vem a queda. 19 No fim das contas, mais vale ser pobre e ter um espírito humilde do que ser rico e ter um coração orgulhoso.” Pv 16:18-19

“Vocês, homens mais jovens, sigam a liderança daqueles que são mais velhos. E todos vocês sirvam uns aos outros com um espírito humilde, pois Deus concede bênçãos especiais àqueles que são humildes, mas se opõe àqueles que são orgulhosos.” 1Pe 5:5

“Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” Tg 4:6 (ACF)

A chave que abre os portais da unção e nos qualifica para receber qualquer coisa no Reino é a humildade. Jesus disse que a menos que você seja humilde como uma criança pequena, você não pode entrar no Reino. A entrada na unção é concedida por meio da humildade de uma criança. O portal da unção só pode ser aberto com as chaves da humildade e submissão.

Se Jesus não houvesse se humilhado sendo batizado por João Batista, Ele não teria recebido a unção. Se Ele nos deixou o exemplo, por que tantos insistem em caminhar na contramão da unção?

Quarto passo: Não seja conduzido pelos homens!

“Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?” Mt 3:14
O quarto passo para a unção envolve não cometer o erro de ser conduzido pela natureza e razões dos homens. Não deixe que nenhum ser humano o impeça de fazer qualquer coisa que você deve cumprir para tornar-se ungido. João Batista tentou impedir Jesus de ser batizado. Você deve se surpreender ao saber que homens de Deus às vezes dão conselhos que o levam para longe da unção. Sim isso pode acontecer! As vezes vemos pessoas sendo afastadas da unção por outras pessoas que supostamente estão na unção.

A unção é o presente mais precioso que você poderá receber de Deus. Ela vem às vezes com os testes mais rigorosos. Quem poderia suspeitar que as palavras ou os conselhos de um homem de Deus de confiança poderiam de fato conduzi-lo para longe da unção? Isto é um teste de alto nível para qualquer um. Todos sabemos que o diabo amaria impedir você de tornar-se ungido. Foi isso o que aconteceu quando Elias tentou impedir Eliseu de segui-lo. De Gilgal a Jericó, a Betel e até o Jordão, Elias tentou livrar-se de Eliseu. Este muito difícil teste mostra se o homem desejoso da unção está sintonizado para ouvir a voz de Deus, mesmo durante as circunstâncias mais duvidosas, vagas e pouco claras. Quando você se torna ungido, você tem grande autoridade e deve estar sintonizado com Deus.

Quinto passo: Complete todas as formalidades necessárias e cumpra toda a justiça!

Há requisitos legais para você ser agraciado com o acesso à unção. Assim como há formalidades que devem ser cumpridas para você entrar em uma escola, um ônibus, um avião, ou ate um país, há coisas que você deve cumprir para estar qualificado legalmente para a unção. Teria sido um grande erro para o nosso Senhor perder o batismo. Sua submissão ao ministério de João Batista era essencial para estabelecer legalmente Sua própria autoridade. Anos mais tarde, quando a autoridade de Jesus foi questionada, ele somente fez referência a João Batista e perguntou aos Seus ouvintes se ele reconheciam a autoridade de João Batista.

Quando João Wesley foi desafiado a respeito da autoridade pela qual pregava, ele declarou que pregava na autoridade dada a ele em sua ordenação na Igreja da Inglaterra. Todo grande ministro deve estabelecer legalmente a base para a sua autoridade espiritual como quem foi submetido ao ministério de outro homem de Deus. Infelizmente, muitos ministros se privam da autoridade spiritual legal ao não serem propriamente ordenados e encaminhados ao ministério.

Sexto passo: Compreenda o tempo de Deus!

“Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora ...” Mt 3:15

O reino de Deus opera com tempos e estações. Jesus sabia que era tempo de ser  submetido a outro. Há uma estação para todas as coisas. Para ser ungido, você deve discernir quando é tempo de fazer certas coisas. Às vezes, temos medo de nos relacionarmos com certas pessoas ou fazer certas coisas porque sentimos que teremos que fazê-lo para sempre. Terei que honrar este homem de Deus para sempre? Tenho que dar uma oferta a esta pessoa todos os anos? O que as pessoas não entendem é que há um tempo e uma estação para todas as coisas. Jesus viveria a Sua vida e conduziria Seu ministério independente de João Batista. Ele até pregaria e ensinaria um tema completamente diferente. Contudo, naquele tempo de Sua vida e ministério, Ele precisava participar das reuniões de João Batista e submeter-se às práticas de João. O que você deve fazer neste tempo? Não aborte seu ministério comportando-se mal durante uma estação crucial e humilhante da sua vida. As vezes vejo pessoas indispostas para ouvir e estar em determinados lugares e com certos homens de Deus, então me pergunto, quando estes vão receber algo de Deus? Nunca!

Sétimo passo: Ore e seja espiritual!

“E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu.” Lc 3:21

Ore pela unção! Ore pelo Espírito Santo! A oração é um passo importante para receber a unção. Se você orar e pedir a Deus pelo Espírito Santo, Ele O dará a você. Jesus estava espiritualmente envolvido com a ministração de João Batista. Enquanto o restante da congregação provavelmente estava tapando as narinas para não se afogarem, ou preocupados com a temperatura da água, Jesus estava orando. O texto é claro: orando ele, o céu se abriu”. Certamente nosso Senhor orou com todo seu coração, valorizou o momento e honrou o profeta. Assim, os céus se abriram e o Espírito Santo desceu.

Muitos estão no mover, mas o mover não está neles. Conheço muitos irmãos que aparentemente estão participando da unção, mas suas vidas são sempre vazias das marcas que legitimam o poder dos céus. São como garrafas tampadas lançadas ao mar. Elas estão no mar, mas o mar não está nelas, estão fechadas para as águas do mar. Conheço pessoas que há anos estão vazias e fechadas para as águas do Espírito, assim vivem boiando na superfície da fé. Eu sempre oro dizendo para que Jesus me livre desses irmãos. Precisamos tomar cuidado para não esfriar quando estamos ao lado desse tipo de pessoa. Esse crente sempre está desprezando a bênção e a unção de Deus. Lembre-se desse princípio: Você não pode receber o que você despreza!

O exemplo de Esaú e Jacó nos trazem luz sobre desprezar a unção. Não se diz que Esaú foi uma pessoa má. Provavelmente era correto como homem. Pagava suas contas em dia, era um bom vizinho e era também trabalhador. Todavia, foi duramente reprovado pelo Senhor por causa do amor pelas coisas mundanas e pelos prazeres físicos. Jacó errou em enganar, mas Esaú errou muito mais ao desprezar a bênção de Deus. Com sua atitude inconsequente, Esaú nos serve hoje de exemplo do que não devemos fazer quanto à unção. “...e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura. 17 Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado; porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscou diligentemente com lágrimas.” Hb 12:16-17

Fico pensando sobre o que leva uma pessoa a desprezar a unção?

Depois da oração de confissão de pecados para receber Jesus como Salvador no ato da conversão, a mais importante petição que alguém deve fazer a Deus deve ser pela unção! Jesus nos ensinou a orar especificamente pelo Espírito Santo. Essa é a oração pela unção. O Espírito Santo é a coisa pela qual todo o ministro deveria orar.
“Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Lc 11:13

O Espírito Santo nos ajudará! O Espírito Santo cairá sobre nós! A unção do Espírito Santo transformará o deserto nas várias áreas da nossa vida em campos verdes.

“Pedi ao SENHOR chuva no tempo da chuva serôdia; o SENHOR, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiro de água e erva no campo a cada um.” Zc 10:1

A vinda da unção

“E eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.” Mt 3:16


Finalmente, os céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre Jesus. Então começou o ministério poderoso do nosso Salvador Jesus Cristo. O poder que faria os milagres acontecerem chegou. O poder que levantaria os mortos três vezes estava agora presente. O Espírito Santo descera em forma corpórea sobre Jesus Cristo. Ele não era mais alguém que apenas tomara a forma de um homem, Ele era alguém ungido com o Espírito Santo e poder, e saiu fazendo o bem e curando a todos que estavam oprimidos pelo diabo. Que você possa ser ungido pelo Espírito Santo! Que você possa ter a experiência de se tornar uma pessoa ungida! Que você possa andar com Deus e segui-Lo até o dia em que a preciosa substância da unção seja sua.