20110928

Deus está à procura de filhos obedientes. Mt 3:17 - Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 25/09/11

“Este é o meu filho amado em quem me comprazo.” Mt 3:17

Nós somos uma igreja com grande encargo para gerarmos filhos para Deus, temos enfatizado isso nestes últimos anos, pois Deus deseja ter muitos filhos. Mas será que Deus quer somente filhos, ou ele também deseja que esses filhos sejam obedientes, sejam bons filhos. É claro que o nosso Pai celestial quer que sejamos bons filhos, ou seja, filhos aprovados por Ele. Veja então que não é só uma questão de ser filho, mas ser um filho aprovado por Deus.

Acho que esse momento é oportuno para fazermos a seguinte pergunta: Eu tenho sido um filho obediente para com o Pai celestial?

Antes de responder vamos fazer um teste e ver como anda o nosso relacionamento com o Pai celestial:

Primeiro, eu gostaria de saber se você tem filhos? Se você tem, você pode responder com conhecimento de causa a minha próxima pergunta. Você gostaria que seu filho agisse com você, da mesma maneira que você age com Deus, ou seja, com seu pai celestial?

Essa pergunta realmente me fez pensar e concluir que eu não tenho sido um bom filho para Deus.

Quando Jesus foi batizado por João Batista, aconteceu que os céus se abriram e Deus disse: “Este é o meu filho amado em quem me comprazo.” Mt 3:17

Que tremendo é poder ouvir essas palavras de nosso Pai. Deus Pai está alegre por ter Jesus como filho. E veja que essas palavras expressam uma satisfação plena e não somente um sentimento momentâneo.

Certamente se o Senhor falar algo agora a meu respeito, não serão essas as suas palavras.

Vamos ler outro texto sobre Jesus na escritura para entendermos o porquê de sua aprovação como filho.

Veja que Jesus no episódio de seu batismo, ainda não tinha começado o seu ministério na prática. A partir de seu batismo, vemos Jesus iniciar seu ministério. Mas um relato sobre Jesus antes desse episódio do batismo pode nos ensinar algo precioso sobre como ser um filho aprovado. Essa menção de Jesus foi quanto à festa da páscoa, e ele estava com 12 anos.

No relato da festa da páscoa, Jesus era um pré-adolescente, e nós podemos aprender algo precioso observando o texto de Lucas 2:41 ao 52:

41 Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. 42 Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. 43 Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44 Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos; 45 e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. 46 Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. 47 E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. 48 Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. 49 Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? 50 Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. 51 E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. 52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Vendo este relato podemos aprender a respeito de como ser aprovado por Deus. Veja que José e Maria se afastaram de Jesus enquanto voltavam para Nazaré. Na verdade Jesus permaneceu em Jerusalém falando a respeito da Palavra de Deus para os doutores daquela época. Quando seus pais deram a sua falta, voltaram e encontraram-no, falando a estes homens. José e Maria trouxeram Jesus de volta para Nazaré, e o texto diz que Jesus e era-lhes submisso” V.51. Eu posso crer que a partir daqui, podemos aprender como ser um filho aprovado, como agradar ao Pai de maneira plena.

Como nós sabemos, Jesus é o Deus Filho. Veja que Deus se encarnou e tornou-se homem. Você já imaginou como é difícil submeter-se a alguém inferior a você? A submissão de Jesus foi muito diferente da submissão que devemos praticar, pois Jesus sempre foi Deus. “6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Fl 2:6-7

A Bíblia diz que Jesus obedeceu, e isso certamente ele fez por muito tempo antes de iniciar seu ministério. Podemos deduzir que durante 18 anos, Jesus aprendeu a ser filho obedecendo ao Deus Pai, e na condição de homem obedecendo a José e Maria. Durante 18 anos Jesus cresceu nas três áreas do ser humano. Alma, corpo e espírito cresceram durante esse tempo. O segredo do crescimento está na obediência, na submissão. Isso pode ser confirmado no texto de Luca 2:51-52.

"51 E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. 52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Jesus cresceu em todos estes anos, e o resultado foi agradar o Pai. Todo pai se alegra em ver seu filho crescer. Em Mt 3:17, Jesus estava com seus 30 anos, 18 anos se passaram antes de Jesus ouvir as palavras de Deus dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”.

Você pode imaginar Deus tendo que aprender alguma coisa? Não é cabível pensar nisso partindo do princípio que Deus é onisciente. Mas Deus em forma de homem aprendeu a obedecer. O texto de Hebreus 5:8 diz que ele aprendeu a obediência. Certamente a conduta de obediência de Jesus foi determinante para ser um filho aprovado pelo Pai; pois “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu...” Hb 5:8 e ainda em Fl 2:8 podemos ler:e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Fl 2:8

Deus quer sentir alegria na obediência de seus filhos, pois ele sabe que se formos obedientes seremos abençoados.

“O SENHOR te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do SENHOR, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir..” Dt 28:13

Veja só como as coisas de Deus são opostas às coisas de satanás. Jesus obedeceu a seu Pai e por isso morreu para si mesmo. Quem obedece de alguma forma morre para si mesmo para fazer a vontade de alguém, enquanto que o desobediente está vivendo para si mesmo manifestando o espírito de lúcifer, pois este decidiu desobedecer ao Pai.

Jesus sendo Deus não usurpou ser igual ao Pai. Lúcifer não sendo Deus quis ser como o Deus é, por isso foi lançado por terra.

"12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14 subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. 15 Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.” Is 14:15-16

Quem vive na desobediência está filiado ao diabo, perdeu sua filiação original, pois deixou de viver como um filho de Deus, vive para os seus prazeres, para a sua própria vida e decide os seus caminhos, geralmente estes estão fadados a frustração, derrota e morte. Geralmente as pessoas vivem em desobediência, por causa da inclinação pecaminosa da carne. O grito de independência também produz um som de morte.

Veja o exemplo de Saul, Deus havia dado uma direção a ele, para destruir por completo os amalequitas. Saul preferiu andar pelo seu próprio entendimento, e não seguiu a risca o que Deus tinha pedido. Saul poupou o rei Agague e o melhor dos animais quando deveria ter destruído tudo. Quando foi confrontado por Samuel, Saul ainda quis justificar-se. Nossos atos de justiça são como trapos de imundícia. Por essa causa Deus o rejeitou e o destituiu de seu trono. Veja que Saul nem cria mais ser um servo de Deus. Quando Samuel o questionou sobre os animais que não haviam sido mortos, ele disse: “...De Amaleque os trouxeram; porque o povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois, para os sacrificar ao SENHOR, teu Deus; o resto, porém, destruímos totalmente....” 1Sm 15:15

Pessoas desobedientes são pessoas que negam a Deus, essas pessoas são destituídas do reino de Deus. Por causa da desobediência, Saul ouviu de Samuel: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar...” 1Sm 15:22

Obedecer é parecer-se com Cristo, enquanto viver em desobediência é ter a semelhança de lúcifer. “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria” 1Sm 15:22

Certo está o pastor Renê Terra Nova, quando diz: "Quem não obedece, assina sua própria certidão de óbito". Está morto para Deus. E é por essa razão que o povo diz: "Quem não obedece, padece".

Diz uma história que um menino estava sentado junto ao portão que dava acesso à propriedade de seu pai, quando Napoleão Bonaparte se aproximou com seus homens e queria cruzar aquela propriedade, porém, o menino o impedia. Zangado, o Imperador gritou com ele: “Menino, eu sou Napoleão Bonaparte, o Imperador. Abra este portão!”. Muito educado, o menino tirou o chapéu, e perguntou? “O senhor vai querer que eu desobedeça meu pai? Este portão está fechado, aqui ninguém passa, conforme meu pai determinou!”. Napoleão virou-se para seus generais e disse: “Dêem-me mil homens como este menino, e conquistarei o mundo todo”, e foi-se por outro caminho.

Para os irmãos que tem dificuldade em seguir orientação, eu sempre digo que se sua liderança não te pedir para pecar, obedeça!

Agora voltando a olhar para Jesus que é o nosso parâmetro de obediência, é bom também dizer que Cristo aprendeu a obediência pelo que padeceu. Isso é não apenas saber do ponto de vista intelectual, mas principalmente praticar aquilo que foi ensinado.

“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos...” Tg 1:22

Um crente chegou em casa depois do culto, num domingo, mais cedo que de costume. Uma pessoa da casa surpreendeu-se e perguntou: "Já acabou?" E o crente, lembrando da mensagem ouvida na igreja, respondeu: "Agora é que vai começar!"

Aprender em última análise é praticar o ensino, e não somente saber. É como aquela estória que alguém disse: Eu errei mas não foi a minha intenção. A intenção sem ação não vale nada, pois ela é interior, sem manifestação e resultado real. Alguém já disse que as ruas do inferno estão pavimentadas de boas intenções.

Mas gostaria de dizer que obedecer é sujeitar-se, não resistir, estar sob autoridade, ser influenciado por alguém, no nosso caso tudo pode ser resumido em ser dirigido pelo Pai.

Mas porque é tão difícil obedecer a Deus?

Por causa da Independência

Quando você não obedece seu pai ou mãe, é como se você estivesse dizendo: Eu não preciso de você! Sou independente de você! Posso decidir minha vida sem você! Certamente obedecer não é agradável, nem prazeroso a maior parte das vezes. Mas é necessário para sermos aprovados pelo pai. E não é uma questão de sentir apenas, mas de decidir somente.

Devemos depender por uma questão de necessidade. Todos os meses recebemos a conta de energia elétrica em casa para pagar. Não conheço uma só pessoa que se levante pela manhã, olhe-se no espelho, penteie o cabelo (se tiver...), sorria, e diga alegre e feliz: "Hoje vou pagar a conta de luz, porque estou com vontade de fazê-lo". Ou então: "Estou com uma vontade enorme de pagar a conta de luz! Ah! Nunca senti, antes, tanta vontade de entregar o meu dinheiro pra Eletropaulo que, tão amavelmente, me presta esse serviço!". Você está rindo porque sabe que quase todos nós deixamos esses pagamentos para a última hora, justamente porque não é uma coisa que "temos vontade" de fazer. E no entanto, pagamos, não é verdade? Pagamos, porque sabemos que, se quisermos continuar a receber o benefício, temos de cumprir essa responsabilidade. Não é questão de "ter vontade", mas de consciência de que neste caso sou dependente da Eletropaulo.

Infelizmente perdemos a dependência do Pai no decorrer dos anos. Jesus obedeceu porque reconhecia sua dependência do Pai. Ele tinha uma conexão ou uma relação imediata com o Pai. Isso é estar ligado a Ele. Só poderemos ser aprovados pelo Pai quando reconhecermos que dependemos dele para tudo. Por isso não quero falar da obediência sem caracterizar o filho aprovado por Deus como alguém que depende dele, obedece e cumpre a sua vontade em tudo.

Jesus sempre foi dependente do Pai!!!

Jesus quando criança dependeu de seus pais como qualquer criança depende de seus pais. Ao escolher seus seguidores, Jesus dependeu totalmente do Pai. A Bíblia nos informa que Ele passou muito tempo em oração na presença de Deus, buscando a sua direção. Jesus dependeu de Deus para a realização de milagres, como por exemplo a multiplicação dos pães e peixes. O nosso maior exemplo de uma vida totalmente entregue e dependente de Deus é Jesus. Jesus viveu toda a sua vida aqui na terra em função de fazer a vontade do Pai, e não a sua. Ele dependeu do Pai, ofereceu-se ao Pai, viveu para cumprir os propósitos do Pai, rendeu-se aos planos do Pai e, acima de tudo, submeteu-se à vontade do Pai. Jesus foi modelo em tudo. Uma das passagens que mais reflete a dependência total de Jesus ao Pai, foi na noite anterior a crucificação quando ele orou dizendo: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. ” Mt 26:39b

Jesus dependeu em tudo da ação de Deus em poder, e por isso ele a cada dia buscava o Senhor em oração diariamente. Ele dependeu em tudo do Pai.

Um certo senhor, acompanhado por sua filhinha, ia subir uma montanha muito alta. A menina sugeriu: papai eu vou na frente, e o senhor venha um pouco atrás. Ela começou a subida com muito entusiasmo, pois queria mostrar ao pai como era forte e capaz. O caminho, porém, tornava-se cada vez mais íngreme e difícil e a menina por isso, caía de vez em quando, mas porque era corajosa, levantava-se e punha-se novamente a subir. Os espinhos lhe rasgavam a roupa e a pele, mas mesmo assim, continuava a subir. Finalmente não pôde subir mais e levou um tombo cruel. Então chorando se virou para o pai e gritou por socorro. Ele a tomou nos braços e a levou assim até o cume do monte.

Deus não quer que subamos a montanha da vida a sós. Toda a nossa experiência nos ensina que temos um grande amigo invisível, mas muito real, que espera o momento em que nós, certos da nossa fraqueza, nos voltemos para Ele, em busca da proteção e auxílio que Ele nos quer dar. Dependa do Pai, reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, ele é contigo e não te deixará.

Eu li em algum lugar: "No Reino de Deus independência é morte, mas dependência de Deus é vida."

“As pessoas confiam em muitas coisas e por isso são desobedientes.”

Quando tudo o que você tem é Deus, então você em tudo depende d’Ele.

Se é para fazer o almoço, a dona de casa diz: Senhor eu dependo de ti para isso. Se é para fazer uma prova o homem diz: Senhor eu dependo de ti para isso. Se á para aconselhar, o pastor diz: Senhor eu dependo de ti para isso. Se é para jogar um futebol, o jovem diz: Senhor eu dependo de ti para isso. Mas também se é para amar quem nos odeia, podemos dizer: Senhor eu dependo de ti para isso. Se é para ganhar almas, precisamos dizer: Senhor eu preciso de ti para isso. Se queremos ser aprovados, precisamos dizer: Senhor eu dependo de ti para isso!

Lembremos da orientação de Paulo aos Corintios: “...Ninguém pode dizer Jesus é o Senhor, se não for pelo Espírito.” 1Co 12:3

Deus está a procura de filhos espirituais que lhe dêem alegria! Você pode ser um destes filhos hoje, é só se arrepender por ter sido desobediente, pedir perdão pelos seus pecados e ouvir do Senhor:

“Este é o meu filho amado em quem me comprazo.” Mt 3:17

20110919

O Poder do Memorial. Lm 3:21 - Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 18/09/11

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Lm 3:21

Nós sabemos que um dos mandamentos da Bíblia que as pessoas mais ignoram, é o mandamento de fazer memoriais que contem aos nossos filhos, a nossa família, a próxima geração, os feitos de Deus. É preciso que os nossos descendentes e as pessoas que conhecemos saibam quem Deus é, e o que Deus fez e o que pode fazer para que os feitos de Deus sejam lembrados e contados e continuem acontecendo. “Louvar-te-ei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.” Sl 9:1

Deus é um Deus de princípios e um de seus princípios é:

“Todos aqueles que o servem devem fazer memoriais dos seus feitos.”

A celebração da ceia ou “Santa Ceia”, é um memorial que nos lembra os feitos de Jesus. “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim.” Lc 22:19

Contar os seus feitos é importante para lembrarmos o que Deus fez. Como na santa ceia, em todos os momentos de lucidez precisamos anunciar os feitos do Senhor.

Em Êxodo, vemos o próprio Deus estabelecendo a páscoa como memorial. Essa mesma páscoa que depois foi transformada em ceia foi memorial para anunciar e lembrar o povo de Israel sobre os grandes feitos do Senhor.

Este memorial lembrava a morte dos primogênitos do Egito e a libertação dos israelitas. O nome páscoa deriva de uma palavra hebraica, que significa a passagem do anjo exterminador. Na ocasião foram poupadas as habitações dos israelitas, cujas portas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Êx 12:11- 27).

Vamos ler Êxodo 12:14; 24

“Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” v. 14

Guardai, pois, isto por estatuto (Memorial) para vós outros e para vossos filhos, para sempre.” v. 24

Porque o Senhor criou este memorial?

26 Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? 27 Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou.

A visão de Deus é que o seu nome seja anunciado em toda a terra (Gn 1:28). Mas como isso iria acontecer? O sistema de Deus são os memoriais.

Na confecção da arca da aliança, O Senhor pediu para que dentro da arca fosse colocado o Testemunho ou memorial!

“Então porás na arca, o testemunho, que eu te darei.” Êxodo 25:16

O Maná (Memorial de provisão)

O maná nos fala do alimento diário que foi dado por Deus ao seu povo enquanto caminhavam no deserto durante quarenta anos! O alimento era diário, mostrando-nos que a cada dia nos dá o Senhor a sua porção!

A Vara de Arão (Memorial de autoridade)

A outra coisa que havia na arca era a vara de Arão. Certa vez começaram a questionar Moisés a respeito da autoridade de Arão como sumo sacerdote, mas quem havia dado esse cargo a ele era o próprio Deus. Então Deus mandou que cada tribo tomasse uma vara seca e colocasse em frente à porta da tenda da congregação. Durante uma noite a vara de Arão deu flores, folhas e frutos, e assim Deus mostrou que Ele havia escolhido Arão.

As Tábuas da Lei (Os 10 mandamentos + 503 Leis). (Memorial da palavra)

Por último tinha na arca as duas tábuas da velha aliança, que tinham sido escritas pelo próprio Deus. Eram estas Leis que guiavam o povo. Eram chamadas de Tábuas do testemunho, pois nelas Deus dava testemunho da Sua vontade. Não conseguimos discernir na carne qual a vontade de Deus para nossas vidas, mas quando lemos Sua Palavra tudo fica claro. Ela mostra o que é certo, o que é errado, o que devemos fazer o que não devemos.

Deus é um Deus de memoriais!

Memorial segundo a interpretação literal da palavra significa:

1. Algo relativo à memória; 2. Que faz lembrar. Um gatilho que dispara na sua memória os feitos de Deus.

Um memorial pode ser um fator de fortalecimento em meio a situações adversas.

Exemplos de memoriais:

Cartinhas do encontro com Deus, Fotografias, Objetos diversos, aliança, quadros, etc.

Nós precisamos aprender a levantar memoriais. Quando a Bíblia fala de ensinar ou trazer a luz os atos do poder de Deus manifestado, Deus na verdade está criando uma ocasião para propagar a sua glória através de memoriais.

Veja porque Deus se importa com memoriais:

1. Cativar seu pensamento. Lembranças santas. Deus quer lembrar você de seu poder e misericórdia, para conformar a sua mente com a mente dele, com a grandeza e soberania dele!!!

A nossas maiores lutas começam na região da nossa mente!

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas (engano) 5 e toda altivez (arrogância) que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, 6 e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão. 2Co 10:4-6

“1 Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. 2 Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra...” Cl 3:2

“1 Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:1-2

Leia Lamentações de Jeremias capítulo 3 e veja como este homem é cheio de Deus quando ele lembra ou faz um memorial das coisas que Deus fez e pode fazer.


“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Lm 3:21

Memoriais servem para cativar a mente segundo a mente de Cristo.

2. Ensino. Memoriais servem para nos ensinar!

Deus é um Deus de memórias e de ensino, nós podemos ver isso em toda a Bíblia.

Êxodo 16:32

“E disse Moisés: Isto é o que o Senhor ordenou: Dele enchereis um gômer (uma bacia), o qual se guardará para as vossas gerações, para que elas vejam o pão que vos dei a comer no deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito.”

Eu conheço uma igreja, onde memoriais foram expostos em uma sala dos milagres, onde cadeiras de rodas, muletas, óculos e muitos instrumentos ortopédicos estão expostos como memorial do que Deus fez, isso para ensinar sobre o poder de Deus!!!

Existem memoriais na sua vida?

Um irmão após ter sua filha curada de uma doença grave, deixou exposto em sua sala todos os objetos que antes a sua filha usava. Veja que este homem não estava idolatrando os objetos, mas usava estes como memoriais.

3. Memorial é uma maneira de provocar conversa!

Sempre haverá uma oportunidade para compartilhar sobre os feitos de Deus através de memoriais. A cicatriz nas costas de meu flho Davi de 9 anos, é um memorial que sempre me permite falar do grande milagre que Deus operou na vida dele.

Um irmão deixou um aparelho ortopédico exposto na sua sala, e todos os que entravam perguntavam, para que servia aquilo? Essa era a deixa para ele dizer sobre o milagre que Deus tinha feito na vida de sua filha.

Fazer memoriais do poder de Deus é uma odenança!!!

Faça hoje um memorial para lembrar do Senhor!!!

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Lm 3:21

20110912

A Síndrome de Caim. Parte 2 - Gn 4:1-16 - Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 11/09/11

É a falta de uma boa atitude que tem desmantelado a vida de tantas pessoas. Uma vida de insucessos, seja na área espiritual, emo­cional ou física, começa com o envenenamento da atitude do nosso coração. Por isso, a cura começa também pelo tratamento dessa atitude. Foi a falta de uma atitude coerente com o propósito de Deus que levou Caim à ruína.


Sintomas da síndrome de Caim:


1. Incapacidade de assumir responsabilidades. Veja como o coração de Caim se revela ao apresentar a oferta. Ele não assume responsabilidades. Em vez de reconhecer seu erro ao ofertar, Caim irrita-se e rebela-se. Em vez de agir (atitude), ele reage! Ignoramos a proteção do seu não pela incapacidade de assumirmos nossas responsabilidades.


2. Viver a vida como se fosse uma competição. Ao perceber que a oferta de Abel fora aceita, em vez de ficar feliz com seu irmão, Caim se amargura, fica desgostoso. Caim vê a vida como uma competição. No mínimo, ele precisa empatar com os que vivem a seu lado. Sua oferta precisa ser, pelo menos, aceita como foi a de Abel. Caim anseia pela igualdade. Considera que é merecedor do mesmo tratamento que Deus dá a seu irmão. Quantas famílias e pessoas são destruídas por essa atitude er­rada.


3. Valorização exagerada de si mesmo. Permitir que a vida fosse dominada pela soberba foi a atitude que complicou a vida de Caim. Seu orgulho o impede de tentar ofertar novamente, de modo a ser aceito por Deus. A soberba de seu coração apresenta a parceira das desgraças: a vergonha. Tentar de novo? Reconhecer o erro? Isso é uma vergonha! E assim com Caim.


4. Espírito crítico. A visão exacerbada sobre si mesmo, que Caim nutriu no cora­ção, transformou-o em um crítico frio e maligno. Ele permite firmar em seu coração a mentira diabólica de que ele era melhor que Abel. Caim, porém, sabia a verdade e temia o fato de Abel ser melhor que ele. O problema não era a certeza de ser o melhor, e sim a convicção de ser o pior. Isso o transformou em um murmurador, um queixoso, homem cínico.


5. Rejeição. O Senhor disse a Caim: "Se você fizer o bem, não será acei­to?". Deus não estava rejeitando a pessoa de Caim, e sim os seus atos. Mas Caim não soube separar a rejeição dos seus atos da rejei­ção de sua pessoa. E não percebeu que o que Deus procurava não era o sacrifício apenas, mas seu coração.


6. Não encarar a culpa. Caim não enfrentou sua culpa, e este foi um dos fatores que o levaram a se afastar de Deus. Ele saiu da presença do Senhor para não ter de enfrentar o fracasso. Seu pecado aprisionou-o e trancou-o atrás das garras da vergonha, da decepção, do medo e da culpa. A culpa sempre nos afasta de Deus e das pessoas, porque Sata­nás vem e semeia a vergonha.


7. Fundamentar a vida na mentira. "Caim atacou seu irmão Abel e matou-o. Então, o Senhor pergun­tou a Caim: 'Onde está seu irmão Abel?' Respondeu ele: 'Não sei...' " Deus oferece a oportunidade de Caim tratar o assunto, resolver o problema, mas ele prefere esconder a verdade e entregar-se a uma vida de mentiras. Caim deve ter pensado que a mentira poderia facilitar-lhe as coisas, e assim cai no engano da mentira.

Ao finalizar este compartilhamento, convido você a meditar cuidadosa­mente sobre os motivos ou atitudes do seu coração.


“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8

20110905

A Síndrome de Caim. Gn 4:1-16 - Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 04/09/11

Esboço baseado no livro "A Síndrome de Caim" escrito pelo pastor J. Jacó Vieira. Editora Vida

Introdução

Caim foi o primeiro filho de Adão e Eva. Abel foi o segundo. Os dois nasceram como frutos do amor de seus pais. O nascimento de Caim foi motivo de alegria para sua mãe, que assim se expressou: "Com o auxílio do Senhor tive um filho homem". Certamente Adão e Eva devem ter criado seus filhos com o mes­mo carinho e amor distribuído a cada um deles. Imaginamos que lhes tenham contado as muitas histórias sobre o modo como vivi­am antes, no Éden, sobre os encontros pessoais que tinham com Deus e sobre como eram maravilhosas as conversas enquanto so­prava a brisa do dia. Certamente Caim e Abel receberam a mes­ma formação familiar. Eles conheciam a Deus, sabiam da justiça divina, bem como da misericórdia e da graça experimentada por eles e pelos próprios pais.

Como quaisquer outros irmãos, eles tinham suas diferenças. Um se parecia mais com a mãe, o outro com o pai. Um queria ser criador de animais, o outro se interessava por agricultura. Com exceção disso, pareciam iguais. Compatí­veis. Criados na mesma cultura, brincando nas mesmas colinas. Brincando com os mesmos animais, falavam com o mesmo so­taque. Adoravam o mesmo Deus.

Quem poderia imaginar que o mais velho seria o assassino do mais jovem? Penso que, a respeito disso, sobram perguntas.

Por que, em algumas famílias, filhos ensinados com o mesmo carinho, modelo positivo de vida, dedicação altruísta, for­mação intelectual excepcional, forjados em meio a exemplos espiri­tuais de vidas dedicadas e consagradas a Deus, apesar de tudo isso se tornam pessoas frias, distantes de Deus, divorciadas daquilo que é digno, de boa fama, nobre, correto, puro e amável?

Foi assim com Caim e Abel. Mesma família, mesma devoção, mesma educação no lar, mesmo carinho, as mesmas oportunidades. Todavia, duas pessoas completamente diferentes.

Vemos isso acontecer em dimensões diferentes a nossa volta. São aqueles que, embora não sejam membros de uma mesma família, moram na mesma cidade, no mesmo bairro, têm as mes­mas condições financeiras, a mesma formação intelectual e espiri­tual, congregam na mesma igreja e, todavia, vivem uma vida marcada pelas situações mais negativas possíveis, enquanto outros vivem de forma ordeira e na prática do bem. Há pessoas que conseguem "tirar de letra" todas as crises que a vida lhes apresenta, vencendo mágoas, enquanto outros enfrentam as mesmas lutas e se deixam levar pelas derrotas, tornan­do-se pessoas fracassadas e ressentidas.

Vemos casais que mantêm a qualidade do casamento, enquanto outros, possuidores do mesmo amor, simplesmente se rendem a intrigas, ofensas, agressões e vivem apenas suportando um ao ou­tro. Enquanto alguns casais aproveitam ao máximo o casamento, outros mal conseguem permanecer juntos. O que justificaria situações dessa natureza? Falta de sorte? Falta de amor?

Voltemos ao texto de Gênesis 4:7: "Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo". Caim não teve uma atitude correta diante de Deus e esse é o dilema que muitos hoje estão vivendo. Caim não procedeu de forma adequada ao permitir que o pecado o domi­nasse. Essa foi a causa da derrota de Caim

A chave para uma amizade com Deus não é mudar o que fazemos, mas mudar a atitude em relação ao que fazemos. Rick Warren1

A nossa atitude diante das circunstâncias pode determinar nosso sucesso ou nosso fracasso! Quando mantemos a atitude certa em nosso coração, não importa o que acontece conosco. Não importa o que a vida, as circunstân­cias e as pessoas nos reservem, sempre podemos escolher a atitude que tomaremos.

É nossa escolha de desistir ou prosseguir, amar ou odiar, optar pelo ânimo ou entregar-se ao desânimo, esperar ou desesperar-se, viver contente em toda e qualquer situação ou contentar-se com a murmuração; suportar tudo, entregando-se àquele que julga reta­mente,5 ou acomodar-se no cantinho da auto-comiseração. Tudo se resume numa coisa: a atitude do coração diante das circunstâncias.

É a nossa atitude dian­te das oportunidades e dificuldades que faz a diferença, porque é ela que define a maneira pela qual vamos encarar os acontecimen­tos dos quais não estamos imunes.

Quando nutrimos uma boa atitude, as difi­culdades equivalem à prosperidade. Ela nos capacita a tirar vantagens daquilo que os outros só enxergam como desgraça.

Desde que coerente com os propósitos de Deus, a atitude pode transformar tristezas em alegrias, noites em dias, vale de trevas e morte em céu, problemas em bênçãos, capacitando-nos a celebrar a vida, mesmo vestida de dor.

Atitude é a revelação da nossa fé interior. É a parte visível de nossa doutrina, nosso sistema de crença. Tanto a derrota quanto a vitória começam com a postura que teremos no coração.

"Mas eles não me ouviram nem me deram atenção. Antes, se­guiram o raciocínio rebelde dos seus corações maus. Andaram para trás e não para a frente", diz Jeremias 7:24. O povo de Israel nos serve de exemplo. A atitude errada, no coração desse povo, levou-os a andar para trás. Estabeleceu-se a derrota ao invés da vitória, casti­go em vez de alívio, maldição no lugar de bênção.

Deus nos deixa livres para escolhermos, mas, uma vez que a atitude interior foi tomada, não temos mais como controlar as con­seqüências, porque acionamos a lei das conseqüências não planeja­das. "Se continuarmos a fazer o que sempre fizemos, vamos continuar recebendo o que sempre recebemos. Em outras palavras, se quere­mos evitar os mesmos resultados de sempre, precisamos evitar os mesmos comportamentos de sempre."

A verdade é que a atitude do coração determina o alcance que teremos em nossa existência. Ela nos leva a superar a nós mesmos, ou determina nossa escravidão e destruição. Portanto, não cuidar da atitude é decretar nossa própria ruína. Ela não é apenas uma contribuição para que o sucesso se torne uma realidade, mas o prin­cipal fator que determina a nossa realização.

As pessoas que nutrem atitudes inadequadas no coração nor­malmente apontam outros fatores ou pessoas como sendo os causa­dores de suas adversidades e seus fracassos. Mas o fato é que somos responsáveis pela atitude que tomamos diante das contrariedades da vida e, por conseqüência, somos os maiores responsáveis por aquilo que nos tornamos.

Em outras palavras, o que importa não é o que acontece conosco, mas o que acontece em nós. Isto porque nossa atitude não está ba­seada em:

Circunstâncias: não podemos controlar o que nos aconte­ce, mas somos totalmente responsáveis por nossa reação àquilo que acontece conosco.

Formação: o passado já passou e está fora de seu controle; você é responsável por não permitir que ele controle o presente.

Limitações: já que todos enfrentam limitações de algum tipo — seja por falta de talento, pouco dinheiro, escassez de oportunidades ou aparência não privilegiada —, você precisa aprender a conviver com elas.

Outras pessoas: apenas você é o responsável pelas escolhas que faz hoje; você pode ter sido ferido ou ter sofrido al­gum abuso no passado, mas depende de você curar essas ofensas — do mesmo modo como procede quando está ferido fisicamente — e seguir adiante.

Quando as circunstâncias são boas, ninguém encontra uma ra­zão para ter uma atitude negativa. Do mesmo modo, ainda que as circunstâncias sejam ruins, precisamos achar um jeito de manter uma atitude saudável.

O problema de Caim foi o envenenamento da atitude

É a falta de uma boa atitude que tem desmantelado a vida de tantas pessoas. Uma vida de insucessos, seja na área espiritual, emo­cional ou física, começa com o envenenamento da atitude do nosso coração. Por isso, a cura começa também pelo tratamento dessa atitude. Foi a falta de uma atitude coerente com o propósito de Deus que levou Caim à ruína. Esse foi o problema dele. Sua atitude era divorciada de Deus. Por essa razão, sua oferta não foi aceita, uma vez que sua atitude a estragou.

Como lemos em Gênesis 4:3,4: "Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Se­nhor aceitou com agrado Abel e sua oferta".

A aceitação de Abel não estava relacionada à simpatia pelo que ele era fisicamente. Não era uma questão de empatia pela persona­lidade dele, tampouco porque Deus tinha preferências por Abel e rejeição por Caim. A razão da aceitação de Abel e da rejeição de Caim foi mais profun­da: começou no coração!

“...porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.” 1Sm 16:7

Podemos conjecturar e dizer que quando um animal dos rebanhos de Abel dava cria pela primeira vez, o recém-nascido era marcado. "Este pertence ao Senhor", pensava consigo mesmo. É o mais perfeito, merece ser premiado. Por outro lado, como um homem que procura uns trocados no bolso para atirar no gazofilácio, Caim apresentou ape­nas uma porção "do fruto da terra". "Isso será suficiente", racio­cinou ele. Sua intenção era guardar para si as colheitas melhores.

Como vemos, foi a atitude do coração de Caim que levou Deus a aceitar a oferta de Abel e a rejeitar a sua. O problema não era meramente a oferta de Caim, era o seu coração, a sua atitude. Nos versos 4 e 5 de Gênesis 4, lemos: "O Senhor aceitou com agrado Abel e sua ofer­ta, mas não aceitou Caim e sua oferta".

Primeiro, Deus olha para Abel, para o seu coração, e o aceita, para depois aprovar sua oferta. O mesmo ocorre com Caim. Deus primeiro vê Caim, a atitude existente em seu coração, rejeita-o e, conseqüentemente, rejeita sua oferta também. Deus não vê da mesma forma que o homem: "o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".

A atitude interior de Caim estragou a oferta, pois ela tornou-se a expressão da maldade que havia dentro de um coração divorciado de Deus. Sobre isso, a palavra do Senhor nos diz: "Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala".

"Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas"1 Jo 3:12

O âmago do problema estava na má atitude do coração de Caim, na sua resistência em proceder de forma aparentemente justa, boa e agradável. Mas Deus viu que, na verdade, suas obras eram más e sua oferta, portanto, não tinha o mesmo valor que a de Abel.

Quando não nutrimos, em nosso coração, a atitude correta para com a vida e para com Deus, nada do que fazemos tem valor. A própria Bíblia afirma que todos os nossos atos de justiça são vistos por Deus como trapo imundo. Nossa vitória na vida, seja contra o desejo do pecado ou contra o pecado em si, ou em qualquer outra área, se inicia com a atitude que tomamos no coração. E nesse lugar interior em que tudo começa.

Nosso coração é uma terra fértil

Pense por um momento em seu coração como se ele fosse uma terra fértil. As similaridades virão rapidamente. E o seu coração, como uma terra fértil, precisa ser gerenciado. Considere seus pensamentos, por um momento, como se fossem sementes. Alguns deles tornam-se flores. Outros, ervas daninhas. Plante as sementes da esperança e desfrute o otimismo. Plante sementes de dúvida e espere insegurança. "Pois o que o ho­mem semear, isso também colherá."

Se o coração é uma terra fértil e nossos pensamentos são como se­mentes, não deveríamos ser mais seletivos quanto às sementes que permitimos que são lançadas nessa terra? Não deveria haver uma sentinela na porta? Guardar o coração não é uma tarefa estratégica? De acordo com a Bíblia, é: "sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida".

Continua na próxima semana...