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20110905

A Síndrome de Caim. Gn 4:1-16 - Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 04/09/11

Esboço baseado no livro "A Síndrome de Caim" escrito pelo pastor J. Jacó Vieira. Editora Vida

Introdução

Caim foi o primeiro filho de Adão e Eva. Abel foi o segundo. Os dois nasceram como frutos do amor de seus pais. O nascimento de Caim foi motivo de alegria para sua mãe, que assim se expressou: "Com o auxílio do Senhor tive um filho homem". Certamente Adão e Eva devem ter criado seus filhos com o mes­mo carinho e amor distribuído a cada um deles. Imaginamos que lhes tenham contado as muitas histórias sobre o modo como vivi­am antes, no Éden, sobre os encontros pessoais que tinham com Deus e sobre como eram maravilhosas as conversas enquanto so­prava a brisa do dia. Certamente Caim e Abel receberam a mes­ma formação familiar. Eles conheciam a Deus, sabiam da justiça divina, bem como da misericórdia e da graça experimentada por eles e pelos próprios pais.

Como quaisquer outros irmãos, eles tinham suas diferenças. Um se parecia mais com a mãe, o outro com o pai. Um queria ser criador de animais, o outro se interessava por agricultura. Com exceção disso, pareciam iguais. Compatí­veis. Criados na mesma cultura, brincando nas mesmas colinas. Brincando com os mesmos animais, falavam com o mesmo so­taque. Adoravam o mesmo Deus.

Quem poderia imaginar que o mais velho seria o assassino do mais jovem? Penso que, a respeito disso, sobram perguntas.

Por que, em algumas famílias, filhos ensinados com o mesmo carinho, modelo positivo de vida, dedicação altruísta, for­mação intelectual excepcional, forjados em meio a exemplos espiri­tuais de vidas dedicadas e consagradas a Deus, apesar de tudo isso se tornam pessoas frias, distantes de Deus, divorciadas daquilo que é digno, de boa fama, nobre, correto, puro e amável?

Foi assim com Caim e Abel. Mesma família, mesma devoção, mesma educação no lar, mesmo carinho, as mesmas oportunidades. Todavia, duas pessoas completamente diferentes.

Vemos isso acontecer em dimensões diferentes a nossa volta. São aqueles que, embora não sejam membros de uma mesma família, moram na mesma cidade, no mesmo bairro, têm as mes­mas condições financeiras, a mesma formação intelectual e espiri­tual, congregam na mesma igreja e, todavia, vivem uma vida marcada pelas situações mais negativas possíveis, enquanto outros vivem de forma ordeira e na prática do bem. Há pessoas que conseguem "tirar de letra" todas as crises que a vida lhes apresenta, vencendo mágoas, enquanto outros enfrentam as mesmas lutas e se deixam levar pelas derrotas, tornan­do-se pessoas fracassadas e ressentidas.

Vemos casais que mantêm a qualidade do casamento, enquanto outros, possuidores do mesmo amor, simplesmente se rendem a intrigas, ofensas, agressões e vivem apenas suportando um ao ou­tro. Enquanto alguns casais aproveitam ao máximo o casamento, outros mal conseguem permanecer juntos. O que justificaria situações dessa natureza? Falta de sorte? Falta de amor?

Voltemos ao texto de Gênesis 4:7: "Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo". Caim não teve uma atitude correta diante de Deus e esse é o dilema que muitos hoje estão vivendo. Caim não procedeu de forma adequada ao permitir que o pecado o domi­nasse. Essa foi a causa da derrota de Caim

A chave para uma amizade com Deus não é mudar o que fazemos, mas mudar a atitude em relação ao que fazemos. Rick Warren1

A nossa atitude diante das circunstâncias pode determinar nosso sucesso ou nosso fracasso! Quando mantemos a atitude certa em nosso coração, não importa o que acontece conosco. Não importa o que a vida, as circunstân­cias e as pessoas nos reservem, sempre podemos escolher a atitude que tomaremos.

É nossa escolha de desistir ou prosseguir, amar ou odiar, optar pelo ânimo ou entregar-se ao desânimo, esperar ou desesperar-se, viver contente em toda e qualquer situação ou contentar-se com a murmuração; suportar tudo, entregando-se àquele que julga reta­mente,5 ou acomodar-se no cantinho da auto-comiseração. Tudo se resume numa coisa: a atitude do coração diante das circunstâncias.

É a nossa atitude dian­te das oportunidades e dificuldades que faz a diferença, porque é ela que define a maneira pela qual vamos encarar os acontecimen­tos dos quais não estamos imunes.

Quando nutrimos uma boa atitude, as difi­culdades equivalem à prosperidade. Ela nos capacita a tirar vantagens daquilo que os outros só enxergam como desgraça.

Desde que coerente com os propósitos de Deus, a atitude pode transformar tristezas em alegrias, noites em dias, vale de trevas e morte em céu, problemas em bênçãos, capacitando-nos a celebrar a vida, mesmo vestida de dor.

Atitude é a revelação da nossa fé interior. É a parte visível de nossa doutrina, nosso sistema de crença. Tanto a derrota quanto a vitória começam com a postura que teremos no coração.

"Mas eles não me ouviram nem me deram atenção. Antes, se­guiram o raciocínio rebelde dos seus corações maus. Andaram para trás e não para a frente", diz Jeremias 7:24. O povo de Israel nos serve de exemplo. A atitude errada, no coração desse povo, levou-os a andar para trás. Estabeleceu-se a derrota ao invés da vitória, casti­go em vez de alívio, maldição no lugar de bênção.

Deus nos deixa livres para escolhermos, mas, uma vez que a atitude interior foi tomada, não temos mais como controlar as con­seqüências, porque acionamos a lei das conseqüências não planeja­das. "Se continuarmos a fazer o que sempre fizemos, vamos continuar recebendo o que sempre recebemos. Em outras palavras, se quere­mos evitar os mesmos resultados de sempre, precisamos evitar os mesmos comportamentos de sempre."

A verdade é que a atitude do coração determina o alcance que teremos em nossa existência. Ela nos leva a superar a nós mesmos, ou determina nossa escravidão e destruição. Portanto, não cuidar da atitude é decretar nossa própria ruína. Ela não é apenas uma contribuição para que o sucesso se torne uma realidade, mas o prin­cipal fator que determina a nossa realização.

As pessoas que nutrem atitudes inadequadas no coração nor­malmente apontam outros fatores ou pessoas como sendo os causa­dores de suas adversidades e seus fracassos. Mas o fato é que somos responsáveis pela atitude que tomamos diante das contrariedades da vida e, por conseqüência, somos os maiores responsáveis por aquilo que nos tornamos.

Em outras palavras, o que importa não é o que acontece conosco, mas o que acontece em nós. Isto porque nossa atitude não está ba­seada em:

Circunstâncias: não podemos controlar o que nos aconte­ce, mas somos totalmente responsáveis por nossa reação àquilo que acontece conosco.

Formação: o passado já passou e está fora de seu controle; você é responsável por não permitir que ele controle o presente.

Limitações: já que todos enfrentam limitações de algum tipo — seja por falta de talento, pouco dinheiro, escassez de oportunidades ou aparência não privilegiada —, você precisa aprender a conviver com elas.

Outras pessoas: apenas você é o responsável pelas escolhas que faz hoje; você pode ter sido ferido ou ter sofrido al­gum abuso no passado, mas depende de você curar essas ofensas — do mesmo modo como procede quando está ferido fisicamente — e seguir adiante.

Quando as circunstâncias são boas, ninguém encontra uma ra­zão para ter uma atitude negativa. Do mesmo modo, ainda que as circunstâncias sejam ruins, precisamos achar um jeito de manter uma atitude saudável.

O problema de Caim foi o envenenamento da atitude

É a falta de uma boa atitude que tem desmantelado a vida de tantas pessoas. Uma vida de insucessos, seja na área espiritual, emo­cional ou física, começa com o envenenamento da atitude do nosso coração. Por isso, a cura começa também pelo tratamento dessa atitude. Foi a falta de uma atitude coerente com o propósito de Deus que levou Caim à ruína. Esse foi o problema dele. Sua atitude era divorciada de Deus. Por essa razão, sua oferta não foi aceita, uma vez que sua atitude a estragou.

Como lemos em Gênesis 4:3,4: "Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Se­nhor aceitou com agrado Abel e sua oferta".

A aceitação de Abel não estava relacionada à simpatia pelo que ele era fisicamente. Não era uma questão de empatia pela persona­lidade dele, tampouco porque Deus tinha preferências por Abel e rejeição por Caim. A razão da aceitação de Abel e da rejeição de Caim foi mais profun­da: começou no coração!

“...porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.” 1Sm 16:7

Podemos conjecturar e dizer que quando um animal dos rebanhos de Abel dava cria pela primeira vez, o recém-nascido era marcado. "Este pertence ao Senhor", pensava consigo mesmo. É o mais perfeito, merece ser premiado. Por outro lado, como um homem que procura uns trocados no bolso para atirar no gazofilácio, Caim apresentou ape­nas uma porção "do fruto da terra". "Isso será suficiente", racio­cinou ele. Sua intenção era guardar para si as colheitas melhores.

Como vemos, foi a atitude do coração de Caim que levou Deus a aceitar a oferta de Abel e a rejeitar a sua. O problema não era meramente a oferta de Caim, era o seu coração, a sua atitude. Nos versos 4 e 5 de Gênesis 4, lemos: "O Senhor aceitou com agrado Abel e sua ofer­ta, mas não aceitou Caim e sua oferta".

Primeiro, Deus olha para Abel, para o seu coração, e o aceita, para depois aprovar sua oferta. O mesmo ocorre com Caim. Deus primeiro vê Caim, a atitude existente em seu coração, rejeita-o e, conseqüentemente, rejeita sua oferta também. Deus não vê da mesma forma que o homem: "o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".

A atitude interior de Caim estragou a oferta, pois ela tornou-se a expressão da maldade que havia dentro de um coração divorciado de Deus. Sobre isso, a palavra do Senhor nos diz: "Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala".

"Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas"1 Jo 3:12

O âmago do problema estava na má atitude do coração de Caim, na sua resistência em proceder de forma aparentemente justa, boa e agradável. Mas Deus viu que, na verdade, suas obras eram más e sua oferta, portanto, não tinha o mesmo valor que a de Abel.

Quando não nutrimos, em nosso coração, a atitude correta para com a vida e para com Deus, nada do que fazemos tem valor. A própria Bíblia afirma que todos os nossos atos de justiça são vistos por Deus como trapo imundo. Nossa vitória na vida, seja contra o desejo do pecado ou contra o pecado em si, ou em qualquer outra área, se inicia com a atitude que tomamos no coração. E nesse lugar interior em que tudo começa.

Nosso coração é uma terra fértil

Pense por um momento em seu coração como se ele fosse uma terra fértil. As similaridades virão rapidamente. E o seu coração, como uma terra fértil, precisa ser gerenciado. Considere seus pensamentos, por um momento, como se fossem sementes. Alguns deles tornam-se flores. Outros, ervas daninhas. Plante as sementes da esperança e desfrute o otimismo. Plante sementes de dúvida e espere insegurança. "Pois o que o ho­mem semear, isso também colherá."

Se o coração é uma terra fértil e nossos pensamentos são como se­mentes, não deveríamos ser mais seletivos quanto às sementes que permitimos que são lançadas nessa terra? Não deveria haver uma sentinela na porta? Guardar o coração não é uma tarefa estratégica? De acordo com a Bíblia, é: "sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida".

Continua na próxima semana...

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