20150415

A torrente das águas purificadoras. Ez 47:1-12 - Sup. André Queiróz - Culto de Celebração - 12/04/15

​1 Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar. 2 Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito. 3 Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos. 4 Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos. 5 Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. 6 E me disse: Viste isto, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à margem do rio. 7 Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de um e de outro lado. 8 Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. 9 Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio. 10 Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do mar Grande, em multidão excessiva. 11 Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal. 12 Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio.

O rio misterioso tem grande significado profético. No milênio vindouro fluirão rios de água viva do santuário para os desertos da terra (Zc 14.8). Tudo viverá, por onde quer que passe este rio (v. 9).

1- O rio é extenso e fundo. É riquíssimo em bênçãos para a terra. 

A) Sua origem (nascente; v. 1): flui do santuário e é uma figura do Espírito Santo que vem do Pai (Jo 15.26; Lc 24.49). 

B) Sua corrente (v. 1; Zc 14.8; Ap 22.1): a água desce do altar (cruz), do lugar de todas as bênçãos, e corre para um mundo sedento. O Espírito Santo foi dado somente após a morte de Jesus Cristo no Gólgota. 

C) Sua força: o rio cresceu em poder e plenitude, apesar de não haver afluentes. Os rios deste mundo não podem enriquecer o trono de Deus. 

D) O rio traz saúde (v. 8). 

E) Ele revive (v. 9).

G) Assim age o Espírito Santo naqueles que creem em Jesus (Jo 7.38-39).

2 - A experiência crescente neste rio: enquanto o profeta obedecia, passava por experiências cada vez mais profundas: 

A) A água atingindo os artelhos (v. 3) representa a idade infantil do crente, isto é, a fé daquele que se decide a Deus e entra no rio da vida divina. 

B) Atingindo os joelhos (v. 4) indica claramente para a vida de oração, o espírito de oração. Dali jorram bênçãos em abundância.

C) Atingindo os lombos (v. 4) indica para o mistério da força e é uma imagem do serviço. O homem, que ora, é logo um homem que dá testemunho. 

D) Atingindo o nível para nadar (v. 5) mostra-nos que quanto mais submersos estamos nas águas do rio, menos vemos o nosso próprio eu. Este estado indica a plenitude da graça divina e revela o auge da vida de fé.

Sabemos que a característica do Rio de Deus é produzir vida, vamos mergulhar neste rio e desfrutar desta vida!

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