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O novo nome de Deus. Jo 17:6. Pr. Edenir Araújo. Culto de Celebração - 25/01/15 - GAIV Indaiatuba

O novo nome de Deus. Jo 17:6

“Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.” Jo 17:6

Introdução

Qual foi esse nome?

Certamente não foi Elohim (Deus ou Deuses), não foi El Shadai (Deus Todo Poderoso) ou Yavé (Eu sou o que Sou). Não foi Adonai (Senhor) ou um nome redentivo do tipo: Jeova Jiré (O Senhor que provê), Jeová Rafa (O Deus que cura), Jeova Nissi, (O Senhor é a nossa bandeira) Jeová Tsidquenu (O Senhor é nossa justiça), esses são alguns nomes redentivos, mas certamente nenhum desses nomes é o novo nome de Deus.

Qual é o novo nome de Deus?

Antes de responder, eu preciso dizer que nos evangelhos você não encontra Jesus se referindo a Deus por esses nomes do Velho Testamento. Mas Jesus vem trazer um novo nome para Deus, por isso Ele disse: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo”.

Na oração modelo Jesus revela o novo nome de Deus. Ele começa a oração dizendo: “Pai nosso...”. Pai é o novo nome de Deus! Dentre todas as maneiras de Jesus se referir a Deus, a principal delas é como Pai. Aproximadamente 180 vezes Jesus se refere a Deus com Pai nos evangelhos. Jesus não só se refere a Deus como Pai em seu ensinamento geral, mas usa essa designação com frequência em suas orações.

Jesus chamou Deus de Pai porque Ele sabia de sua filiação. Quantos de nós temos revelação sobre nossa filiação? Quantos de nós temos revelação sobre a correta imagem de Deus? É muito importante você saber sobre a imagem de Deus, pois na imagem correta de Deus somos transformados.

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 2Co 3:18

Somos transformados quando nos encontramos com a gloria de Deus. Se não tivermos a imagem certa de Deus não seremos transformados pelo Senhor. Devemos então compreender que Deus é o nosso Pai certos de que somos seus filhos, para que sejamos plenamente abençoados.

“11 Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. 12 Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” Jo 17:11-12

Conhecer a Deus pelo seu nome nestes dias é libertador e conclusivo para sermos tremendamente abençoados.

Como podemos compreeender  melhor a figura de Deus como Pai?

Lendo o texto que conhecemos como a parábola do filho pródigo, podemos ter revelação sobre Deus como Pai.

“11 Continuou: Certo homem tinha dois filhos; 12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. 13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. 16 Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! 18 Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. 20 E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. 21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23 trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar- se. 25 Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar- se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. 27 E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. 28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; 30 vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. 31 Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. 32 Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. Lc 15:11-32

Esse é o texto conhecido como a parábola do filho pródigo, mas essa parábola deveria ser intitulado de “Parábola do Pai amoroso”, pois a ideia de Jesus no texto foi revelar o Pai e não o filho. O alvo do Senhor não foi revelar o caráter débil do filho pródigo, ou do irmão do filho pródigo, mas o caráter santo e amoroso do Pai. O texto então consiste na seguinte história: O pai divide a herança com seus dois filhos (15:12), porque segundo o costume da época não seria possível ao pai em vida entregar sua herança somente para um filho tendo mais herdeiros. Na cultura judaica o filho mais velho tinha direito a 66% da herança, uma porção dobrada em relação ao irmão mais novo. Mesmo tendo uma herança tão grande o filho mais velho nunca desfrutou dela.

O fato do filho mais novo pedir a herança com o pai ainda vivo foi uma forma de desejar a morte do pai. Todavia, o pai amoroso e compassivo graciosamente dividiu com eles a herança.
O mais novo saiu pelo mundo e gastou todo o seu dinheiro em orgias e bebedices. Quando não tinha mais dinheiro, os seus amigos o abandonaram e ele se tornou um cuidador de porcos, diga-se de passagem, a profissão mais indigna para um judeu.

Num dia ele caiu em si e disse:

“Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai” (15:17-20).

Fica claro que, em nenhum momento ele se importou por ter partido o coração do seu pai. Não se arrependeu de fato, ele apenas teve fome. Em hora alguma ele se preocupou com o pai, mas apenas consigo mesmo. Ele voltou porque tinha de forrar o estômago e não porque estava arrependido. Sua barriga vazia o levou de volta para casa.

Mas mesmo assim o pai ansiava pelo filho perdido. E nesse momento temos o retrato, ou a imagem que devemos ter do nosso Pai.

“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Lc. 15:20-21
Quem supostamente poderia estar irado e desapontado era o pai, mas em vez disso ele estava cheio de compaixão e perdão. No entanto o irmão mais velho ficou irado de fora da festa. Ele viveu toda a sua vida tentando merecer o amor do pai, mas tudo já era dele, contudo ele nunca desfrutou de nada. Nunca saiu da casa do pai, mas ainda assim não conhecia o amor do seu pai. O alerta para nós é: Não olhe para a sua performance, não queira fazer para merecer, olhe para a graça do Pai.

O Pai da parábola agiu de acordo coma sua natureza, e não de acordo com o que o filho merecia.

O pai da parábola que representa Deus, estava em todo tempo preocupado com seu filho. E mesmo que aquele jovem não merecesse, seu pai estava disposto a abençoá-lo. O pai não estava fazendo algo por causa da atitude de seu filho, mas por seu caráter paterno cheio de amor e compaixão.

Ex: A esmola de Alexandre o grande

Conta-se que Alexandre o Grande certa vez foi abordado por um mendigo pedindo esmolas. Imediatamente ele lhe deu duas moedas de ouro. O seu escudeiro vendo aquilo lhe questionou: “por que dar duas moedas de ouro se duas moedas comuns satisfariam a necessidade do mendigo? Alexandre então respondeu: “duas moedas comuns são apropriadas para a necessidade do mendigo, mas duas moedas de ouro são apropriadas para a grandeza de Alexandre. Eu o favoreci não pelo que ele merece, mas pela minha grandeza e poder.”

Deus nos supre segundo a sua riqueza em glória

Deus nunca nos prometeu suprir-nos de acordo com a nossa necessidade, mas ele prometeu nos suprir de acordo com a sua riqueza em glória (Fp 4:19).

“19 E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. 20 Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” Fl 4:19-20

Deus não nos perdoa de acordo com os limites de nosso arrependimento ou confissão, mas ele nos perdoa de acordo com a riqueza de sua graça. Ef 1:7

“6 para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado; 7 em quem temos a redenção pelo seu sangue, a redenção dos nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça, 8 que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência, 9 fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs 10 para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.”

Vejamos o caráter santo e amoroso do pai da parábola

1. O pai se compadeceu

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. Lc 15:20

A primeira coisa que o Senhor diz é que o pai se compadeceu. Ele estava sentindo as dores ou sofrendo com seu filho. O pai estava sempre olhando no horizonte e esperando por seu filho. Esse pai perdeu uma grande quantidade de dinheiro por causa do filho, mas mesmo assim o seu coração estava cheio de compaixão e esperançoso pela volta de seus filho. Hoje é dia de voltar para a casa e para os caminhos do Senhor. Independente dos erros que cometemos, nosso Pai não está cheio de ira e condenação, mas está pleno de compaixão.

Eu sei que pensamos muitas vezes que não somos como o filho pródigo, mas talvez sejamos como o irmão do filho pródigo. Mesmo aqueles que nunca saíram de casa, nunca se “desviaram” talvez precisem descobrir esse amor. Muitos crentes nunca tiveram uma experiência profunda com o amor do pai porque estão apenas fazendo coisas.

Essa parábola deveria ser chamada de a parábola do pai pródigo, pois ele não se importou com os seus bens, mas estava disposto a dar tudo novamente para o seu filho, mesmo que ele nada merecesse. Nosso pai é extravagante em sua generosidade.

2. O Pai correu

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” Lc 15:20

A segunda coisa que o Pai fez foi correr. No grego existem duas palavras para correr, uma é andar depressa, a outra é disparar e correr como um velocista numa largada explosiva.

Qual das duas você acha que Jesus usou aqui? Foi como um atleta numa largada explosiva correndo em direção ao seu filho. Ele correu no ritmo do seu próprio coração cheio de amor.

O pai se expôs ao ridículo, pois a roupa que usava não era apropriada pra correr. O pai viu o filho vindo ainda longe e então correu em sua direção. Naqueles dias pessoas idosas não corriam, pois era considerado indigno, mas o pai ergueu sua roupa e correu em direção ao seu filho. Ele abriu mão de sua glória como pai.

Este é o único lugar na Bíblia que se diz que Deus correu!
Quando fazemos menção de nos voltarmos para Ele, o pai imediatamente corre em nossa direção.
3. O pai o abraçou

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” Lc 15:20

A terceira coisa que o pai fez foi abraçar seu filho. É preciso lembrar que seu filho ainda estava fedendo a porcos. Mas isso não o impediu de envolver seu filho.

Essa palavra abraçar no grego é epipipto

1) cair, vir ou fazer pressão sobre
1a) deitar sobre alguém
1b) cair nos braços de alguém
1c) cair de costas sobre
2) metáf.
2a) cair sobre alguém i.e. apoderar-se, tomar posse de
2a1) do Santo Espírito, em sua inspiração e impulso
2a2) de repreensões que lança-se sobre alguém

“Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.” Atos 10:44

Um pastor conta que sua filha entrou num estado grave bulimia e anorexia na adolescência. Ela estava morrendo de desnutrição. Num dia ele orou a Deus desesperadamente por sua filha e então sentiu um forte impulso para abraçá-la. Ela se debateu no começo, mas ele a abraço com força. Depois de alguns minutos ela começou a chorar convulsivamente e ele apenas repetia que a amava. Ela chorou por horas, mas depois disso ela passou a comer e foi totalmente curada.

Hoje o Pai corre em sua direção cheio de compaixão para envolvê-lo num abraço amoroso.

4. O pai o beijou

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” Lc 15:20

Mas isso não é tudo. O texto diz que o pai também o beijou. O interessante é que a palavra grega usada aqui não significa um simples beijo, mas significa beijar muitas vezes, repetidas vezes de forma terna e afetuosa. Lembre-se que o garoto ainda cheirava a chiqueiro de porcos, mas isso não impediu o pai de beijá-lo muitas vezes. Esse é o nosso Pai. Essa parábola é para nos revelar o Pai.



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