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Ceia do Senhor, ambiente de amor, perdão e serviço. Parte 1. Pr. Edenir Araújo - Culto de Celebração - 09/06/19


Este trecho do Novo Testamento, é um dos mais belos e profundos sobre como devemos viver a vida cristã. Podemos aprender muitas lições de Jesus sobre muitos assuntos. Mas hoje eu quero falar sobre três aspectos que permearam o ambiente da da ceia e devemermear ou nortear o ambiente da igreja, o ambiente da vida cristã.

Eu poderia citar muitas lições ou orientações dadas por Jesus na celebração da ceia, porém não teríamos tempo suficiente para isso durante o nosso culto. Por essa razão, vamos falar sobre três preciosas lições... Vamos falar sobre amos, perdão e serviço.

1. Amor

“Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” Jo 13:1

“34 Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Jo 13:34-35

Falar de amor, mais precisamente do amor de Deus, é um grande desafio, pois me parece que muitos cristãos que conheço estão saturados de tanto ouvir falar sobre este assunto. Mas como pregar sobre esse texto e não falar sobre o amor de Deus?

Desde o primeiro dia da nossa nova vida em Cristo, o amor de Deus, foi o causador do nosso novo nascimento e conversão. É esse amor que nos tem ensinado e capacitado a viver a vida cristã. Este imenso e infinito amor nos tem sustentado e impulsionado a continuar a carreira que nos foi proposta.

Certamente nenhum outro assunto é tão falado na Bíblia quanto o amor. A disposição de Deus é de sempre amar o homem, e Ele espera que nós tenhamos a mesma disposição para com Ele e o nosso próximo.

“... amou-os até ao fim.” Jo 13:1

O amor de Deus precisa ser o start para a construção de vínculos de amizade, companheirismo e irmandade. Estabelecer e fortalecer de maneira duradoura a alegria, prazer e unidade nos relacionamentos, só será possível a partir da decisão de amar incondicionalmente. Essa decisão nos fará viver melhor e com mais qualidade.

A necessidade maior do mundo, atualmente, não é de mais ciência, nem traquejo social, nem ensino, nem conhecimento, nem poder, nem sermões; o que realmente precisamos hoje é experimentarmos e compartilharmos o amor de Deus. A decisão diária de amar é indispensável à sobrevivência, pois as duas maiores necessidades relacionais do ser humano é amar e ser amado. Sem essa atitude interior, perdemos nossas vitalidades emocional e física. Quando pautamos o nosso viver no amor de Deus, sentimos um profundo bem-estar que nos afeta física, mental, social e espiritualmente. A carência afetiva como consequência da falta do amor de Deus, leva muita gente ao divórcio, aos hospitais psiquiátricos e até ao suicídio.

O amor é fator basal nas nossas vidas

A vida cristã autêntica é sustentada pelo amor de Deus, e se ele faltar, nos faltará tudo, pois não haverá sustentação para os relacionamentos. Quando o apóstolo Paulo escrevendo aos corintios diz que...

“tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” 1Co 13:7

Paulo está dizendo que o amor é o suporte que no entendimento literal da palavra, sustenta todos os relacionamentos que desenvolvemos nas mais diversas áreas de convivência.

O alvo de todo cristão deve ser amar a Deus e ao próximo sem limites, acima das nossas razões deve estar o amor. Todavia, para amar sem limites, precisamos nos aproximar cada vez mais de Deus, seguir de perto os seus passos, sentir de verdade o seu coração, porque Ele é a única fonte do amor incondicional. A própria Escritura define a pessoa maravilhosa do Senhor dizendo “Deus é amor” (1 João 4:8). Essa frase relativamente pequena em quantidade de palavras tem um grandioso e poderoso significado.

Os mais conhecidos e respeitados pregadores da Palavra de Deus pelo mundo afora concordam que o “Amor de Deus”, é o principal tema de sermões nas mais diferentes abordagens sobre a Palavra de Deus. Frases como “Jesus te ama” ou “Deus é amor”, são as expressões mais usadas e compartilhadas em todo o mundo em aconselhamentos e evangelismos. Isso é maravilhoso! Uma das maiores e mais nobres mensagens que podemos anunciar ao mundo é esta: Deus ama os pecadores incondicionalmente! Essa verdade está ratificada nos dois versículos mais difundidos das Escrituras Sagradas são Jo 3:16 e 1Jo 4:8.

Por amor a nós pecadores, Jesus deixou o céu para morrer por nós. Nunca haverá uma demonstração de amor maior do que esta. Ele é a fonte de todo amor verdadeiro. Ele “tanto amou o mundo que deu o seu Filho” em sacrifício para salvar a humanidade (1Jo 4:8; Jo 3:16).

Amor é o carro chefe dos mais nobres sentimentos...

A importância do amor, pode ser notada na lista de manifestações do fruto do Espírito Santo em Gálatas 5:22-23. No texto, o amor é o carro chefe, é a porta que se abre para a prática da

“... alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” Gl 5:22-23

O amor deve sempre se manifestar primeiro, deve ser o motivo das nossas intenções e ações. Após a manifestação do amor de Deus em nós, contemplaremos uma enxurrada de coisas boas invadindo nossas famílias, amigos, vizinhos etc. Só quem aprendeu a amar sem limites de maneira incondicional sabe o que é sufocar o ego para relacionar melhor com Deus e o próximo. Todos os problemas de ordem relacional sem exceção começam quando o amor dá lugar ao ego.

Qual o contrário do amor?

Costumamos perguntar aos casais que em crise nos procuram: “Qual é o contrário do amor?” A resposta que ouvimos frequentemente é: “O ódio”. Definitivamente o ódio não é o que contraria o amor. O que se opõe ao amor é o ego. A pessoa egoísta sempre vai resistir à prática do amor verdadeiro. O sentimento egoísta sempre quer atrair a atenção para sí, enquanto que o amor segue o caminho oposto. Veja que quando alguém se dispõe a amar, precisa também se dispor a oferecer (Jo 3:16).

Quem ama verdadeiramente não quer atrair a atenção para si mesmo. O egoísta geralmente quer ser o centro das atenções, quer que tudo e todos orbitem em volta de seu umbigo. Lembro-me de uma tirinha do Garfield em que depois de muito tempo falando sobre si mesmo, ele disse a pessoa com quem conversava: “Estou cansado de falar sobre mim; agora você fala sobre mim”. Geralmente as pessoas egoístas são assim, pensam exclusivamente nelas mesmas. Pessoas assim terminam sozinhas, sem razão para viver e com uma profunda angústia.

A cruz deve ser o nosso alvo! A cruz é a maior expressão de amor pelo homem!

Fora da cruz vencemos os outros. Na cruz vencemos a nós mesmos. A cruz nos fere, esmaga todo nosso egoísmo, orgulho, vaidade, vanglória, e nos faz viver como Cristo viveu. Essa é a vida que devemos expressar, a vida que flui na direção oposta ao ego. O amor é caracterizado por uma atitude de priorizar o próximo. Quando o cristão não exercita a prática do amor, passa a viver para a proteção de seus direitos.

Devemos nos lembrar sempre que, conforme disse  Billheimer, “o único direito que a alma verdadeiramente crucificada tem é de abrir mão de seus direitos”. Acho que aqui está o segredo de uma vida cristã vigorosa e transbordante de amor como nos tempos dos primórdios da fé cristã.

Todo o produto das nossas mãos que não procede de amor, pode ser considerado pecado. Não há neutralidade no reino do espírito. Por mais que alguém tente ocultar o que vai no coração, seus relacionamentos o denunciará. O escritor francês Duque de La Rochefoucauld (François Poitou) que viveu no século XVII escreveu que: “Não há disfarce algum que, por muito tempo, possa ocultar o amor onde ele existe, nem fingi-lo onde não existe”.

Veja que o amor de Deus sempre vai na contramão do ego.

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...”. Jo 3:16.

Deus amou”, e logo depois “deu o seu único filho”. Este é o amor de verdade. Amar é a disposição de abrir mão de algo que nos pertence para o benefício do nosso próximo. Amar é dar sem limites. Este sempre será o primeiro passo para o êxito nos relacionamentos.

A importância do amor de Deus como ponto de partida ou como base para tudo o que empreendemos está na carta escrita por Paulo aos Corintios.

“1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. 3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. 4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, 5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; 6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; 9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. 10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. 11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. 12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. 13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." 1 Co 13:1-13

A fé a esperança e o amor permanecerão, mas o amor é maior, pois se trata da essência do próprio Deus. Deus é amor! Por que o amor é maior? Porque o amor não é algo abstrato é substância palpável, exala vida, calor, proteção. O amor é uma pessoa eterna que jamais deixará de amar, seu nome é Jesus!

O amor está fincado como uma base que não se remove, um fundamento impossível de ser arrancado. Se o que fazemos está lançado sobre ele, certamente não seremos frustrados e permaneceremos vencendo como Jesus venceu. A força do amor pode ser notada também nas palavras escritas aos Romanos 8:38-39:

Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rm 8:38-39

Em nenhuma outra crença ou religião encontramos um Deus de amor tão maravilhoso, pronto para dar a sua própria vida por seus filhos. Deus nos amou primeiro e por isso pode pedir a nós hoje que O amemos. Isso não pode ser entendido como um sentimento, mas uma decisão. Não siga pensando no amor como um sentimento ou uma ardente paixão que na hora das adversidades murcha, morre e desaparece. O amor verdadeiro sempre permanecerá. Independente das ofensas que sofremos ou frustrações que sentimos o amor sempre falará mais alto e será bálsamo para as nossas feridas.

Receba o amor de Deus, espalhe o amor de Deus!

Se de fato uma pessoa é nascida de novo em Cristo Jesus, o amor de Deus em seu coração sempre estará trazendo constrangimento, conduzindo a mesma para a cruz. No amor não existem razões próprias, somente uma atitude de renúncia e total submissão à vontade de Deus.

Os relacionamentos que temos com Deus e nosso próximo certamente serão melhores enquanto o amor de Deus prevalecer.

A maior estratégia de Evangelismo segundo nos ensina Jesus é o amor uns pelos outros.

Em João 13:34-35, o Senhor mesmo disse:

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. Jo 13:34-35

Foi só isso que o Senhor nos pediu neste novo mandamento...

“amai-vos uns aos outros; assim como eu vos amei”.

Não pode existir outra maneira de se identificar uma igreja cristã a não ser pelo amor a Deus e ao próximo. Essa igreja não se divide, não prega a desunião entre quem quer que seja e nem explora ninguém. Infelizmente sabemos o quanto ela é assim desconhecida, porque a maioria das pessoas que se diz cristã, esta cega por outras doutrinas, não enxerga a igreja (2Co 4:4) (Is 6:9-10).

O amor como um fator terapêutico

Está comprovado que as pessoas que mais expressam amor são mais saudáveis física e espiritualmente. Menos resfriados, melhor controle do estresse e pressão sanguínea mais baixa são apenas alguns poucos benefícios para aqueles que amam sem limites. Muitos médicos dizem que boa parte das doenças psicossomáticas são decorrentes de sentimentos negativos entulhados nos corações de pessoas amarguradas.

Sigmund Freud, médico e professor, que abriu as portas para a era da psicoterapia, disse: “Você precisa amar para não adoecer”. Outro médico, o Dr. David H. McMillen, da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas em Houston, afirmou que ao Jesus dizer que devemos perdoar até setenta vezes sete, estava pensando não só em nossas almas, mas em salvar nossos corpos da síndrome de colite, da doença das coronárias, da hipertensão arterial, gastrite, cefaleia, de patologias psicossomáticas e de muitas outras enfermidades.

A decisão de amar para os crentes, antes de ser uma atitude espiritual é definitivamente racional e inteligente. Pesquisas constataram que quando recebemos o afeto de uma pessoa próxima, há uma liberação de endorfina, substância capaz de relaxar a parede das veias e artérias. Dessa forma, a pressão arterial fica equilibrada, além de o sangue fluir com mais facilidade. Estudiosos do comportamento humano, psiquiatras e psicólogos têm chegado a conclusão, à luz de experiências vivenciadas, que além de ser uma necessidade básica, o amor é um dos mais eficazes processos terapêuticos. O Dr James Colleman, no seu livro “A Psicologia do Anormal e a Vida Contemporânea”, assim escreve: “É estranho notar que pouco se sabe a respeito de um dos mais poderosos fatores terapêuticos - o Amor”.

Amor e saúde estão entrelaçados de maneira surpreendente. Os homens são feitos para conectarem-se uns aos outros, e quando bons relacionamentos são cultivados (não apenas no campo amoroso sentimental), as recompensas são imensas. Deixe-me frisar que não estou me referindo a paixão de um novo relacionamento emocional ou sentimental. Na verdade a respeito da paixão não existe nenhuma evidência de que o intenso e apaixonado estágio de um novo romance é benéfico a saúde. “Pessoas que se apaixonam dizem que se sentem maravilhosas e agoniadas ao mesmo tempo” diz Harry Reis, PhD, co-editor da Enciclopédia dos Relacionamentos Humanos. Ou seja, todo esse sobe e desce pode ser um ponto de partida do estresse. Já o amor cultivado nos relacionamentos duradouros trazem segurança, calma e estabilidade.

Existem muitas evidências de que pessoas que estão em relacionamentos longos, satisfatórios e principalmente saudáveis se dão melhor em toda variedade de exames médicos. A maior parte das pesquisas nessa área se concentra no relacionamento conjugal, mas acredita-se que muitos desses benefícios se estendem a outras relações próximas, como amigos ou parentes e principalmente nos relacionamentos entre cristãos. As pessoas precisam se sentir conectadas com outras, como parte de um grupo, além de respeitadas e valorizadas.

A seguir alistei alguns benefícios que a prática do amor traz a saúde segundo pesquisas com casais e que acredito ter resultados parecidos nas outras áreas de relacionamento entre pessoas.

·         Menos visitas médicas
·         Menos depressão
·         Menos uso de substâncias tóxicas
·         Pressão sanguínea mais baixa
·         Menos ansiedade
·         Controle natural da dor
·         Melhor controle do estresse
·         Menos resfriados
·         Cicatrização mais rápida
·         Vida mais longa

O contra ponto disso é que quando não cultivamos o amor, alimentamos ressentimentos que além de nos fazer inimigos do nosso próximo, nos fará adoecer fisicamente. Pesquisas recentes constataram que boa parte dos doentes com câncer, também tem algum problema de amargura ou rancor no coração.

Alimentar a íra adoece e pode conduzir pessoas até mesmo a agressões e em casos extremos até a prática de crimes contra o próximo. Certamente o que não se divulga é, que geralmente, o maior dano se observa na própria pessoa, que como já mencionei se torna candidato a desenvolver patologias diversas. A mágoa, rancor ou amargura são ingredientes de um veneno que nós mesmos tomamos e esperamos que o outro morra.

O estado emocional de uma pessoa ressentida pode ser considerado um gatilho prestes a disparar agressões de maneira exagerada. Qualquer motivo insignificante pode ser uma fagulha que detonará discussões e brigas sem fim. Pessoas são transformadas nos momentos de íra. Uma mudança profunda radical da fisionomia e expressões físicas, poderão ser facilmente notadas em pessoas desprovidas de equilíbrio emocional.

Na prática de exercícios para o condicionamento físico, deve-se ter diligência e disciplina para se ter um corpo saudável. Exercícios físicos praticados com regularidade condicionarão nosso corpo e trarão mais vitalidade. Da mesma forma, amar pode ser considerado um exercício e o seu desenvolvimento deve ser progressivo. Quanto mais dispostos estivermos para amar a Deus e os outros, mais seremos amados. O conhecido efeito bumerangue que nada mais é do que a lei da semeadura e colheita fará você colher amor enquanto permanecer semeando amor.

Não se preocupe em reter amor, pois quando o mesmo é compartilhado nunca será diminuído. Pódemos dividí-lo infinitamente e ainda assim não diminuir. O amor é o único tesouro que se multiplica e cresce espantosamente por divisão. É o único dom que aumenta enquanto você o reparte. Lembro-me de ter lido isso em algum lugar: “Doe amor; jogue-o fora; esparrame-o; esvazie seus bolsos; sacuda o cesto, vire o copo para baixo, e amanhã você terá mais do que nunca.” Isso é tremendo!

A semente do amor que está dentro de nós pelo Espírito Santo deve ser semeada nos nossos relacionamentos. Quando a semente germinar, a plantinha precisará ser cultivada e nutrida para que não morra. Com fé e perseverança amaremos mais e melhor. Assim todos os nossos relacionamentos serão transformados.

A base dos relacionamentos saudáveis deve ser fortalecida por uma decisão racional de amar, custe o que custar. Mesmo após termos decidido amar sem limites, surgirão momentos de insatisfação emocional, dúvidas e até mesmo um sentimento de desistência. “Será que vale a pena insistir em determinada pessoa?”, é o que alguns perguntam quando se frustram nos relacionamentos. É a partir daí que devemos decidir e escolher amar novamente. Mesmo que aparentemente o sentimento tenha se esvaído, não devemos achar que não podemos amar novamente. Essa é uma questão de decisão, e é simples assim. O justo vive pela fé e não por sentimentos. Quando decidimos amar o sentimento acompanhará a nossa decisão.

Nosso alvo é ser como Jesus, e para isso, devemos pedir a Deus que nos ensine a amar. Me lembro que em uma manhã, enquanto fazia minha leitura bíblica, me deparei com um texto que saltou das páginas direto para o meu coração. Em Lucas 23, eu li que Jesus intercedeu pelos seus ofensores dizendo:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Lucas 23:34a.

Não consegui entender a palavra “perdoa-lhes”, achei que seria correto Jesus orar dizendo: “Eu perdoo vocês”. Afinal de contas, Jesus estava sendo agredido e injustiçado, portando, ele deveria perdoar. Mas depois de meditar sobre isso, entendi que quando Jesus orou dizendo “perdoa-lhes”, ele estava nos ensinando que em seu coração não havia lugar para a mágoa, tristeza e amargura. Devemos guardar nossos corações de sentimentos errados. Quando o amor enche o coração, não deixa nele lugar para mais nada. Nem para o ódio, nem para o rancor, nem para o orgulho. Esse é o modelo a ser seguido.

Continua na próxima ceia...

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