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20090109

21 Dias de Jejum para a Unidade e Miultiplicação

Capítulo 5

O Povo é um

A palavra de Deus diz que não há limites para uma unidade consagrada e um propósito apaixonado. “E o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer” Gn 11:6

Quando temos a mesma linguagem e somos um em propósito, Deus mesmo diz que não haverá restrição para tudo que intentarmos fazer. Caminhamos em unidade de língua, propósito e obra. A unidade é um valor inegociável para nós. Sabemos que visão mais visão sempre é igual a divisão. Esta é a equação da morte. Em Gênesis, a conclusão do Senhor foi clara: “se o povo é um, e se todos têm a mesma linguagem, então não haverá restrição para tudo que intentarem fazer” Gn 11:6

É uma grande ironia que encontramos uma das maiores lições de unidade justamente no projeto da torre de Babel. Certamente a construção da torre era algo que ia contra a vontade de Deus, mas apesar dos erros, é em Babel que Deus se pronuncia revelando um dos maiores segredos do sucesso de qualquer empreendimento coletivo: “Essa gente é um povo só, e todos falam uma só língua. Isso que eles estão fazendo é só o começo. Logo serão capazes de fazer o que quiserem”. Unidade. Esse é o segredo. Unidade no entendimento, no projeto, no processo, nos esforços.

Todos nós já ouvimos algum dia numa passeata um chavão que é repetido exaustivamente pelos militantes: “o povo unido jamais será vencido”. Semelhante ao que disse Jesus: “uma casa dividida contra si mesma não prospera”.
A fragilidade de qualquer igreja local está justamente nesse ponto. Igrejas fortes são igrejas completamente unidas. Mas o que vemos muitas vezes é dispersão no lugar de unidade; competição em vez de cooperação, subtração e divisão no lugar de soma e multiplicação, difamação em vez de sujeição e submissão. No lugar de uma só língua ouvimos muito barulho; e em vez de termos um só coração e mente, vemos muitas caras amarradas cheias de opiniões e reclamações. Evidentemente estamos construindo uma igreja e não uma torre. Não queremos erguer algo para chegar ao céu, mas queremos chegar até os confins da terra para declarar ali que “o reino de Deus chegou”. Queremos ser um povo só, falando uma só língua. E até agora tudo o que temos feito é apenas o começo, mas aguardamos o veredicto de Deus de que agora não haverá limites para aquilo que intentarmos fazer.
Neste trecho, podemos ver os três níveis de unidade: a unidade de linguagem, a unidade de propósito, pois o povo era um e, por fim, a unidade de obra, pois não haveria limites para o que intentassem fazer. Essa é a unidade que abalará os fundamentos do inferno.

Os três níveis de unidade

1. O povo é um

Ser um povo unido num só propósito não é algo simples de ser alcançado. Paulo mostra que tal unidade é fruto de um processo: “Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” Fp 2:1,2

Há uma diferença entre união e unidade. União é ter muitas batatas no mesmo saco, enquanto unidade é ter as batatas cozidas e amassadas na forma de um purê dentro do prato. A união não é difícil, basta colocar as batatas juntas, mas, para termos unidade, as batatas precisam passar pelo fogo, ser descascadas e, por fim, amassadas juntas. O fogo aponta para o Espírito, o descascar é abrir mão do orgulho e o amassar é o quebrantamento. A unidade, portanto, tem um preço de fogo e quebrantamento. Só assim podemos falar a mesma coisa e termos a mesma disposição mental. O próprio Senhor Jesus disse que um reino dividido não pode subsistir. “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” Mt 12:25

Nós somos uma igreja e participamos de um único objetivo. Nenhum de nós pode estar aqui para servir os seus próprios interesses. Nosso propósito é sermos uma expressão do Senhor em nossa cidade tocarmos a nossa geração através de células que se multiplicam. Precisamos ser profundamente marcados por isso. Embora tenhamos um único Deus podemos ter objetivos diferentes. Se tivermos objetivos diferentes seremos divididos. Qual é o seu objetivo? É fazer um nome para si mesmo? É ser famoso? É edificar alguma outra coisa entre nós? Estamos nessa cidade para representar o Senhor em autoridade espiritual e expressá-lo como uma igreja de vencedores. Se houver entre nós unidade teremos uma forte base para declarar diante do mundo espiritual, de satanás e seus demônios, que permanecemos unidos num propósito prevalecente e que não haverá restrição para nós.

Depois da confusão de Babel lemos que a humanidade se dividiu. Gênesis 10:31 que diz que os homens se dividiram “segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.” Observe os quatro estágios de uma divisão. Isso é muito ilustrativo pois essa mesma forma de divisão procura nos atacar como igreja. Primeiro vem a divisão por família, depois por causa de línguas, o resultado é a formação de territórios e nações.
O que são famílias? Literalmente significa um relacionamento na carne. Muitas pessoas não se importam com Deus e com o seu propósito. Eles se importam unicamente com sua família. Porque eles são um com sua família? Porque a sua família são os seus parentes, são aqueles que lhe são mais próximos. A mesma coisa pode acontecer na igreja. Muitas divisões são causadas por relacionamentos carnais. Todo relacionamento carnal é o germe de uma divisão. Mesmo não fazendo parte de uma mesma família podemos ter um relacionamento carnal com alguns. Quando você diz que ama certo irmão porque ele é o tipo de pessoa que você gosta, você está criando um relacionamento de acordo com o seu gosto carnal.

Outra causa de divisão são as línguas. Língua não é somente idioma, é também expressão de conceitos. Línguas surgem dentro da igreja por causa de conceitos e opiniões. Isso nos leva a falar línguas diferentes. Precisamos atentar para que ninguém comece a falar diferentemente entre nós. A exortação de Paulo é para que falemos todos a mesma coisa, ou seja , tenhamos uma só linguagem. 1Co 1:10
E as terras, o que simbolizam? Terras são territórios. É terrível quando certos irmãos presumem que certos espaços dentro da igreja são exclusivamente deles. Eles julgam ter um território. Não há espaços cativos entre nós, pois sempre que alguém se levanta para defender uma posição ou território ali nos dividimos. Lembro-me no passado de ver um departamento brigando com outros porque estavam pegando os seus membros. Não éramos uma igreja, mas um território loteado. Até mesmo uma divisão de departamentos pode resultar em divisão, por isso todos nós fazemos a mesma coisa na igreja: cuidamos dos irmãos nas células.
As nações são a consumação de uma divisão. Uma nação é o lugar onde havia um rei. Depois que territórios são separados e já possuem sua própria linguagem então surgirá alguém para reinvindicar autoridade. Veja que tudo isso é um processo: primeiro nos separamos por preferências entre irmãos, depois começamos a falar de forma diferente. Se isso não for corrigido começamos a nos dividir em territórios e no final alguém irá se levantar postulando uma posição de liderança e vai arrebanhar a muitos criando uma divisão. Não permitimos que esse processo maligno se desenvolva entre nós. Somos determinados em manter a unidade a qualquer preço. A unidade é o segredo do poder da igreja. Somente quando há completa unidade é que as portas do inferno não podem nos resistir.
Não há limites ou restrições para um grupo que tem unanimidade de propósito. Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinho perceberam a situação e resolveram juntar-se em grupo. Assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam mais calor. Por isso, tornaram a se afastar um dos outros. O resultado foi que voltaram a morrer congelados. Eles precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos semelhantes. Sabiamente, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o importante era o calor um do outro. E, dessa forma, puderam sobreviver.
A frieza e a friagem nos assolam, precisamos nos manter aquecidos e até incendiados, mas isso só será possível se nos mantivermos juntos. É como uma brasa: se ela fica sozinha, se apaga. A proximidade e a comunhão, porém, têm um preço: pequenas feridas sempre surgem quando nos aproximamos e nos relacionamos.

2. Todos têm a mesma linguagem

Você sabe por que as aves voam em bandos? Porque, à medida que cada ave bate suas asas, ela cria uma sustentação para a ave seguinte. Voando em grupo elas conseguem voar uma distância pelo menos 70% maior do que se cada ave voasse isoladamente.
Da mesma forma, quando pessoas que compartilham de um mesmo sonho e uma mesma direção andam juntas, elas chegam mais rápido porque juntas elas produzem um ambiente positivo de fé. Sabemos que há segurança no grupo, na comunhão, e poderemos viver a vida cristã mais facilmente se o fizermos na formação do grupo.
O Livro de Gênesis nos diz que o povo que construía a torre era um e tinha o mesmo falar, por isso não haveria restrição para tudo o que intentassem fazer (Gn 11:6). Paulo orienta os coríntios dentro do mesmo princípio: que falassem a mesma coisa; que tivessem uma mesma disposição mental e um mesmo parecer. “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1Co 1.10).

Não basta termos unidade de propósito, precisamos também ter unidade de linguagem. É preciso falar a mesma coisa. Falar a mesma coisa significa ter o mesmo coração.
É uma maldição ser faccioso e falar diferentemente. Se você for faccioso será o primeiro a sofrer a maldição. Se você falar diferentemente primeiramente sentirá seu espírito embotado por causa da morte e depois sentirá o peso da maldição de tocar no corpo de Cristo. Ninguém pode tocar no corpo de Cristo impunemente. Paulo diz que aquele que destrói o corpo também será destruido. “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” 1 Co 3:1

Jamais vi um só faccioso que não tivesse sofrido perdas. Tenha cuidado com o pensamento faccioso. Na igreja devemos ter uma única maneira de falar porque temos uma única mente. Os homens de mente facciosa e mundana nos criticam porque falamos a mesma coisa e temos os mesmos conceitos. Embora digam que isso é terrível, nós sabemos que isso é maravilhoso, pois é o sinal da unanimidade no espírito entre nós.

A maldição sempre resulta em confusão. Se em nossa igreja há diferentes idéias e opiniões sobre a obra de Deus isso é um sinal de que a maldição está vindo sobre nós. A bênção de vida ordenada por Deus para sempre está sobre a unidade. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!(...) Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133:1 e 3b). Eu ouço o barulho do chocalho da calda da serpente quando ouço: “não concordo com isso”, ou “não penso assim”, ou “não gosto daquilo”. Essa é a lamentável condição da maioria das igrejas, mas se queremos ser uma expressão do reino devemos caminhar num único pensar. Ninguém deseja saber a sua opinião. Nem mesmo Deus deseja saber a sua opinião. A única pessoa no universo inteiro que se importa com a sua opinião é você mesmo. Se você soubesse como ser opinativo destrói a unidade do corpo você certamente seria mudado. Mas alguém pode se levantar e dizer: “mas, isso é um absurdo! Vou ter de concordar com tudo calado? Isso já é manipulação!”
Mas não é nada disso. Também não quero que a minha opinião prevaleça, pois ela também não interessa a ninguém e não serve para nada na edificação da Igreja. A Igreja não é edificada com a minha opinião ou com a sua, mas a igreja é edificada quando sabemos a vontade de Deus. Não emita opinião, fale qual é a vontade de Deus. Se você desconhece a vontade de Deus numa dada questão, então cale-se.

Certa vez um casal chegou a mim para aconselhamento. Eles estavam num grande conflito. O marido havia recebido uma proposta para trabalhar no norte do país para ganhar bem mais e ainda ter casa e carro. Ele via aquilo como uma grande oportunidade para dar uma vida melhor para sua família. Ao ouvi-lo achei que ele tinha razão. Depois, sua esposa se levantou e mostrou que eram novos na fé, iriam ficar longe da igreja e da família e que ela estava para dar a luz e ainda ficaria sozinha para cuidar do filho recém nascido. Ela disse que preferia ganhar menos, mas ficar na cidade. Ela também me pareceu certa. Como decidir? Casais carnais sempre se posicionam para descobrir quem tem razão, a quem pertence a melhor opinião e eles ainda queriam me colocar nessa sinuca. Mas então eu lhes disse: “que importa a opinião de cada um? Mesmo que a opinião de ambos pareça boa a nós deve interessar somente a vontade de Deus e, pode ser que a vontade de Deus não seja nem aqui e nem lá. Eu disse a eles: “se vocês se ajoelharem e orarem se submetendo à vontade de Deus ele certamente vai revelá-la a vocês. Depois disso a divisão entre eles acabou, pois ambos tinham um coração para buscar a vontade de Deus.

Você percebe que essa mesma situação acontece na igreja? A maneira como lidamos com as centenas de opiniões, todas aparentemente corretas, é rejeitando-as e nos curvando diante de Deus em unidade para saber a sua vontade. Quando alguém falar da parte de Deus os demais certamente sentirão no espírito o testificar de que aquela é a palavra de Deus. Opiniões produzem morte e divisão, mas a busca humilde da vontade de Deus traz vida e unidade. Seja pela vida.

3. Não haverá restrição para tudo que intentam fazer

O inimigo não pode resistir à unidade consagrada. As portas do inferno não nos resistirão se formos um purê de batatas e não um monte de batatas reunidas aos domingos num mesmo saco.
Conta-se que em uma marcenaria houve uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertarem suas diferenças. O martelo exerceu a presidência, mas os participantes o notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho, além do mais, passava o tempo todo golpeando. O martelo reconheceu sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que este dava muitas voltas para conseguir falar algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atrito. A lixa acatou, com a condição de que expulsassem o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.
Nesse momento entrou o marceneiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando ele terminou e a marcenaria ficou só novamente, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: “Senhores, ficou demonstrado que todos temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas dificuldades e com os nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos nos nossos pontos fracos, mas concentremo-nos em nossos pontos fortes”.
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar as asperezas, o metro era preciso e exato e cada ferramenta tinha sua utilidade. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Agora não haveria restrição para tudo o que intentassem fazer. Gn 11:6

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